LOUCURA DE AMOR Orbitarei tua constelação miríade de sardas, na escuridão imensa do espaço sideral que é teu corpo,
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LOUCURA DE AMOR Orbitarei tua constelação miríade de sardas, na escuridão imensa do espaço sideral que é teu corpo, serei teu satélite natural, tua constelação e na incalculável luz que jorra das orbes refletirei ao mundo tua beleza incomum, intercalada de sombras e frestas em festa. É você doce mulher que representa meu universo, big bang da criação do verbo inicial, me fiz poeta por todo o firmamento, apenas por ti, apenas por ti, como uma forma de juramento na presença dos deuses, reis e imperadores que reverenciam a poesia inerente aos formidáveis, te elegi em segredo a oitava maravilha e construí um pedestal icônico numa ilha chamada “exagerus exacerbadus”, escondida sob a névoa do pó das estrelas, e isso não há quem possa contestar, visto que não tenho a necessidade de provar, o Olimpo me deu além da licença poética o poder ilimitado de estar acima do bem e do mal, principalmente do mal, já que pensando em ti, só penso no bem. Não nasci de teu ventre vestal das pitonisas, mesmo assim é dentro dele que me visas e me visitas como homem e fecundo trovador, é em teu corpo, sempre vestido da pele da beleza que encontro quem eu chamo de criador. Se hoje sou um coringa entre os planetas, dos poetas sou o principal gameta, te expando porque infinita és, e mesmo infinita sempre serás a única mulher.