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Frase de michel andrade

HISTÓRIA OU ESTÓRIA Dei-te tantos sinais, escrevi nossos finais, sempre com virgulas dois pontos, travessão agora não, não dá mais desisti da exclamação abri mão da interrogação, deixe os três pontinhos pra trás dos colchetes, do parênteses, sem novos parágrafos ou inéditos capítulos, já se foi o prefácio absti os epílogos, refutei as seqüências e continuações, nossa história de amor agora tem um final e é com enorme êxtase e sem mais sintaxe que apresento a síntese, foram felizes para sempre, esse é o final e pronto, acabou, E ponto final

michel andrade

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Pensador.com

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Outras frases de michel andrade

MUNDO IDEAL No éter te terei e lá serei teu rei
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MUNDO IDEAL No éter te terei e lá serei teu rei e serás minha toda minha rainha, pois penso em você e o riso sai fácil flutua a minha volta, será simples amor, se simples assim é, ou apenas a ilusão que teu sorriso provoca, minha mente duvida, e em enleio evoca, invoca os antigos sábios para me explicarem porque sou tão louco por teus lábios, respiro por seu cheiro que perfuma tantas flores vejo o mundo colorido rido de cores alegres teu humor inconteste e piso no chão macio pois é feito de tua pele assim vejo o mundo como o tal ar expele cheio de vida tenra de bocas viçosas tais como rosas, e que poderá dizer o oposto visto o firmamento é proposto juro que você é assim esse enorme pedacinho do meu enorme jardim juro sim, juro juradinho.

OUVIDOS SURDOS Há muito que grito meu silêncio, grito com os olhos, com a tez,
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OUVIDOS SURDOS Há muito que grito meu silêncio, grito com os olhos, com a tez, grito com poros, com desfaçatez, meu grito é o silêncio e você não me escuta, não me percebe, nem vê minha voz, não ouve meus olhos, espero em total desespero, meu passo se faz inerte, a lágrima solitária verte e você olha e se diverte, não me entende, nem pretende, não me entende, nem pretende, um dia levarei meu silêncio e todo seu significado, ainda assim, ainda assim, deixarei o meu silêncio a gritar, sei que vai chorar e perguntar Por que? O que aconteceu? De nada vai adiantar, não me entende, nem pretende, meu grito é o silêncio e você não entende, dei tantas dicas, declamei minha prédica na quietude que nunca ouviu, bebi o meu choro e fiz coro, mesmo com tantos sinais, não me entende, nem pretende, não me entende, nem pretende e nesse momento que anuncio em brados omissos a sua falta de compromisso, ainda que eu rufe o coração latejante e latente, que vocifere com minha mente, não me entende, nem pretende, não me entende, nem pretende, levarei então as palavras gritadas, tão caladas nas noites caladas, ainda cálidas na boca pálida e no silêncio estrondoso de sua ignorância gritada, finalmente escutará bem baixinho, vindo de não se sabe onde não me entende, nem pretende, não me entende, nem pretende.

AMORES PARALELOS Depois que você for ainda estarei aqui,
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AMORES PARALELOS Depois que você for ainda estarei aqui, não a te esperar, porque já estou em você estarei pra te compor e recompor aqui e ali estarei a poetar, porque a poesia é você. E quando você voltar, doce e de corpo e alma, vou te receber em afago, já que és de minha posse e vai excitada me olhar e se molhar, a chama calma pedir uma cuba e num trago, querer me sorver doce. Vieste de tão longe e também tão perto, na mesma orla continental, na mesma sintonia fina de segredos de monja e monge, da casta solidão, deserto, chegaste longe do virginal, és minha mulher e não menina. Novamente se vai, assim será a rotina que sempre te descobre um prazer novo, inédito, rápido, fugidio como Hai Kai e virando a esquina a brisa o vestido descobre e a brisa refresca o mérito. Enfim amor poetas, meu amor, é assim existe a regra e a norma e a forma lúdica e desigual, tal a sociedade Asteca, e sua peculiaridade afim, um homem e várias formas femininas num ritual.

LOUCURA DE AMOR Orbitarei tua constelação miríade de sardas, na escuridão imensa do espaço sideral que é teu corpo,
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LOUCURA DE AMOR Orbitarei tua constelação miríade de sardas, na escuridão imensa do espaço sideral que é teu corpo, serei teu satélite natural, tua constelação e na incalculável luz que jorra das orbes refletirei ao mundo tua beleza incomum, intercalada de sombras e frestas em festa. É você doce mulher que representa meu universo, big bang da criação do verbo inicial, me fiz poeta por todo o firmamento, apenas por ti, apenas por ti, como uma forma de juramento na presença dos deuses, reis e imperadores que reverenciam a poesia inerente aos formidáveis, te elegi em segredo a oitava maravilha e construí um pedestal icônico numa ilha chamada “exagerus exacerbadus”, escondida sob a névoa do pó das estrelas, e isso não há quem possa contestar, visto que não tenho a necessidade de provar, o Olimpo me deu além da licença poética o poder ilimitado de estar acima do bem e do mal, principalmente do mal, já que pensando em ti, só penso no bem. Não nasci de teu ventre vestal das pitonisas, mesmo assim é dentro dele que me visas e me visitas como homem e fecundo trovador, é em teu corpo, sempre vestido da pele da beleza que encontro quem eu chamo de criador. Se hoje sou um coringa entre os planetas, dos poetas sou o principal gameta, te expando porque infinita és, e mesmo infinita sempre serás a única mulher.