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Frases de Matt Kai

12 frases

⁠Gosto de escrever Eu gosto de escrever Eu não sei o porquê
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⁠Gosto de escrever Eu gosto de escrever Eu não sei o porquê Fico encarando o papel Sem saber o que fazer Fico encarando o celular Sem saber o que digitar Eu gosto de escrever Ainda não sei bem porquê Tenho muita coisa na cabeça Que preciso despejar Eu não devo esquecer Eu não devo ignorar Eu preciso registrar Eu preciso escrever Nenhuma idéia é inútil Não há conhecimento fútil Tudo é importante Tudo é potência Tudo é constante Sempre em desenvolvimento Sempre em crescimento Como as idéias na cabeça Giram como um cata-vento Eu gosto de escrever Não sei bem porquê Só sei que sei escrever Só sei que sei ler Não sei se sei entender Compreender as idéias do autor Ver não é ler, ler não é entender Entender não é compreender Compreender não é aprender Aprender não é conhecer Ler a escrita é ler a mente Ler a mente é ler o coração O coração da gente Tão impulsivo e ardente É ler alma do agente Que escreveu o sermão Eu gosto de escrever Eu não sei porquê Mesmo se não há nada pra escrever Escrevo mesmo assim Um poema bem simplório Que nasceu dentro de mim

⁠Confessionário da Mente Terminado seu livro Terminado um peso
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⁠Confessionário da Mente Terminado seu livro Terminado um peso O poeta decide descansar e sonhar Mas a turbulência de seus pensamentos Não o deixam fazê-lo E então começa a pensar Pensar em como tudo poderia ser melhor Pensar em como o dia poderia ser melhor E visualiza mais seus erros do que acertos E decide cuspir para fora seus anseios e o que tem de pior E decide levantar E ele pega seu caderno azul Junto de sua caneta azul E vai á outro cômodo da casa Escrever o que pensa E ligando a luz da cozinha Se encontra na cegueira da claridade Então senta e solta a criatividade Queria não ter me atrasado Queria ter me esforçado Queria não ter desperdiçado Tempo & Dinheiro Quão arruaceiro Que desgraçado Queria aprender mais Queria procrastinar menos Queria não ter Meus meios tomados Meio quebrados Fazer o quê Queria ser alguém útil Queria ensinar Queria não falar O fútil, asneiras Que besteiras Queria amar & ser amado Queria não ser chato Queria não ser tão exagerado Tão louco, estranho Queria ter rimado Queria tanta coisa na vida e no dia Que nem sei se vale a pena Ser normal e viver pra mim Ou maluco beleza para o que faço E talvez ser notado Por ser diferente Diferente de gente Diferente de muito mais gente Me sinto só Me sinto um E esqueço que vim do pó Das estrelas além do meu mundo Que dó Esqueço que não sou o único Esqueço que eu deveria agir Ao invés de lamentar, e ajudar Me dominar E talvez eu tenha agido Por desabafar, poetizar Se é que sou profeta Poesia é arte, não diário para desabafar Mas uma dúvida ainda tenho Impregnada na mente Será esse poema arte Ou baboseira adolescente?

⁠Era uma vez um Dramático... Para o dramático, tudo tem seu tempo Se rendem á emoção
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⁠Era uma vez um Dramático... Para o dramático, tudo tem seu tempo Se rendem á emoção Aproveitam ao extremo o momento Pensam que não conseguem mudar de direção Se é para se alegrar, se alegram Se é para chorar, choram Se é para se estressar, se estressam Se é para falar, falam Se é para se assustar, se assustam Se é para amar, amam Se é para se entediar, se entediam Se é para gritar, gritam Se é para ter medo, tem medo Se é para ser estranho, é estranho Se ele quer, põe o dedo Mesmo que tarde ou cedo Muitas das vezes são empáticos Emotivos, sensíveis & simpáticos Tenho orgulho de ser dramático

⁠Postes Laranja Avenida barulhenta Se cala na sarjeta
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⁠Postes Laranja Avenida barulhenta Se cala na sarjeta Postes Laranja Na beira da falência Gasolina fedorenta Poluição da grande empresa Postes Laranja Ignoram sua presença Cidades isoladas Vidas isoladas Postes Laranja Invadem nossa mata Progresso é o que se diz E escreve com um giz Postes Laranja Se espalham como chafariz Está ficando estrelado Está ficando clareado Postes Laranja Apagam o estrelato Eu preciso ficar calmo Fugir do urbano no marasmo Postes Laranja Me perseguem por todo lado Postes Laranja Postes Laranja Postes Laranja Postes Laranja Por onde eu vou não tem mais vermelho Verde, azul, amarelo Roxo, branco, preto, Cinza, marrom ou caramelo Tudo o que vejo na distância São apenas Postes Laranja

⁠Porto Aéreo Estava tudo organizado Estava tudo preparado
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⁠Porto Aéreo Estava tudo organizado Estava tudo preparado Estava tudo sob controle Não teria porquê se preocupar Basta seguir o protocolo & nada irá falhar Deve ser rotulado Deve ser carimbado Deve seguir o padrão É bem simples se parar & olhar Siga a rota certa se quiser voar Mas algo deu errado Não seguiu como o planejado E não sabiam o que fazer Não sabiam lidar com aquilo Nunca tinha acontecido isso Não estavam tão organizados Nem tão preparados E os outros não estão nem aí Pois não seguiu o esquema Não seguiu o sistema Houveram ameaças Houveram lamentos Houve um caos geral Correndo contra o tempo Para não prejudicar outro membro Não ter solução parecia Parecia não ter saída Iriam se perder Perder a bagagem Perder a viagem Mas algo os salvou Os apaziguou E encontraram outra rota Milagrosamente Um meio diferente Sorte a deles Que havia outro protocolo Planejado para a falta de planejamento E retomaram com muito contentamento Guiados por um guia só Um solo que os levou ao solo O destino os levou ao destino Ao objetivo, ao motivo por voar

⁠Grosseiramente Selvagelmente Acho meio estranho Como geralmente
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⁠Grosseiramente Selvagelmente Acho meio estranho Como geralmente As conversas mais legais São feitas sem a mente Sim, raciocino quando converso Sim, memorizo & observo Mas os papos mais divertidos Os papos mais descontraídos Vem da emoção Vem do coração Não pense que é só por paixão Nem pense que é falta de razão Na verdade, deve ser meio óbvio Talvez eles enxerguem enquanto uso óculos Mas se pensa demais Acaba tendo medo Medo de falar o que não devia Medo de não falar e ficar na fria Usar a razão leva tempo E é tudo o que não deve fazer Demorar, deixar passar Gastar neurônios inutilmente Com variáveis que mentem Sobre sua capacidade De não trazer felicidade É questão de personalidade Se tem caráter ou é um covarde Pois não deve se mascarar Bolar um jeito de falar Deve se expor, se mostrar Mostrar quem é de verdade O você sem medos, sem ressentimentos Se criar um outro eu Será mais complicado, não? É questão de instinto Só vá e faça um novo amigo Sem pensar se vai falhar Se vai se enrolar Não seja quem não é Não se iluda, não seja a mentira Senão o você pode virar a ilusão Sem graça tentando, divertindo quem engana Não chame atenção, seja a atenção Não siga modinhas, seja a modinha Sim, estou te pedindo pra agir naturalmente Grosseiramente, selvagelmente Não quer ser reconhecido Como alguém que tem um apelido Só desligue a cabeça Deixa que vá Deixe rolar

⁠Cinema da Cabeça Olá cinema da cabeça Reservou um banco pra mim?
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⁠Cinema da Cabeça Olá cinema da cabeça Reservou um banco pra mim? Qual vai ser o filme Que nós vamos assistir? Eu não tenho pipoca Nem ingresso ou convidado Mas vamos ver no que que rola Nesse filme avaliado Ei maquinista Escolhe um filme legal Já me cansei das sessões Sobre quando me dei mal Sobre vergonhas e decepções Sobre erros e culhões Ei maquinista Põe outra fita dessa vez Ou um CD, tanto faz Só atenda o freguês Não dormir já é normal Mas chorar é a primeira vez Se eu estiver fazendo algo Que não seja do meu agrado Se eu estiver errando Por favor, que não esteja filmando Não dá pra viver assim Cercado de acusações Toda hora lhe apontam o dedo Com olhares de reprovações Esperando reavaliações Ei cineasta Não filme, nem fotografe, nem dirige O próximo curta metragem Da minha longa vida Não quero ser lembrado Por algo que me persiga Não quero ser lembrado Como um antagonista Faça uma montagem, corte as piores partes Pra que o público aplauda os meus atos covardes Mascarados de sétima arte

⁠Horas Oras Duas da manhã Tentar dormir
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⁠Horas Oras Duas da manhã Tentar dormir Não conseguir Ligar o celular Olhar outra vez Rolar as notícias Trocar de joguinho Ver mais outro vídeo Já passaram meia hora Três da manhã Já passou muito rápido Não consegue dormir Precisa estar acordado Não consigo mentir Quero logo dormir Mas não consigo sair Estou viciado Já são três e trinta Tempo voa bem sumida Quatro da manhã Ainda estou aqui Preciso dormir Tenho que acordar cedo Amanhã tenho aula Vou perder meu recreio Eu não vou ter mais tempo O tempo passa rápido Não aproveito o momento Cadê o Carpe Diem Se eu não aproveito Cinco da manhã? Não é possível É intangível No que eu me tornei No que estou sucumbindo O que fiz com minha vida Não estou progredindo Estacionei no tempo Não penso direito Seis da manhã Nem deu tempo De eu dormir Alguém já acordou É o carro saindo Meu pai vai trabalhar E ainda estou fingindo Estar dormindo Pera mas já? Sete da manhã? Já se passou outro dia Mas que bela porcaria

⁠Isolamento Faz tempo que não a vejo Preso neste quarto
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⁠Isolamento Faz tempo que não a vejo Preso neste quarto Não tenho nem contato Nem telefone mesmo Completamente segregado Eu fui olhar a galeria E vi uma foto sua e minha Me abraçando o pescoço E beijado meu rosto Na rua do meu portão Onde meninos jogavam Bola e pião Vi as conversas antigas Do número que foi cancelado Das vezes que te fiz companhia Queria estar do seu lado Numa ida á um parque noturno Comendo pipoca e churros Será que ainda pensa em mim? Já fazem 4x30 dias Em quarentena nessa casa Com saudades malditas Quando isso não nos separava Desculpa não aparecer No seu aniversário Queria te dar um presente Ou ao menos um comentário Da festa ou da roupa Que escolheu do seu armário É uma pena Que tristeza Quem me dera você Fosse vizinha minha Morasse logo na esquina Nos olhando na janela Quem me dera eu soubesse Seu número novo Ou seu instagram Pra nos falarmos de novo Ou até um telegram Só pra te ouvir de novo Talvez você pense Que te esqueci completamente Talvez já superou Essa idéia da sua mente Mas não se engane Penso em você a toda hora Quando vou dormir E quando o dia acorda Quando isso acabar Quando a escola voltar E sair de novo de casa Ás seis da manhã Será que o ônibus vai passar? Sera que você vai passar? Sera que vamos nos olhar? Isso já aconteceu outras vezes antes Na primeira foram seis Na outra foram três Essa não vai ser nada Eu espero o quanto puder Pra nos vermos cara a cara

⁠O Arcadista Todas as noites eu desejo Poder sair da cama
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⁠O Arcadista Todas as noites eu desejo Poder sair da cama E depois de um bocejo Passear sem pisar na lama Dar uma volta na madrugada Na calada da noite Na cidade sossegada Andando como quem fosse Alguém tranquilo com a vida Com a cabeça resolvida ...e admirar as estrelas ...apreciar a beleza ...da doce natureza Seja de bicicleta Seja a pé Andando na floresta Fazendo o que quer Ao som de Pink Floyd Lendo na praça O pensador Freud Gozando da graça Da liberdade, independência Do Carpe Diem, da essência ...da simplicidade ...da humildade Melhor ainda seria Com uma companhia Chamar pela janela Com muita cautela E fugir, zoar por aí Grafitar, pular, conversar Aproveitar o tempo Cruzar os sítios nas estradas Entrar no mato, subir nas pedras Sentar na grama, sentir o vento Pensando & olhando pro céu Seria uma boa lua de mel

⁠Manhã Poética Deu a hora agora Sozinho em casa, depois de comprado o pão
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⁠Manhã Poética Deu a hora agora Sozinho em casa, depois de comprado o pão E feito o café, água pura outrora Senta, relaxa e pega o canecão Gastou seus esforços em algo simples Uma bebida quente, amarga & difícil de preparar Depois de tentar deixá-lo mais frio Apoiando-o no pires Bebe um bocadinho com medo de se machucar E se machucou A bebida do cuidado não tomou Queimou a língua & agora deixa-o de lado esfriando Esqueçe-o por um momento, para esqueçer a dor Pode ser doloroso para quem está começando Ele pega uma arma, uma faca Poderia ser usada para matar gente, quem diria Nas mãos da pessoa errada Mas está amanteigando o pão de cada dia Se bem manuseada No processo ele sujou a mão Não só a mão, mas o pano, o prato e a mesa Apenas para cortar & rechear o pão O custo & o preço de deixar algo mais agradável Então se lembra do canecão Toma coragem para tentar mais uma vez Dessa vez não sentiu dor, mas amargura Amargura pela criação que fez Mas ele gosta Parece controverso, sei como se sente Mas a bebida no canecão faz ele se sentir mais vivo Mas ele tenta adoçar com leite Para ser mais fácil de ingerí-lo Amargura se toma de vez em quando Mas quando tomado as montes A pessoa fica viciada, viciada em uma ilusão De culpa, tristeza & depressão Mas ele gosta e bebe mais Bebe demais E no doce também não se exagera Senão só paz, tranquilidade & alegria enxerga E o mundo não é só paz, tranquilidade & alegria É necessário um balanço, um equilíbrio precisaria Então teve uma idéia Um pouco de amargura aqui Um pouco de doçura ali Café com leite Bebida da vida

⁠Perdi minha poesia Perdi minha poesia Joguei fora minha magia
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⁠Perdi minha poesia Perdi minha poesia Joguei fora minha magia De alguma forma ou de outra Com certeza eu já sabia Que isso chegaria Como um soco no pâncreas Chegou sem aviso Sem menores discrepâncias Como vou recuperar Essa minha melodia Eu ainda vou procurar Vou achar uma saída