Serei eu o reflexo do passado, Serei eu o espelhar do amanhã, Sou eu o reflexo do presente.
Frases de Matete Ntaluma
32 frases
Amor é viver Viver é amor Sinta e viva intensamente como se não houvesse o amanhã.
Na aurora de um novo dia, Surge a luz do teu sorriso, Sobrinho querido,
Continuar lendo
Na aurora de um novo dia, Surge a luz do teu sorriso, Sobrinho querido, Teu sonho é refulgente brisa. Caminhas com passos firmes, Desenhando caminhos de esperança, Cada desafio, um convite À dança da vida, em aliança. Que o tempo te presenteie Com cores, risos e emoção, Que floresçam as manhãs No compasso do teu coração. Parabéns por mais um ciclo, Por essa estrela a brilhar, Que teu futuro seja repleto De sonhos a se realizar.
No brilho frio das telas, uma alma se despe de segredos, entre notificações e status
Continuar lendo
No brilho frio das telas, uma alma se despe de segredos, entre notificações e status desabrocha um coração em streaming. Palavras digitadas, em meio a emojis e hashtags, transformam angústias em posts e silêncios em stories efêmeros. Como se confessar nesta era? Deslizando o dedo na esperança de que, em cada clique, a dor se transforme em conexão. Não há mais o altar de velhas confissões, nem o sussurro íntimo de uma igreja; hoje, a verdade se expõe em pixels, num feed onde a vulnerabilidade encontra público. É um grito digital, um manifesto de identidade entre likes que acalmam e comentários que ferem, um convite à coragem de ser visto no vasto e caótico universo virtual. Mesmo que a privacidade se dilua na imensidão das redes interligadas, a confissão permanece – um ato de fé no agora, um pedido silencioso de ser ouvido em meio ao ruído incessante do século 21.
Amar… espero, enfim, poder amar aquele amor que seja meu refúgio,
Continuar lendo
Amar… espero, enfim, poder amar aquele amor que seja meu refúgio, como os contos sussurrados nos lábios dos meus avós. Que me abrace como o calor suave do entardecer, onde cada toque se transforma num verso silencioso e cada olhar, numa promessa eterna. Que eu me perca e me encontre em cada gesto seu, mergulhando nas profundezas do tempo, da memória, num instante onde o mundo se desfaz e só restamos nós entre sonho e realidade. Aquele amor que não se mede em palavras, mas se sente na respiração compartilhada de um silêncio repleto de desejo e paz, onde me entrego por completo e meu ser se guia na dança sutil da paixão. Ah, aquele amor… um amor que é vida, um amor que é nós.
Procuro o impossível, o sonho que muitos ousam almejar. Será que o alcançarei nesta vida
Continuar lendo
Procuro o impossível, o sonho que muitos ousam almejar. Será que o alcançarei nesta vida ou terei de esperar noutra existência? Falam de vida além da morte, um horizonte de promessas distantes. Mas que vida seria essa? O que busco pulsa no agora, na urgência do presente, não em um amanhã incerto.
Nicole, és a brisa que toca o jardim, O sussurro do vento, o começo e o fim. És o canto das aves ao raiar da manhã,
Continuar lendo
Nicole, és a brisa que toca o jardim, O sussurro do vento, o começo e o fim. És o canto das aves ao raiar da manhã, A dança das folhas na luz que se espalha. Tens a força das águas que correm no rio, O calor do sol que afasta o frio. No brilho das estrelas e no luar profundo, Nicole, és essência que enfeita o mundo. És o verde das matas, o cheiro da terra, O silêncio que reina onde a paz se encerra. És o ciclo que guia a vida a crescer, Nicole, és o espírito do bem-querer. Teu nome ecoa nas montanhas e vales, Nos campos floridos e nas grandes margens. Onde estás, a natureza se faz canção, Nicole, és a vida em cada estação.
Preta que amo, estrela que brilha, Em cada sorriso, nasce a minha ilha.
Continuar lendo
Preta que amo, estrela que brilha, Em cada sorriso, nasce a minha ilha. Preta que vejo, em tudo que sou, Raiz mais profunda, aonde me encontrou. Preta que tudo carrega em seu peito, O mundo, a força, o amor mais perfeito. Cada gesto seu, um poema que dança, No ritmo do tempo, da fé, da esperança. Preta que é céu, é mar e é chão, Mora na vida, no peito, na mão. Preta que amo, universo inteiro, Que faz do simples, o mais verdadeiro. Preta que vejo, farol que clareia, No brilho dos olhos, a paz se semeia. Preta que amo, preta que sei, No seu abraço, eu sempre estarei.
A atração física, fogo que devora, Um toque, um olhar, a carne que implora.
Continuar lendo
A atração física, fogo que devora, Um toque, um olhar, a carne que implora. É desejo em chamas, queima e arrebata, É o corpo que grita, é o instinto que mata. Mas a atração mental, tempestade serena, É profundidade que nos envenena. É o cérebro que toca onde a pele não chega, É a mente que invade, é onde a alma se entrega. A física, tempestade, que arrebenta e se vai, A mental, o terremoto que fica, que cai. Uma é furor, um arrepio que se desfaz, A outra, um abismo onde o amor se refaz. No corpo, a atração é grito, é paixão, No espírito, é silêncio, é a revolução. A física nos chama com urgência, com pressa, A mental nos prende, nos envolve, nos pressiona e confessa. A atração física nos consome, nos queima, Mas a mental nos conquista, nos acende e nos trema. Do impulso ao abismo, do toque ao segredo, É na mente que moramos, é ali que nos perdemos.
Deixou Moçambique com sonhos na bagagem, Levando a coragem e o peso da saudade. Buscou em Portugal um novo horizonte,
Continuar lendo
Deixou Moçambique com sonhos na bagagem, Levando a coragem e o peso da saudade. Buscou em Portugal um novo horizonte, Cruzou mares e terras, desafiou a fronte. No peito, a memória da terra natal, Na mente, a esperança de um futuro igual. Trabalha, persiste, sem nunca ceder, Trazendo consigo o desejo de vencer. Entre dois mundos, encontra o caminho, Raízes profundas, mas segue sozinho. É a história de um jovem que sonha e não para, Carregando Moçambique em cada jornada.
Será que amo porque espero ser amado, Ou será que amo, mesmo sem ser esperado? Será que odeio porque espero ser odiado,
Continuar lendo
Será que amo porque espero ser amado, Ou será que amo, mesmo sem ser esperado? Será que odeio porque espero ser odiado, Ou será que o ódio é só um reflexo apressado? Será que estudo porque busco ser estudado, Ou será que estudo, apenas para ser encontrado? Será que sonho porque busco um sonhador, Ou será que o sonho é a alma em seu clamor? Entre esperas e buscas, o coração se perde, Na dúvida que cresce e que nunca cede. O que somos, afinal, senão ecos vazios, Que procuramos nos outros, e não em nossos fios?
Sou preto, sim, mas será que isso é um crime? Será que a cor define o que somos, o que subestimam em mim? Porque serei julgado pela pele, e não pelo que tenho dentro,
Continuar lendo
Sou preto, sim, mas será que isso é um crime? Será que a cor define o que somos, o que subestimam em mim? Porque serei julgado pela pele, e não pelo que tenho dentro, Quando a cor é apenas um traço, um rótulo que invento? O que é preto, senão um ser humano? O que é branco, senão um tom dado ao acaso, insano? Somos mais que as cores que nos impõem, Somos histórias, sonhos e vozes que ressoam, Não somos feitos de pigmentos, mas de essência, De capacidades que se revelam na persistência. Será que um dia o mundo verá, Que somos julgados pelo ser, não pela cor que está? Que o valor está no que fazemos, no que somos em verdade, E não na superfície, que esconde nossa humanidade?
A realidade é feita de passos gastos, De rostos marcados por sonhos calados, De mãos que constroem o que não irão ter,
Continuar lendo
A realidade é feita de passos gastos, De rostos marcados por sonhos calados, De mãos que constroem o que não irão ter, De olhos que choram sem ninguém ver. É o relógio que corre sem nunca parar, A pressa de tudo e o medo de ficar, É o grito preso em vozes silenciadas, E a luta diária por contas saldadas. É o pão que falta em tantas mesas, Enquanto sobram promessas vazias, É a criança que brinca sem perceber Que a esperança é pequena, mas ainda brilha. A realidade é o contraste profundo: Uns vivem de sobra, outros perdem o mundo. É o peso invisível, a luta que insiste, Mas também o amor que teima e persiste. No meio do caos, há um fio de verdade: É duro o caminho, mas há liberdade. A vida, real, não é só dor nem espanto, É um misto de pranto e de encanto.
Amor é viver, Viver é amar, Cada suspiro é um encanto,
Continuar lendo
Amor é viver, Viver é amar, Cada suspiro é um encanto, Que nos faz sonhar. Sinta e viva intensamente, Sem pensar no que virá, Pois o agora é o que importa, É onde a vida está. Ame como nunca antes, Com o coração a pulsar, Cada gesto, cada toque, É um convite para amar. Viva sem medo ou receio, Pois o amanhã pode esperar, O hoje é a nossa essência, É o que nos faz respirar. Amar é o nosso destino, Viver é o que nos faz ser, Siga o amor com coragem, E deixe o coração entender.
Os meus dias estão contados na terra, Em uma viagem onde a partida não erra. Sou passageiro, o destino é meu guia,
Continuar lendo
Os meus dias estão contados na terra, Em uma viagem onde a partida não erra. Sou passageiro, o destino é meu guia, E Deus é o motorista dessa melancólica via. O dia é o cobrador, com seu olhar atento, A cada passo, a cada momento. Na bagagem, carrego as escolhas que fiz, Mas será que o destino também as conduziu a mim? Nesta jornada, experimento os sabores da vida, Fruto das minhas mãos ou do caminho que me é traçado, E me pergunto: é livre vontade ou será o destino, Que me guia, me molda, e me leva ao infinito? A viagem continua, sem retorno ou descanso, Cada dia é um novo passo, um novo avanço. E, enquanto sigo, a pergunta se faz: Serão minhas escolhas ou o destino que me traz?
O que é a morte, senão o esquecimento, Um silêncio profundo que vem com o tempo? O corpo pode cair, esvair-se no ar,
Continuar lendo
O que é a morte, senão o esquecimento, Um silêncio profundo que vem com o tempo? O corpo pode cair, esvair-se no ar, Mas o que somos, o que vivemos, ninguém pode apagar. A morte não é o fim, mas a ausência do olhar, A distância que cresce quando param de nos lembrar. Mas quem toca a alma, quem imprime no peito, Não morre jamais, permanece no perfeito. O corpo se apaga, mas o espírito arde, Em cada lembrança, em cada saudade que invade. Na memória dos que ficam, a vida ressurge, E nas palavras que ecoam, o ser se refugia. A morte é só uma curva na estrada do ser, Um ponto que nunca é definitivo, mas se faz entender. E quando o último suspiro for dado, o último ato concluído, Seremos eternos, pois o amor que deixamos será sempre ouvido. Enquanto alguém contar nossas histórias com amor, Viveremos, imortais, como a eterna flor. A morte não pode nos calar, pois a vida é contada, Na memória que preserva, nossa alma é eternizada.
Serei eu o reflexo de um passado distante, Uma sombra que caminha comigo? Serei eu o espelho de um futuro errante,
Continuar lendo
Serei eu o reflexo de um passado distante, Uma sombra que caminha comigo? Serei eu o espelho de um futuro errante, Um sonho que se apaga ao amanhecer? Ou sou apenas o reflexo de agora, Um instante que mal se segura, Que nasce, respira e logo vai embora, Sem deixar rasto, sem moldura? Serei eu reflexo ou serei origem? Sou a pergunta ou a vertigem?
Onde está a história do meu chão? Nos tambores que batem, na palma da mão. Nas vozes antigas que o vento levou,
Continuar lendo
Onde está a história do meu chão? Nos tambores que batem, na palma da mão. Nas vozes antigas que o vento levou, Nos cantos do povo que o tempo calou. Rasgaram os livros que nunca escrevemos, Silenciaram os deuses que sempre tivemos. Diziam que éramos sombra, sem luz, sem razão, Mas esquecem que somos raiz do chão. Na areia do Saara, no ouro de Mali, Nas pedras de Zimbabué, na força de Aksum, ali, Está a verdade que tentaram esconder, Queimar a memória, mas não nos deter. Escravos das mentiras, livres na essência, Somos a história que desafia a ausência. Mesmo roubada, reescrevemos o destino, Com sangue, suor e o orgulho genuíno. Onde está a história? Está nos corpos dançantes, No ritmo dos passos, nos olhos brilhantes. Nos griots que cantam, nas mãos que criam, Nas lutas do ontem, nas dores que uniam. A história da África não pode morrer, Pois vive no povo que nunca vai ceder. Se apagaram os textos, recontamos a canção, A história roubada é nossa redenção.
O que é viver, senão perguntar? Um ciclo sem fim, um eco a vibrar. Porque vivemos? Porque existimos?
Continuar lendo
O que é viver, senão perguntar? Um ciclo sem fim, um eco a vibrar. Porque vivemos? Porque existimos? Será o destino, ou passos perdidos? Será que vivo, ou apenas respiro? Será que sou mais do que o pó que retiro? Há uma palavra para explicar tal dor? Ou o silêncio responde com mais rigor? Será que Deus guarda a resposta em segredo, Ou somos nós presos no mesmo enredo? Porque vivo, se um dia vou partir? Porque morro, se ainda quero sentir? Porque e porque… a pergunta persiste, Na busca do sentido que nunca desiste. Viver é dúvida, morrer é certeza, Entre os dois, resta-nos só a beleza.
Nasceu da terra quente e sofrida, Onde o sol queima mas também abraça, Da pobreza fez força, da dor fez vida,
Continuar lendo
Nasceu da terra quente e sofrida, Onde o sol queima mas também abraça, Da pobreza fez força, da dor fez vida, E na luta constante não perde a graça. Tem os pés firmes no chão que o criou, A alma moldada por séculos de história, Cada passo que dá é um grito que ecoou Nas ruas da dor e na busca da glória. Vive por outros, carrega o mundo, Nos ombros marcados pelo suor diário, É pai, é irmão, um amor profundo, Que enfrenta o destino, severo e precário. No campo ou na cidade, ergue as mãos, Com esperança tecida em cada gesto, Constrói para os filhos futuros sãos, Mesmo que o presente seja modesto. O homem africano é raiz que resiste, É tronco que cresce onde poucos veem vida, Na pobreza encontrou a razão que persiste: Dar tudo por amor, sem medida. É herói invisível, força maior, Guardião do riso e das memórias, Um guerreiro que enfrenta o pior, Para pintar a sua família de vitórias.
Serei eu a sombra de um passado gasto, Um rosto desfocado na água turva do tempo? Serei eu o vidro de um amanhã incerto,
Continuar lendo
Serei eu a sombra de um passado gasto, Um rosto desfocado na água turva do tempo? Serei eu o vidro de um amanhã incerto, Baço e quebradiço, perdido no vento? Ou serei apenas a sombra de agora, Projectada num vidro que mal se sustenta, Um lampejo que nasce, respira e se evapora, Como um reflexo que o silêncio fragmenta? Sou eu a sombra ou sou o espelho? Sou o que se parte ou o brilho que ensejo?
Um dia fui triste, Um dia fui feliz, Mas, sendo triste ou feliz,
Continuar lendo
Um dia fui triste, Um dia fui feliz, Mas, sendo triste ou feliz, É no olhar escuro da moça preta que me perdi. O brilho que reflete no seu olhar, Carrega segredos que o tempo não pode calar. Nos seus olhos, vejo histórias de dor e força, Onde a beleza da vida e a luta se enroscam, se entrelaçam, se tornam nossa. Fui feliz em momentos fugazes, Mas, no olhar dela, há algo que me traz Uma paz profunda, mas também um abismo, Onde me perco, sem entender o ritmo. A moça preta, com sua história e dor, Carrega no olhar um mundo de amor. E é ali, nesse instante, que tudo se dissolve, Entre a felicidade e a tristeza que se envolvem.
Roubaram-lhe a voz, o canto, o tambor, Rasgaram-lhe a alma, negaram-lhe o amor. Roubaram-lhe a religião, os deuses da terra,
Continuar lendo
Roubaram-lhe a voz, o canto, o tambor, Rasgaram-lhe a alma, negaram-lhe o amor. Roubaram-lhe a religião, os deuses da terra, Substituíram a paz pelo fogo da guerra. A africana oprimida, de olhar profundo, Carrega nas costas o peso do mundo. Perderam-lhe a história, sua origem, seu chão, Escreveram mentiras em sua tradição. Negaram-lhe os orixás, os ritos, a crença, Chamaram de errado o que era essência. Trocaram os altares por cruzes impostas, E apagaram memórias nas noites mais hostis e frias. Mas dentro dela a chama persiste, Uma força ancestral que nunca desiste. Na dança, no canto, na terra molhada, A história perdida nunca será calada. Africana oprimida, mas nunca vencida, És a raiz que sustenta a vida. E mesmo que tentem roubar-te o destino, És a semente que floresce em seu hino.
Sou sonhador, de olhos no além, Busco o impossível, onde o vento vem. No coração, carrego a fantasia,
Continuar lendo
Sou sonhador, de olhos no além, Busco o impossível, onde o vento vem. No coração, carrego a fantasia, A crença de que tudo se faz em poesia. Sonho com um mundo de paz e luz, Onde a esperança brilha e a dor reduz. Caminho sem medo, de mãos abertas, Pois sei que os sonhos têm portas abertas. Sou sonhador, com alma a voar, No céu de ideias que não param de brilhar. Cada passo é um sonho que se constrói, E no final, é a coragem que nos faz heróis. Sonho com um amanhã mais justo e real, Onde o amor seja nosso farol, sem igual. Sou sonhador, e nunca vou parar, Pois sei que é no sonho que encontramos o nosso lugar.