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Frases de Matete Ntaluma

32 frases

⁠Às vezes penso que vivo num mundo Onde estou na palma do Criador. Mas quem será o Criador, afinal?
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⁠Às vezes penso que vivo num mundo Onde estou na palma do Criador. Mas quem será o Criador, afinal? Será Deus, será o Diabo, num duelo imortal? Muitos dizem que Deus é o bem, E que o Diabo é o mal que vem. Mas será que, dentro de nós, existe essa luta? Será a criança que nasce, já moldada e absoluta? Será que tudo vem da alma pura, Ou de algo que, na infância, já perdura? Fruto do Criador ou de uma força que é oculta, Que nos guia sem que a percebamos, como uma sombra absoluta? Vivemos entre o que é certo e errado, Num mundo onde o bem e o mal estão entrelaçados. Mas, quem somos nós, senão reflexos de algo maior? Seremos criaturas ou apenas ecos do Criador?

⁠És o porto que nunca vacila, O braço que embala e protege, Pai e mãe numa só figura,
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⁠És o porto que nunca vacila, O braço que embala e protege, Pai e mãe numa só figura, A força que o tempo não cede. És o sol que nasce em cada dia, Mesmo quando a noite te pesa, O sorriso que esconde a fadiga, A mão firme que nunca fraqueja. Carregas no peito duas vozes, Uma que ensina, outra que consola, E no olhar levas duas luzes: A razão que guia, o amor que acolhe. És abrigo contra as tempestades, A ponte entre o medo e a esperança, O herói discreto que, na verdade, É o chão seguro de uma infância. Mesmo cansado, não perdes o passo, E ao erguer os filhos contra o mundo, Mostras que o amor, por mais escasso, É infinito, forte e profundo.

⁠Não busco a gula, Nem o desejo sem fim. Não busco a luxúria,
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⁠Não busco a gula, Nem o desejo sem fim. Não busco a luxúria, Nem o que me faz assim. Não busco a ira, Nem a raiva no coração. Não busco a inveja, Nem a dor da comparação. Não busco a preguiça, Nem a falta de ação. Não busco a soberba, Que nos tira a razão. Busco a paz, A simplicidade, A verdade, E a humildade.

⁠Povo no poder, voz que não se cala, A força que ergue, que rompe a bala. Somos a terra, somos o chão,
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⁠Povo no poder, voz que não se cala, A força que ergue, que rompe a bala. Somos a terra, somos o chão, Povo no poder, mão na construção. Povo no poder, grito que insiste, O futuro é nosso, o passado resiste. Mas não recuamos, somos maré, Povo no poder, a força é fé. Povo no poder, eco na história, O tempo é agora, não só memória. Erguemos a vida, quebramos o muro, Povo no poder, dono do futuro.

⁠No esplendor suave da lua cheia, Teus olhos brilham como estrelas no mar, No silêncio da noite, a centelha,
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⁠No esplendor suave da lua cheia, Teus olhos brilham como estrelas no mar, No silêncio da noite, a centelha, De um amor que vem para nos guiar. Teu sorriso traz a brisa serena, E aquece minha alma como o verão, Cada palavra é uma rima pequena, Ecoando em nossa doce canção. Teu toque, encanto que ilumina, Teus braços, abrigo que sempre sonhei, No tempo, a semente germina, Promessas de um futuro que plantei. E ao nascer do sol, no dia dourado, Renovamos os votos de um só querer, Na eternidade, um amor narrado, Florescendo eterno, sempre a crescer.

⁠No silêncio da noite, um grito ecoa, A vida desponta em um frágil alvorecer, Uma mãe, em seu amor, tudo doa,
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⁠No silêncio da noite, um grito ecoa, A vida desponta em um frágil alvorecer, Uma mãe, em seu amor, tudo doa, Oferece seu último suspiro para o filho viver. Na dor sagrada, sua alma transcende, O corpo se curva, mas seu espírito se eleva, Num ato supremo, ao mistério se rende, Deixando ao mundo a dádiva que enleva. A luz da manhã traz um choro vibrante, Um milagre em pequenos braços que nascem, Mas na ausência dela, ecoa distante, O sacrifício que jamais se desfaz. Seu amor não cessa, é chama que aquece, Mesmo longe, vive em cada sorriso, Sua essência eterna permanece, Um laço que tece o mais puro paraíso. E ao olhar para o filho, o mundo compreende, Na fragilidade, o amor mais profundo, Mãe, heroína cuja força transcende, Na entrega total, constrói um novo mundo.

A dor é um grito em silêncio, Uma sombra que espreita a alma, É o peso de um véu intrínseco,
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A dor é um grito em silêncio, Uma sombra que espreita a alma, É o peso de um véu intrínseco, Que rompe o chão da calma. É um labirinto sem horizonte, Onde os ecos da perda murmuram, Cada lágrima forma uma fonte, Enquanto os sonhos se dissolvem e turvam. Mas da dor nasce o renascer, Um farol que desponta na escuridão, Mostrando ao ser o poder de viver, Na fraqueza, a semente da redenção. A dor nos quebra e nos esculpe, Revelando o valor do resistir, É a coragem que nunca se oculta, E a esperança que insiste em surgir. Assim, a dor é mais que ferida, É o testemunho da luta humana, Cada cicatriz narra a vida, Uma história que o tempo emana.