Pular para o conteúdo

Frases de Marta Souza Ramos

22 frases

Doce goiabeira Meu doce pé de goiaba Uma inspiração diária
Continuar lendo

Doce goiabeira Meu doce pé de goiaba Uma inspiração diária Todos os dias, te ouço, Te sinto, te registro! És cenário para fotos De pássaros distintos Que vem buscar em ti O doce gosto do teu fruto. És singelo em sua forma Produz em qualquer canto És pura determinação! Meu doce pé de goiaba! Rego te, com carinho Como forma de gratidão! Por Marta Souza Ramos

Penso, logo existe! Ante a inexistência do concreto Busco na existência do meu ser
Continuar lendo

Penso, logo existe! Ante a inexistência do concreto Busco na existência do meu ser Em algum lugar inóspito, desconhecido Algo que devo explicar, Mas, que ainda não se pode provar. Logo, penso, repenso, busco respostas plausíveis Poetizo, chego até filosofar. O que para muitos é utópico, pra mim é salutar. Deus, por exemplo, a ciência não consegue explicar Mas um artista, com sensibilidade no olhar Vê Deus, vê vida onde não há. Uma rosa arrancada, sem essência, torna se viva na memória de quem a ganhou. Um abraço, um sorriso, um afago de mãe, cura uma dor intrínseca; Uma velha foto no porta retrato arranca suspiros E as lembranças se afloram... A afetividade, não há ciência que explique. Existe vida, onde eu quero que exista, Num ser vivo pensante ou num ser inerte Depende da sensibilidade. Para convencer a ciência e o homem insensato De que a afetividade é algo real, nato, Há de se mergulhar num mar de possibilidades, despido de regras complexas, estudadas, se entregando a simplicidade que existe em cada ser animado ou inanimado Sendo assim, penso, logo, existe! Por Marta Souza Ramos

O Semeador de sonhos Suor frio, que desce quente Na face aflita do agricultor,
Continuar lendo

O Semeador de sonhos Suor frio, que desce quente Na face aflita do agricultor, Que olha para o sol ardente Enquanto adormecida na terra Repousa inerte, a semente. A mãe terra tenta ajudar, Recebendo o orvalho da manhã Que apesar de o solo refrescar Não é suficiente, pra fazê-la eclodir Continua sonolenta a dormitar. Para quando a chuva chegar, O agricultor faz até promessas De parte da produção, doar Como forma de fé e gratidão Pela chuva que veio regar. O agricultor tem pressa. Logo semeará novos grãos Sorrindo, segue o semeador Vislumbrando sonhos reais Ao ver a produção em flor. Tem prazer de levar à mesa Alimentos e muita fartura Ver enchendo o celeiro Com primícias da colheita, Felicidade é seu canteiro. E num monólogo diz; “Sou um homem da terra Que bota a mão no arado Vou semeando o amor Não me canso, não me enfado. Para o agricultor tiro o chapéu Agradeço e faço oração Pela garra e perseverança Mesmo com dificuldades Semeia com esperança. Por Marta Souza Ramos

Essência Cheiro fétido, perdido. Essência vencida. Odor apodrecido de uma sociedade corrompida.
Continuar lendo

Essência Cheiro fétido, perdido. Essência vencida. Odor apodrecido de uma sociedade corrompida. Sórdidos seres humanos que vagueiam à sombra do egocentrismo nato, A procura do “ter” ao invés do “ser”. Um ser humano em seda vestido Mas por dentro paupérrimo, Miserável, maltrapilho! Que ostenta pseudo sorriso Entre frases egoístas, vazias, sem essência. Por outro lado, tal qual o cheiro suave dos lírios Esbanja verdade, compaixão, solidariedade. Seres humanos que sem medir esforços Praticam o altruísmo, sem egoísmo. É a essência do “ser” ao invés de “ter”. Sociedade minoritária que faz o bem, sem olhar a quem. Essência pura, mesmo diante de uma realidade dura. Divide o pão, sacia a sede, saem das quatro paredes Para levar ao necessitado um pouco de alento. Há de se pensar, de que lado quero estar! Lembrando que “a planta é voluntária, Mas a colheita é obrigatória”. Do ser humano que sou nascerá a essência Que cheira como a gardênia, Ou o mau cheiro que exala seu odor! Por Marta Souza Ramos

Liberdade condicionada🌻🌻🌻 Do meio do nada, um temido vírus invisível, vai colocando as coisas lugar; Destoando outras como uma orquestra desafinada.
Continuar lendo

Liberdade condicionada🌻🌻🌻 Do meio do nada, um temido vírus invisível, vai colocando as coisas lugar; Destoando outras como uma orquestra desafinada. A natureza que pedia socorro, Teve um tempo de trégua; As pessoas que corriam desesperadas, ficaram em casa, prisioneiras do medo; Os laços familiares antes rompidos fortaleceram-se pelo convívio diário; Conversas frente a frente, são canceladas; A internet que ligavam pessoas solitárias, unem pessoas em salas virtuais; Sonhos planejados são prorrogados; A solidariedade torne-se comum; Suaves perfumes, trocados por álcool em gel; A pandemia política é disseminada Causando alvoroço e discórdia; Até as igrejas, lugar de adoração e encontros fecham as portas, colocando em xeque a fé; Ruas vazias, comércios paralisados; A solidão faz companhia às praças e bares. O isolando social é ordem; Nas escolas, o grito eufórico das crianças torna-se um lugar ultrassilencioso; Somente uma coisa prevalece em meio ao caos: O amor! Amor sentido no coração Sem contatos, nem toque de mãos E os abraços? - só com o coração. Aquele abraço que afaga a alma passa ser expresso com os olhos. Nunca se falou tão profundamente pelo olhar, já que o sorriso foi vetado por máscaras; Os idosos foram guardados em uma redoma. Se antes o direito era pouco, agora quase nada; Os profissionais da saúde se tornaram heróis da resistência, tentando aplacar a fúria do inimigo oculto. Uma corrida contra o tempo... Cientistas se desdobraram para encontrar a cura. Um vírus que colocou em pé de igualdade, dentro de valas comuns, nobres e plebeus. Vai passar! E quando tudo isso passar Que tenhamos aprendido que um abraço cura feridas da alma; Que um sorriso destampado diz muito; Que a liberdade é o bem mais precioso da vida; Que a pandemia ensinou valores, não preços; Enquanto isso ficaremos de castigo Esperando que o pai nos tire do cantinho do pensamento! Por Marta Souza Ramos

Árvore em poesia Recordo-me com alegria Quando ainda era criança
Continuar lendo

Árvore em poesia Recordo-me com alegria Quando ainda era criança Eu tinha uma casa na árvore Em cima de um pé de amora. Era uma casa muito engraçada... Não tinha teto, não tinha quase nada. Mas tinha muita imaginação. Não tinha mesa, nem cama Nem geladeira, nem fogão. Mas tinha lindas almofadas. Todas bordadas a mão. Tinha um tapete de nuvens Como plumas de algodão. As cortinas eram de seda E bailavam com o vento. Tinha um sabiá laranjeira Que cantava só pra mim Tinha flores amarelas Miosótes e jasmim. Minha casa na árvore Meu escritório de fazer “arte” La eu pintava telas, cantava Era escritora, poetiza e jornalista... Sentia-me em um grande palco As folhas eram plateia Com tanta imaginação Nem me sentia sozinha As ideias fluíam tanto Que até escrevi um poeminha. Minha casa na árvore Que saudade sem fim. Guardo-te em minúcias Foi lá que me descobri Não te esquecerei jamais, Pois és poesia de mim! Por Marta Souza Realmente tive essa casa na árvore. ⁠

Soneto Sabiá Laranjeira Vem Sabiá Laranjeira
Continuar lendo

Soneto Sabiá Laranjeira Vem Sabiá Laranjeira Cante pra mim uma canção Seu canto forte, melodioso Encanta-me, alegra meu coração. És símbolo do meu Brasil Onde fez seu ninho permanente Aqui cantas a paz e o amor E és dispersor de semente. Nos pomares busca alimentos, Livre, saltitando pelo chão Encontra insetos desatentos. Faz alvorada com seu gorjear E serenata ao anoitecer Pra sua amada conquistar. ⁠