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Frases de Mario Quintana

694 frases

Do trabalho O trabalho é a farra dos velhos.
Tudo tão vago... Nossa Senhora Na beira do rio
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Tudo tão vago... Nossa Senhora Na beira do rio Lavando os paninhos Do bento filhinho São João estendia São José enxugava E o menino chorava Do frio que fazia Dorme criança Dorme meu amor Que a faca que corta Dá talho sem dor (de uma cantiga de ninar) Tudo tão vago... Sei que havia um rio... Um choro aflito... Alguém cantou, no entanto... E ao monótono embalo do acalanto O choro pouco a pouco se extinguiu... O Menino dormira... Mas o canto Natural como as águas prosseguiu... E ia purificando como um rio Meu coração que enegrecera tanto... E era a voz que eu ouvi em pequenino... E era Maria, junto à correnteza, Lavando as roupas de Jesus Menino... Eras tu... que ao me ver neste abandono, Daí do Céu cantavas com certeza Para embalar inda uma vez meu sono!...

Bilhete Ora, como dizia o festejado arqui-sofista Valerius:
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Bilhete Ora, como dizia o festejado arqui-sofista Valerius: “O Universo é uma nódoa na perfeição do Não-ser”... Relembro isto ao tentar mandar-te – ante a pureza intocada desta página – uma mensagem de Natal. “Mas”, - diz-me a página, “essa mensagem foi mandada há muito (pergunta aos três Reis Magos se não foi...)” Ah! Sim, eles tinham a Estrela! Mas onde é que ela está? A gente por aqui só encontrou depois estrelas pirotécnicas estrelas-do-mar estrelas de generais. Melhor não falar e – em vez de escrever qualquer palavra que macularia uma pobre página, ainda nuinha como a verdade – será bom apenas desenhar coisas sem nenhum conceito para atrapalhar... Hoje, dia de Natal, eu desenharia pois – toscamente – nesta página a Virgem, o Menino, o burrico... – imagina o bem que isso nos faria aos dois... Porque então, eu não estaria te mandando umaideia apenas... Eu te mandaria umaVisão!

O poema do amigo Estranhamente esverdeado e fosfóreo, Que de vezes já o encontrei, em escusos bares submarinos,
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O poema do amigo Estranhamente esverdeado e fosfóreo, Que de vezes já o encontrei, em escusos bares submarinos, O meu calado cúmplice! Teríamos assassinado juntos a mesma datilógrafa? Encerráramos um anjo do Senhor nalgum escuro calabouço? Éramos necrófilos Ou poetas? E aquele segredo sentava-se ali entre nós todo o tempo, Como um convidado de máscara.

É preciso a saudade para eu te sentir como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida... Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
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É preciso a saudade para eu te sentir como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida... Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista que nunca te pareces com o teu retrato... E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te!