Nunca corrija um burro, pois pessoas burras são ignorantes.
Frases de Maria Luiza Barros Grochvicz
85 frases
O silêncio do universo nos ensina que algumas perguntas foram feitas apenas para serem vividas, não respondidas.
A verdade não é um lugar onde se chega, mas um caminho que se constrói.
A liberdade nasce quando aprendemos a questionar até mesmo nossas próprias certezas.
O ser humano nasce com a angústia de saber que a vida não lhe pertence, e ainda assim, busca nela seu significado.
O sentido da vida se dissolve no momento em que acreditamos possuí-lo.
Na vastidão do desconhecido, é a dúvida que nos guia, e não a certeza.
Somos prisioneiros de nossa própria liberdade, pois ao reconhecê-la, nos vemos obrigados a assumir nossa própria criação.
A vida não é um propósito a ser alcançado, mas uma jornada solitária de questionamento, onde só o erro é certo.
A busca por sentido é o que torna a vida insustentável, pois quanto mais buscamos, mais nos perdemos.
O maior dilema da vida não é a morte, mas como viver sabendo que tudo é transitório e que nenhum significado é definitivo.
O sentido da vida não está em encontrá-lo, mas em criá-lo a cada passo.
A existência humana é uma constante luta contra o vazio, uma tentativa de dar forma ao caos que somos.
Existir é estar sempre diante do abismo, sabendo que o salto não tem garantias, mas é o único caminho.
Tudo é relativo, só depende da percepção de cada indivíduo.
A alma encontra sua verdade no abismo entre o que deseja e o que teme.
"Cicatrizes Invisíveis" Fui jarro nas mãos erradas, quebrada sem que me vissem,
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"Cicatrizes Invisíveis" Fui jarro nas mãos erradas, quebrada sem que me vissem, minhas palavras, vazias no silêncio das piadas disfarçadas, minhas histórias, rasgadas nos sorrisos forçados. O que era risada era apenas disfarce. Havia inveja mal escondida, um veneno suave, despido de palavra, mas que se infiltrava no olhar que cortava sem tocar. Tirei 10, mas foi um prêmio falso, uma vitória que não era minha, encoberta pelo peso do olhar que disfarçava o desgosto e se escondia atrás de uma máscara de amizade, que, na verdade, não passava de um jogo. "Vai confiar em cobra besta", disse a professora, com um sorriso que não via minha dor, mas refletia o reflexo de quem me cercava, de quem me deixava sangrar sem sequer perceber o corte. E naquele espaço vazio, encontrei o que faltava: amizades que nunca se esconderam na sombra da inveja, que não precisaram me diminuir para se sentir elevadas. Porque o que é genuíno não fere, não corta, não ri do sangue que escorre. Agora, sou inteira. Não sou mais jarro. Minha autoestima, antes despedaçada, é agora uma fortaleza construída com os pilares da verdade e da confiança. A inveja mal escondida já não me atinge, não porque ela desapareceu, mas porque, agora, sou forte o suficiente para não me deixar mais quebrar. E quem riu enquanto sangrava, não entenderá a paz que hoje tenho, pois aprendi que a luz verdadeira não se apaga com sombras alheias.
"Luz de Verdade" Eles não me olharam com os olhos do julgamento, não levantaram os dedos para meus erros,
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"Luz de Verdade" Eles não me olharam com os olhos do julgamento, não levantaram os dedos para meus erros, nem me pediram para ser outra. Eles me olharam com paciência, com carinho, com a verdade que só quem acolhe de verdade tem. Eles foram luz quando tudo parecia sombra, brilho suave em meio a amizades tortuosas que se quebravam como vidro no peso da falsidade. Nos risos, encontrei liberdade, nas brincadeiras, encontrei abrigo. Nos momentos simples, vi o que realmente é ser amigo: não é uma troca de favores, mas uma troca de almas. Com eles, fui eu, sem máscaras, sem o medo de não ser suficiente, porque com eles, sempre fui mais do que eu imaginei ser. Lembro das saídas, das histórias contadas sem pressa, das noites que se estendiam como se o tempo não fosse mais importante que o abraço da amizade verdadeira. Se eu pudesse, reviveria cada um desses dias, porque sei que os momentos ao lado deles são pedaços de eternidade que vou carregar para sempre comigo.
Quadro em Branco Ela me chamava de linda, maravilhosa, incrível —
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Quadro em Branco Ela me chamava de linda, maravilhosa, incrível — mas só quando alguém via. Quando ninguém olhava, eu era só um quadro em branco pronto pra receber os rabiscos que um dia ela recebeu. Dizia gostar de mim, mas me empurrava pra dentro de um mundo que não era meu, cheio de palavras que eu não queria ouvir, de ideias que não me vestiam. Era como se sua escuridão pedisse companhia. Mas não por consolo — por arrasto. Ela era lousa cheia de marcas, de frases cuspidas com força, e queria que eu, calma, limpa, me tornasse reflexo do que ela já foi um dia. Queria me ver tropeçar onde ela caiu, me ver perdida onde ela se perdeu. E eu, que só queria acolher, quase fui moldada por mãos que não sabiam tocar. Meus amigos viam — viam o que eu demorava a ver. Que havia elogio, sim, mas era casca. E por dentro, só o desejo de me fazer menos eu. Mas eu não fui. Não me tornei. Não desci o esgoto pra caber no escuro dela. Preferi ser ponte, não túnel. Preferi ser flor que cresce fora do caos, e não raiz que se enrosca no que fere. Hoje, guardo a lembrança, mas não a culpa. Porque às vezes, a amizade também é saber dizer: "eu não vou contigo, não desse jeito."
"Peso de Uma Mão Só" Ela se aproximou como quem oferece abrigo, mas só procurava abrigo em mim.
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"Peso de Uma Mão Só" Ela se aproximou como quem oferece abrigo, mas só procurava abrigo em mim. Trazia a capa da amizade, mas por dentro só carregava espera — espera de tudo que eu podia fazer. Fazia de mim degrau, escada, ponte, me pedia tudo, e eu — tola por amizade — dava. Corria por ela, dobrava o tempo, me sacrificava em silêncio por uma amizade que era só espelho, refletindo só o que a favorecia. E quando a luz se acendia, ela estava no centro. O brilho era dela, o feito era dela, eu era só a sombra que ninguém nomeia. E o mundo a aplaudia, como se ela fosse santa, como se o esforço fosse dela, como se eu não existisse atrás da cortina puxada. Fui corpo sem rosto, mão sem palma, voz que ecoava no fundo sem nunca tocar o ar. Ela nunca quis me conhecer, só queria o que eu podia oferecer. E quando precisei, sequer se virou. Hoje vejo: amizade que pesa só de um lado é corrente, não laço. É prisão, não afeto.
Tem gente que vive leve não porque não sente, mas porque já aprendeu a carregar o peso sem se esquecer de respirar.
O amor que não tenta te consertar é o único que sabe onde mora tua alma.
Às vezes, desaprender é o primeiro passo pra lembrar quem você era antes do mundo ensinar demais.
Não existe pressa para quem está aprendendo a sentir. Sentir já é demora suficiente