Frase de Maria Luiza Barros Grochvicz
"Cicatrizes Invisíveis" Fui jarro nas mãos erradas, quebrada sem que me vissem, minhas palavras, vazias no silêncio das piadas disfarçadas, minhas histórias, rasgadas nos sorrisos forçados. O que era risada era apenas disfarce. Havia inveja mal escondida, um veneno suave, despido de palavra, mas que se infiltrava no olhar que cortava sem tocar. Tirei 10, mas foi um prêmio falso, uma vitória que não era minha, encoberta pelo peso do olhar que disfarçava o desgosto e se escondia atrás de uma máscara de amizade, que, na verdade, não passava de um jogo. "Vai confiar em cobra besta", disse a professora, com um sorriso que não via minha dor, mas refletia o reflexo de quem me cercava, de quem me deixava sangrar sem sequer perceber o corte. E naquele espaço vazio, encontrei o que faltava: amizades que nunca se esconderam na sombra da inveja, que não precisaram me diminuir para se sentir elevadas. Porque o que é genuíno não fere, não corta, não ri do sangue que escorre. Agora, sou inteira. Não sou mais jarro. Minha autoestima, antes despedaçada, é agora uma fortaleza construída com os pilares da verdade e da confiança. A inveja mal escondida já não me atinge, não porque ela desapareceu, mas porque, agora, sou forte o suficiente para não me deixar mais quebrar. E quem riu enquanto sangrava, não entenderá a paz que hoje tenho, pois aprendi que a luz verdadeira não se apaga com sombras alheias.
No pensador.ai desde