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Frases de Maria Luísa Júdice

15 frases

Sua presença ausencia a minha razão Sua razão desbota minha emoção Sua emoção ofusca meu sorriso
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Sua presença ausencia a minha razão Sua razão desbota minha emoção Sua emoção ofusca meu sorriso Seu sorriso amplia meu caminho Seu caminho acalma minh'alma Sua alma, por vez, completa o nosso quebra-cabeça E quem dirá que isso não é amor?

Estar mal é esquecer o bem Mas se eu disser que fico bem Com uma dose do mau?
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Estar mal é esquecer o bem Mas se eu disser que fico bem Com uma dose do mau? Porque o meu bem às vezes é o sufoco do amor é o meu egocentrismo é chegar atrasada na fila da loteri é encher a cara é falar tudo que penso ficar à toa coçando a orelha A orelha? e jogar um copo de vidro na parede e descontar a raiva nas pessoas Meu mau é o bom de viver Quem não gosta de uma vida pra lá de montanha-russa? De altos e baixos e que no fim tudo acaba em calmaria, cerveja e lembrança De uma passagem bem sucedida (que seja sim bem sucedida) pelo horror

Eu olho pela janela Tudo o que vejo é tão lindo Quanto a minha solidão
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Eu olho pela janela Tudo o que vejo é tão lindo Quanto a minha solidão A chuva que cai São minhas lágrimas E toda essa ventania É o vazio do meu corpo Aos berros em modo de escapatória Eu fecho os olhos E não tenho em quem pensar Então percebo meus batimentos E só eles me equilibram Mas todos estão sentindo O gosto da discórdia O caos em seu conforto Ninguém se abraça Preferem a solidão Mas eu não... Eu queria estar passando férias Num abraço, seja lá quem Só pra poder ver a vida passar A confusão se esvair E o vazio tentar entrar E não conseguir O Sol nascer E a chuva finalmente desaparecer Ninguém sequer se esforça Falas educadas não me preenchem Mais que isso quero intensidade Sentimento de verdade Pra não mais me identificar Com esses dias chuvosos Meu corpo tem pressa de viver De renascer e de conhecer E de sorrir e criar poesias Sobre as coisas mais lindas do mundo A tristeza é triste E talvez seja um caminho sem volta E eu não quero perder essa luta Mas dessa vez eu juro Que de bar em abraço Eu vou me recompondo De forma tão pura Quanto a primeira respiração...

Quantas vezes eu falei E quantas vezes deixei de falar Que essas madrugadas podres e sujas
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Quantas vezes eu falei E quantas vezes deixei de falar Que essas madrugadas podres e sujas Alimentam o meus dias seguintes E é por isso que ando tão mesquinha Tão cheia amor E não que isso seja ridículo Às vezes eu me encho de esperança E amanheço até contente E sem querer ver gente E querendo gente E se você desaparece Da minha vista cardíaca e mental Volto pra realidade Dos que gritam e não amam Sofrem e não sonham Desconhecem para não relembrar Mas eu não quero passar por medíocre Então deixe-me ser como bicho noturno E enfrentar tudo o que as flores da minha razão permitirem Vivendo as madrugadas intensas Como quem vive o primeiro mês De um forte amor

Toda vez me quebro Me parto nesse mundo E mal consigo pegar um ônibus
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Toda vez me quebro Me parto nesse mundo E mal consigo pegar um ônibus De volta para casa Mas ainda sim espero me recompor De bar em bar criando historias Não pros outros, mas pra mim De pássaros e amores Tardes e cores Me chame de egoista, sim Eu apenas quero não sofrer E ser inteira de novo Mas eu sei que ninguém vai me ajudar Ninguém ouve tão bem para me ouvir E mais uma vez crio historias para mim O mundo é uma disputa De quem mais disfarça suas tristezas Com pássaros, amores Tardes e cores E me chame de egoísta, não ligo E eu só nao quero sofrer Ser inteira de novo

Seu olhar tão distante Mas ao mesmo tempo próximo Me faz lembrar mamãe
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Seu olhar tão distante Mas ao mesmo tempo próximo Me faz lembrar mamãe Como quem não precisa dizer Uma só palavra que ah! já entendi Sim, eu entendi e não precisa repetir Baby, isso me assombra tanto Que fico querendo te desvendar Até os segredos mal tão ditos Tão mal sabidos Querer e quero carinhos teus Meu relógio do coração sempre volta Na hora não em que você partiu Mas na que me partiu E que me deixou ir Fugir dos seus encantos E mesmo que isso soe careta Baby, eu não minto Minha razão tão vaga ja não era pra tanto E eu só precisei fugir, correr contra o tempo Antes que você o fizesse primeiro E me deixasse à par dessa caretice Que é o amor Mas não pense que sou egoísta, não Eu apenas conheço as drogas E as quais não devo dormir profundamente Fora isso, tiro um cochilo às vezes, quem sabe

Às vezes a única coisa que precisamos fazer é chorar, ser sujeito da própria enchente. Presenciamos injustiças frequentes, mas a pressa cotidiana nos obriga a engolir e aceitá-las. Eles dizem para ficarmos felizes sempre: sorriso; cumprimento; conversas de ônibus. Que agonia! Nó…
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Às vezes a única coisa que precisamos fazer é chorar, ser sujeito da própria enchente. Presenciamos injustiças frequentes, mas a pressa cotidiana nos obriga a engolir e aceitá-las. Eles dizem para ficarmos felizes sempre: sorriso; cumprimento; conversas de ônibus. Que agonia! Nós, moradores de nós mesmos, enfrentamos chuvas e tempestades, e até terremotos pela esquina, e aos poucos as consequências surgem. Porém, em cada pouco há uma dor profunda e uma noite mal dormida, e o que fazemos diante isso é omitir e cada vez mais mentir. Mentiras com olhares profundos de perdição, que ninguém compreende ou até se preocupa. Estamos atrasados para os dias. A ideia de falsa felicidade nos cega e nos suga, e o tempo não espera, no final que é presente assistimos ao egoísmo e ao egocentrismo sem sequer nos olharmos no espelho e buscarmos melhoras ao notar semelhanças com quem tanto julgamos. Todos sofremos e temos diferentes formas de desabo, mas não há ninguém para uma conversa e um abraço, pois todos estamos medrosos de cair na tentação da tristeza. O sistema que nos envolve nos faz pensar que não temos tempo para lágrimas e é esse o motivo maior de querermos escondê-las e fingirmos que não há razão para tê-las. E a consequência disso? Está na intolerância e inconsequência: pois acabamos por nos cegar com uma felicidade passageira, achando que ela nunca acabará; e por não ver seriedade nas fragilidades do outro, achando que é passageiro. Além da felicidade e bem estar forçados e robotizados, interpretados apenas para cobrir nosso senso de injustiça e nossa verdade, falsificando cada vez mais as relações. É de paradoxos que estamos vivendo a vida

RODA VIVA GIGANTE A pressa nas ruas me apressa Mas não me entrego, não
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RODA VIVA GIGANTE A pressa nas ruas me apressa Mas não me entrego, não Continuo com meus passos lentos E deixe que falem, chatos, emburrados Eu só quero que o dia termine bem Bem, sem estresse Leve e calmo como uma folha que cai Se incomodam por eu não ter pressa Ou por eu ser a única a não ter No meio dessa gente toda? Não sou eu que preciso de respostas Pois delas me alimento todos os dias Na imensidão de um quarteirão E na fraqueza das mentes caretas Eu tenho vontade de rir Mas na verdade, estou triste Não ter alguém que me acompanhe Nessa roda-gigante que chamam vida E me pergunto: para que servem as rodas-gigantes? São para enfrentar medos E até mesmo acompanhar o vai e vem da vida De forma tão lenta a perceber Como a pressa desvaloriza momentos Mas ninguém se importa Nem mesmo eu que escrevo, escrevo, escrevo... E nada muda

SÉCULO XXI Não olhem para essa moça mulher Ela só quer ser amada
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SÉCULO XXI Não olhem para essa moça mulher Ela só quer ser amada Deseja chegar em casa Atravessar a ponte Do estresse e da esperança Não a julguem mal Ela não é moderna Eu até a entendo Ela só quer se deliciar no amor Xícaras e moinhos Ela quer depositar a vida dela Unicamente num outro coração Ela sorri em todas as tardes de estresse Pois ela deseja ser amada Quem ama uma mal humorada? Mas ela ainda te liga E você já ultrapassou a velharia dela Você é modernizado, baby Que pecado! Não quer sorrisos forçados Mesmo que no fundo verdadeiros Você quer alguém pra te escarniar Te cuspir e te fazer voltar para o tumulto O seio do seu amanhecer de todo dia Pobre moça, deseja tanto ser amada Que eu até me vi voltando no tempo Só de imaginar moça mulher Em sorrisos, vestidos amarelos esverdeados Em gangorras, no gramado

AMOR AO DESAMOR Consigo ver meu amor rodando Entre as estrelas e o verão
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AMOR AO DESAMOR Consigo ver meu amor rodando Entre as estrelas e o verão Espero meu amor me chamar Enquanto ando pelas areias Molhando meus pés e minha alma Meu amor está tão longe Mas meus passos estão quase lá Porque eu já cansei do jazz e do blues Aos sábados, e na biblioteca Agora eu quero o amor do meu amor Sei que pode me dar Sei que sua companhia pode me tocar Mais do que o toque da música Que nos envolve, baby Meu amor me chama de minha amiga Eu não ligo, ele ainda me seduz E posso cantar em todos os cantos Onde meu corpo vai esquentar Esquecer dos limites E dançar com o meu amor No final da praia Mesmo se meus pés não aguentarem Meu amor sabe que faço tudo Que os subúrbios da cidade Foram feitos para nós E cada sofrimento alheio é o alimento Que preenche a nossa fome de viver Eu sempre o lembro que os sorrisos São quase sempre falsos E a alegria é relativa e passageira Mas se estamos vazios e cheios de nada Podemos ter um ao outro Sofrendo em dó menor e em rodas tão vivas Quanto aquela rua sem saída Como uma saída para as almas perdidas Mas nós gostávamos de rir disso Tristes paradoxos modernos E agora eu desperdício lágrimas Mesmo sabendo que meu amor Uma hora estará de volta Meu amor gosta de brincar comigo Talvez eu goste um pouco, mas baby O seu exagero nem se compara Talvez eu esteja um pouco cansada Mas é tudo na cabeça Porque no fundo, meus passos Só querm encontrar os seus Como pode o meu amor ser tão mau? Eu só desejo ouvir seus chamados Mas o que ouço é o barulho Do desespero e da superstição Que o meu amor sem amor me trouxe

ADMITINDO-SE Meus olhares de todos os dias Quase sempre se fecham desesperados
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ADMITINDO-SE Meus olhares de todos os dias Quase sempre se fecham desesperados E se abrem tão sãos disfarçados Mas a tristeza contínua Me puxa e me beija Que é o beijo na boca do prazer E o beijo da boca do lazer Dias tristes também sorriem Quando se combinam com palavras tristes Dor não me suporta O orgulho me abriga E o que não era pra ser Agora é no meu ser O egoísmo me refaz E a hipocrisia, que me tentaria Agora na verdade, ela me chupa Me puxa no gosto da mentira Me chupa do seio da covardia Me acaba com vontade Até que não sobre palavras bonitas Para passear com minha tristeza do lado E a quem enganamos? O bonito não é mais o romântico O romance agora é decadência Mesmo assim ainda tenho sonhos De alguém que me acompanhe Nas etapas da decadência do amor Isso deve ser tão delicioso Enfim viver não só a tristeza Mas as palavras tristes

ORAÇÃO PARA NUNCA MAIS CHORAR Eu não queria chorar Eu não queria ter chorado
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ORAÇÃO PARA NUNCA MAIS CHORAR Eu não queria chorar Eu não queria ter chorado Não queria olhar para os lados Nem pra frente, nem pra trás Não queria sentir a dor Não queria sentir o peso do mundo Ser carregada por ele E nem carregar sua tristeza As lágrimas de chuva que caem Que queimam as almas Que derretem as vidas E se dispersam em lugares Lugares de nada nem de ninguém Lugares que não se pensam em primeira via Lugares só lembrados quando é preciso Abandonar algumas memórias Não queria olhar e fingir não ver Eu queria sorrir para o mundo E poder dormir feliz Felicidade de certezas justas De carregar nas minhas mãos A medicação que todos pedem O amor Queria que fosse tão simples quanto escreve O amor Queria que fosse tão simples quanto cantar O amor Queria que fosse tão simples quanto dizer O amor Tão simples quanto soletrar A-m-o-r Tão simples quanto amar! Mas a dor do mundo faz o amor desaparecer Em meios egoístas e caretas Não por mal nem por defesa Desconheço justificativas Ignoro sugestões Estamos abalados e distorcidos Eu só não queria chorar Que será de mim?

AS CAROLINDAS As meninas Pelas esquina
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AS CAROLINDAS As meninas Pelas esquina As Carolinas, Carolindas São cheias de si Cheias de Lua Luas cheias Caminham em bandos Solitárias pensativas Mas nunca decididas Interrogações aqui e ali Felicidade para elas Não é o acabad Mas o acabando Acabando momentos Conversas, relações É o fim mas também o recomeço De uma nova vida Onde tantas vidas cabem numa só Carolinas vivem e amam Seus corações enormes Carregam histórias e manhãs Acordadas pelo Sol Tristeza passageira Felicidade que eterniz Nos intervalos das mudanças Das vidas de nossas Carolinas Carolindas de ninguém Do mundo, das cores e dos amores

O MEU VÔO Conheço anjos Assisto anjos
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O MEU VÔO Conheço anjos Assisto anjos Conto anjos Apelido anjos Nomeio anjos Saio com anjos Quem são anjos? São ninguém Ninguém cheios de estrelas As mesmas que vejo no céu Quando penso em anjos Loucura não loucura Anjos passam longe dela Sinto anjos E agora sei que eu sou O meu próprio anjo Quando mais ninguém Consegue me ver