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Frase de Maria Luísa Júdice

AMOR AO DESAMOR Consigo ver meu amor rodando Entre as estrelas e o verão Espero meu amor me chamar Enquanto ando pelas areias Molhando meus pés e minha alma Meu amor está tão longe Mas meus passos estão quase lá Porque eu já cansei do jazz e do blues Aos sábados, e na biblioteca Agora eu quero o amor do meu amor Sei que pode me dar Sei que sua companhia pode me tocar Mais do que o toque da música Que nos envolve, baby Meu amor me chama de minha amiga Eu não ligo, ele ainda me seduz E posso cantar em todos os cantos Onde meu corpo vai esquentar Esquecer dos limites E dançar com o meu amor No final da praia Mesmo se meus pés não aguentarem Meu amor sabe que faço tudo Que os subúrbios da cidade Foram feitos para nós E cada sofrimento alheio é o alimento Que preenche a nossa fome de viver Eu sempre o lembro que os sorrisos São quase sempre falsos E a alegria é relativa e passageira Mas se estamos vazios e cheios de nada Podemos ter um ao outro Sofrendo em dó menor e em rodas tão vivas Quanto aquela rua sem saída Como uma saída para as almas perdidas Mas nós gostávamos de rir disso Tristes paradoxos modernos E agora eu desperdício lágrimas Mesmo sabendo que meu amor Uma hora estará de volta Meu amor gosta de brincar comigo Talvez eu goste um pouco, mas baby O seu exagero nem se compara Talvez eu esteja um pouco cansada Mas é tudo na cabeça Porque no fundo, meus passos Só querm encontrar os seus Como pode o meu amor ser tão mau? Eu só desejo ouvir seus chamados Mas o que ouço é o barulho Do desespero e da superstição Que o meu amor sem amor me trouxe

Maria Luísa Júdice

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Pensador.com

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Sua presença ausencia a minha razão Sua razão desbota minha emoção Sua emoção ofusca meu sorriso
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Sua presença ausencia a minha razão Sua razão desbota minha emoção Sua emoção ofusca meu sorriso Seu sorriso amplia meu caminho Seu caminho acalma minh'alma Sua alma, por vez, completa o nosso quebra-cabeça E quem dirá que isso não é amor?

Eu olho pela janela Tudo o que vejo é tão lindo Quanto a minha solidão
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Eu olho pela janela Tudo o que vejo é tão lindo Quanto a minha solidão A chuva que cai São minhas lágrimas E toda essa ventania É o vazio do meu corpo Aos berros em modo de escapatória Eu fecho os olhos E não tenho em quem pensar Então percebo meus batimentos E só eles me equilibram Mas todos estão sentindo O gosto da discórdia O caos em seu conforto Ninguém se abraça Preferem a solidão Mas eu não... Eu queria estar passando férias Num abraço, seja lá quem Só pra poder ver a vida passar A confusão se esvair E o vazio tentar entrar E não conseguir O Sol nascer E a chuva finalmente desaparecer Ninguém sequer se esforça Falas educadas não me preenchem Mais que isso quero intensidade Sentimento de verdade Pra não mais me identificar Com esses dias chuvosos Meu corpo tem pressa de viver De renascer e de conhecer E de sorrir e criar poesias Sobre as coisas mais lindas do mundo A tristeza é triste E talvez seja um caminho sem volta E eu não quero perder essa luta Mas dessa vez eu juro Que de bar em abraço Eu vou me recompondo De forma tão pura Quanto a primeira respiração...

Estar mal é esquecer o bem Mas se eu disser que fico bem Com uma dose do mau?
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Estar mal é esquecer o bem Mas se eu disser que fico bem Com uma dose do mau? Porque o meu bem às vezes é o sufoco do amor é o meu egocentrismo é chegar atrasada na fila da loteri é encher a cara é falar tudo que penso ficar à toa coçando a orelha A orelha? e jogar um copo de vidro na parede e descontar a raiva nas pessoas Meu mau é o bom de viver Quem não gosta de uma vida pra lá de montanha-russa? De altos e baixos e que no fim tudo acaba em calmaria, cerveja e lembrança De uma passagem bem sucedida (que seja sim bem sucedida) pelo horror