Caminhos...
São tantos caminhos...
Decido!
Bagagens... Pra quê?
Se levo amor no coração
Livre, despojada, desapegada sou
Caminhos comuns me confundem...
Desisto!
Busco o novo...
O imponderável!
Livre, despojada, desapegada vou
São tantos caminhos...
Uns, abrasados pelo fogo do amor
Outros, reverenciados por folhas outonais
Uns, embaçados por lágrimas de dor
Outros, iluminados por centelhas vitais
Íngremes ou brandos caminhos...
Não importa!
O que realmente importa
São os passos, a meta... O amor!
Livre, despojada, desapegada sou
E... Num repente,
Corro riscos, assumo falhas
Acerto passos... Sigo em frente!
Vida trivial
Num relâmpago existencial,
a trajetória
de uma vida trivial
Amou?
Não! Não teve tempo
Iluminou?
Não! Não teve tempo
Então, que marcas deixou?
Bolhas de sabão
ao sabor do vento...
Num relâmpago existencial,
o adeus
de uma vida trivial
Viveu?
Não! Não teve tempo
Então?
Existiu, apenas existiu...
Água dos meus sonhos
Leva contigo essa tristeza
De saber-me só
Marcando passos
Nas veredas da dor
Água dos meus sonhos
Trás de volta minha certeza
De seguir em frente
Tecendo laços
Nas veredas do amor
Água dos meus sonhos
Leva contigo a incerteza
Que de mim se apossou
"Possibilidades esgotadas"
Sob o jugo da dor... dor do desamor
Água dos meus sonhos...
Despojado de máscaras, o ser humano cresce em individualidade e passa a expressar-se de modo mais autêntico. Sincronicamente uma presença luminosa - espírito da vida - emerge de sua essência, projetando-se nas telas vitais por ele matizadas... É essa presença que o torna único e especial, imprimindo em nossos corações as marcas de sua passagem.
Olhes além...
Olhes além...
Já não sou a chama
que iluminou tuas trevas
Olhes além...
Já não sou a água
que saciou tua sede
Olhes além...
Já não sou o chão
que firmou teus passos
Olhes além...
Já não sou a brisa
que embalou tua alma
Olhes além...
Já não sou o bálsamo
que aliviou tuas dores
Olhes além...
Já não és transeunte
de avenidas vazias
Olhes além...
Já não és pássaro ferido
E eu - no outro - preciso muito de ti
Na dor, no amor, na vida...
Amo-te infinitamente
E por te amar assim
Ofereço-te asas
Deixo-te livre
para que possas
superar barreiras
colocar bandeiras
nos áridos solos da dor
Amo-te infinitamente
E por te amar assim
Ofereço-te asas
Deixo-te livre
para que possas
criar novas fontes
abrir horizontes
nas fronteiras do amor
Amo-te infinitamente
E por te amar assim
Ofereço-te asas
Deixo-te livre
para que possas
construir teu espaço
descobrir teu compasso
no doce embalo da vida
Amo-te infinitamente
E por te amar assim
Ofereço-te asas
Deixo-te livre
para que possas
a mim retornar
e, então, me ensinar
o que aprendeste
na dor, no amor, na vida...
A dor me ensinou que...
Os melhores momentos da vida não são necessariamente os mais agradáveis. São os mais expressivos no coquetel vital dos sonhos e pesadelos; das luzes e sombras; dos risos e lágrimas; das presenças e ausências; das dores e amores vividos... Momentos ímpares que nos despertam do sono letárgico da indiferença e nos impelem à ação criativa, forçando-nos moldar um novo ser – sensível e amoroso - menos apegado às coisas triviais e mais comprometido com os valores essenciais desta preciosa dádiva chamada vida.
Caminhar é preciso, mesmo que seja sobre brasas...
Espaços vazios...
Pálida é a paisagem que dos olhos se distancia.
Nau à deriva, chama sem vida: geleiras de um coração que desaprendeu o amor...
Na pequenez de mim te espelhaste...
Não vês? Tampouco sentes?
Ah, se eu pudesse...
Ah, se eu pudesse
Estar ao teu lado neste momento
Ouvir-te enquanto falas
Enquanto calas, buscando respostas
Se eu pudesse
Imergir contigo nas águas do silêncio
Sentir-te deveras introspectivo
Encontrando as respostas em teu coração
Ah, se eu pudesse
Estar ao teu lado neste momento
Para dizer-te o quanto és ESPECIAL
Dividir contigo a alegria de ser, de viver
Se eu pudesse
Emergir das águas da tua consciência
Mostrar-te, enfim, que não és casca
Não és sombra e nem pó... És FILHO da LUZ!
Ah, se eu pudesse...
Não digo... Eu te amo!
Em ti, eu sou
Em mim, tu és
Somos nos elos imateriais
Que nos uniram ontem,
Nos fortalecem hoje
Nos guiarão amanhã
Não digo... Eu te amo!
Pois é pouco, muito pouco...
Diante do amor,
Amor incondicional que sinto por ti
O AMOR, o HOMEM e o TEMPO...
TEMPO
Que marca a casca do homem
HOMEM
Que cursa o tempo e cultiva o amor
AMOR
Sentimento que supera o tempo
TEMPO
Do homem que ama o OUTRO
Por tudo o que foi, é e será
Ou já não é mais
Pelas marcas do tempo...
A sentença
Gritos de apelo
Rasgam o véu da noite
E muros se erguem em resposta
Silencio
Lavo as mãos... É tão fácil
Condeno, mais ainda
Afinal, é o outro imerso nas trevas
Silencio
"Ah! Então... Não te importas
Com a face de ti
Que agoniza aqui, ali e lá?"
Silencio...
Amo-te
Amo-te
Humano
Insano
Desumano
Amo-te
Além das sombras
Além das dores que matizas
N'alma que te alenta
Amo-te
Na criança que foste um dia
No olhar vazio... No nada
No reflexo do que pensas ser
Amo-te
E mais, acredito
Em ti o amor não morreu
Agoniza... Vive!
Não alicerces teu comportamento e tuas ações em expectativas alheias ao solo que te é conhecido intrinsecamente. Porém, se essa for a tua inclinação não esperes reconhecimento, pois jamais compreenderás as razões e os propósitos que impulsionam passos que não os teus...
Antes, sê leal a ti mesmo frente ao complexo mundo das relações humanas, pois essa lealdade é a que verdadeiramente conta nos anais da tua história.
Contrastes...
Já olhaste nos olhos
de quem te ama além das dores,
dos amores de verão?
Aquém, pautas reticentes
Mares que se abrem em ondas secas
Palavras ao vento
Promessas vãs
Juramento...
Ressaca de lágrimas ausentes
Já olhaste além das sombras
que cerceiam teu desejo de amar,
de ser amado(a)?
Aquém, contrastes
Horizontes que se fecham em breu
Palavras mortas
Ações tortas
Arrependimento...
A vida não te dá o que não podes receber
Nem te cobra o que não podes oferecer
Maria Aparecida Giacomini Dóro