Meu calcanhar de Aquiles tem um nome, um nome lindo, de anjo. Um nome forte, que está tatuado a ferro no meu coração.
Frases de Marcella Prado
225 frases
Você trocou o certo pelo incerto, à quase-santa pelas putas, e uma vida talvez tranqüila pela adrenalina das noitadas e das cantadas incertas.
Sempre sofri quase em silêncio. Escrevo, mas a leitura do que deixo para sempre marcado é baixinha ou silenciosa. Fica na mente, quem sabe na tua. Na minha está tudo tão marcado.
Eu, que sempre fui tida como sã, que nunca chorava, e que pensava ser besteira esses amores impossíveis estava dentro da rede, presa pelas armadilhas do destino e das minhas falsas esperanças.
Todas as nossas coincidências contribuíram para a minha crença de menininha iludida. O cenário era lindo, caía neve à nossa janela, fazia frio – eu sou tão mais feliz no inverno.
Juntando todas essas e inúmeras obras do destino eu te conheci em um lugar tão lindo e seguro, no país que cultivo o mesmo amor que a minha própria pátria, que canto o hino como sendo o do meu país, e pensei estar salva. Suspirei com um alívio, como de uma criança confortada no c…
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Juntando todas essas e inúmeras obras do destino eu te conheci em um lugar tão lindo e seguro, no país que cultivo o mesmo amor que a minha própria pátria, que canto o hino como sendo o do meu país, e pensei estar salva. Suspirei com um alívio, como de uma criança confortada no colo materno.
Eu te amaria fora ou dentro da água. Não importava. Ao teu lado nada me importava.
De amiga conselheira passei a ser aconselhada, de cuidadora agora sou cuidada, e não me abandona quem ainda tem esperanças de ver renascer em mim aquela garotinha sorridente que eu era.
Eu podia ter escolhido qualquer um para ser o amor da minha vida. Fui burra, escolhi você.
Sou em quem grita e chora. Sou eu. Sempre foi. No fim, eu te amei mais, muita mais que a mim, muito mais do que pensei ter sido amada. Eram sempre as minhas mãos que buscavam as tuas mornas, era sempre a tua cabeça deitada no meu colo, era sempre a minha boca que caçava a tua e p…
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Sou em quem grita e chora. Sou eu. Sempre foi. No fim, eu te amei mais, muita mais que a mim, muito mais do que pensei ter sido amada. Eram sempre as minhas mãos que buscavam as tuas mornas, era sempre a tua cabeça deitada no meu colo, era sempre a minha boca que caçava a tua e por você eu fiz até torta! Eu, que acho tão complicado pilotar um fogão, eu que não entendo nada e que não sei ligar nem forno me arrisquei e descasquei quilos e quilos de maça, só para te agradar e ver iluminar no teu rosto jambo aquele sorriso de agradecimento tão compensador. Agradar-te me agradava.
Eu, pobre de mim, ainda acreditava que o amor era capaz de vencer as atrocidades do tempo, da distância, da juventude, dos hormônios masculinos inquietos. Não – nada disso seria forte o bastante para destruir aquele casal feliz que caminhava sempre de mãos dadas, com as bicicleta…
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Eu, pobre de mim, ainda acreditava que o amor era capaz de vencer as atrocidades do tempo, da distância, da juventude, dos hormônios masculinos inquietos. Não – nada disso seria forte o bastante para destruir aquele casal feliz que caminhava sempre de mãos dadas, com as bicicletas paralelas, alegre e tão confiante.
O teu olhar me traiu e me fez pensar que seria eterno.
Eu poderia continuar te amando assim para sempre.
Estar ao teu lado me fazia bem. Eu procurava te agradar de todas as formas possíveis e jurava por todos os deuses que daria certo.
Deve estar aparente no meu olhar a minha falta de interesse nos outros garotos. Não estou disponível, não deixo que me amem como eu mereço porque ainda pertenço a você e estou completamente acorrentada ao nosso passado morto.
Acho que escrevo para perpetuar.
Se agora sofro, choro e tenho saudades é porque aprendo dia a pós dia que o tempo não cura, não ameniza, não ajuda. O tempo só esmaga minhas lembranças e faz minha memória trair aquela imagem antiga que guardo aconchegada no fundo dos meus olhos.
A única coisa que você mostrou pra mim – eu, que vivia protegida nas paredes do meu castelo, da minha amada família – é que existe desilusão amorosa, e que dói feito um soco desprevenido no estômago. Pois eu voltei a ser cuidada e agora, você que roubou tudo que eu tinha. Não fom…
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A única coisa que você mostrou pra mim – eu, que vivia protegida nas paredes do meu castelo, da minha amada família – é que existe desilusão amorosa, e que dói feito um soco desprevenido no estômago. Pois eu voltei a ser cuidada e agora, você que roubou tudo que eu tinha. Não fomos felizes para sempre. Como bom ladrãozinho, você ainda carrega o teu sorriso de malandrinho por aí, encantando outras moças, outras tolas, que logo se juntaram ao meu posto e mal-amadas. Não sei dizer se tenho o direito de me arrepender pelo meu sim, ao teu primeiro ‘ Você confia em mim?’ – se quer saber, eu ainda aceitaria e confiaria de todo coração.
Mas que menina tola, que cresceu assistindo contos de fada, e por ventura da vida entranhou todos aqueles ensinamentos e acreditou fielmente em um final feliz.
Se a sua vida continua feliz sem mim, que bom. Acho justo. Quando o amor termina só um fica desesperado. Pois bem, fui a escolhida.
Pois se tinha que ser assim, foi. Aceitei. Nunca gritei, esperneei e tampouco me joguei na tua frente pedindo socorro.
Um garoto comum, de sorriso encantador que me fez perder o chão, que me levou do céu ao inferno em um período tão curto que por vezes chego a pensar que sou maluca e que tudo que vivemos foi mentira.
Não quero vala comum para o nosso sentimento. Quero um túmulo digno, grande, bonito e a altura da magnitude de todo aquele amor.
Deus me livre escrever como sinônimo para holofote da minha dor. É que não da pra guardar, eu não agüento sozinha. Se eu não vomitasse tudo isso eu enlouqueceria, me tacaria da janela. Ou quem sabe tacaria os outros que insistem nos conselhos clichês.