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Frases de Marcella Prado

225 frases

Penso que, se acabou, era porque tinha que terminar. Se não durou foi porque não era pra durar. Se eu fui a escolhida para amar sem limites, era porque tinha que ser assim.
Não quero palavras de consolo, não quero tapa nas costas, não quero chá quente, não quero telefonemas de socorro. Não quero nada. Quero solidão. O silêncio no meu interior é dominador, e não me deixa pronunciar uma palavra se quer, não me movo e não reclamo. Calo-me para o mundo.…
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Não quero palavras de consolo, não quero tapa nas costas, não quero chá quente, não quero telefonemas de socorro. Não quero nada. Quero solidão. O silêncio no meu interior é dominador, e não me deixa pronunciar uma palavra se quer, não me movo e não reclamo. Calo-me para o mundo. O oco é meu conforto e minha cama é o meu abraço. Deixa-me quieta, deitada nos braços de Morfeu, sonhando com o dia que te conheci e tentando resgatar a sensação de felicidade que eu tive ao teu lado.

Deixem-me rebobinar a memória já suja e gasta pelo tempo, que me trai e que luta contra todo meu amor, que agora tem uns pontinhos brancos de mofo. Vou colocá-lo na geladeira – quem sabe não dura mais um pouco? Se eu ficar em silêncio posso tentar ressuscitar as lembranças quase…
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Deixem-me rebobinar a memória já suja e gasta pelo tempo, que me trai e que luta contra todo meu amor, que agora tem uns pontinhos brancos de mofo. Vou colocá-lo na geladeira – quem sabe não dura mais um pouco? Se eu ficar em silêncio posso tentar ressuscitar as lembranças quase apagadas e te ver assim, um pouquinho, desde o dia que te conheci até o dia que você me mandou embora. É você me mandou ser feliz, se lembra? Pois eu me recordo. Recordo quase que diariamente o dia do fim.

Como adestrar a memória teimosa que insiste em associar o cheiro do perfume com o dele? Não é possível. As peculiaridades de cada um são únicas, são eternas. Não se pode esquecer. Não se pode lutar contra a vontade de resgatar o amor perdido, a ilusão da felicidade sem fim. Não s…
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Como adestrar a memória teimosa que insiste em associar o cheiro do perfume com o dele? Não é possível. As peculiaridades de cada um são únicas, são eternas. Não se pode esquecer. Não se pode lutar contra a vontade de resgatar o amor perdido, a ilusão da felicidade sem fim. Não se pode brecar o riso que invade os olhos úmidos quando falamos daquele que um dia prometeu felicidade e lealdade utopicamente eternas. É preciso aprender a conviver com as mãos soltas, com o olhar ausente, com a cadeira vazia, com o unitário. O amor não é eterno, só as saudades, só a assombração das lembranças. Isso permanece, até o fim, até o último dia, até o último suspiro. Convenhamos – vai-se o amado, fica-se o coração partido.

O tempo está passando, o mundo está girando, as horas estão arrastadas, eu continuo cada vez mais angustiada esperando um milagre. Todo o mundo passa, e eu fico – presa e estancada em uma história linda, mas que não é real. Não vai mais voltar. Minha vida está passando, e enquant…
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O tempo está passando, o mundo está girando, as horas estão arrastadas, eu continuo cada vez mais angustiada esperando um milagre. Todo o mundo passa, e eu fico – presa e estancada em uma história linda, mas que não é real. Não vai mais voltar. Minha vida está passando, e enquanto eu devia aproveitar minha juventude, perco meu tempo roendo as unhas e ganhando rugas precoces de angústias e tristezas, sem esquecer que estou dando adeus ao meu fígado – que é cada vez mais corroído pelo álcool.

Durante esse tempo, tudo que fiz foi jogar minhas perspectivas no lixo e tentar reciclar o nosso sentimento. O que é impossível. Ele já está podre, deteriorado, mofado. Já é perdido. Creio que não consigo te esquecer porque eu não assumi a postura de separação. Não te apaguei com…
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Durante esse tempo, tudo que fiz foi jogar minhas perspectivas no lixo e tentar reciclar o nosso sentimento. O que é impossível. Ele já está podre, deteriorado, mofado. Já é perdido. Creio que não consigo te esquecer porque eu não assumi a postura de separação. Não te apaguei como deveria ter feito e – como quase todas as mulheres – ouvi alguns conselhos errôneos e otimistas de algumas amigas que não sabem o que é perder o amor e insistem em me dizer que um dia você vai voltar pra me resgatar, cuidar e amar como eu mereço - já que sou uma moça inteligente, legal, dá-pro-gasto e toda aquela baboseira pra tentar me motivar enquanto eu encho a cara no bar pra te esquecer, e hora ou outra grito teu nome pra algum amigo.

Eu costumava ser doce. Não muito delicada, mas ainda restava um pouco de felicidade no meu olhar. Eu era mais gentil e mais bem humorada. De-vez-em-sempre tinha uns perrengues, umas chatices, uns choros, uns sofrimentos, umas paixões mal-curadas, mas era tudo tão pequeno e sem im…
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Eu costumava ser doce. Não muito delicada, mas ainda restava um pouco de felicidade no meu olhar. Eu era mais gentil e mais bem humorada. De-vez-em-sempre tinha uns perrengues, umas chatices, uns choros, uns sofrimentos, umas paixões mal-curadas, mas era tudo tão pequeno e sem importância. Eu acreditava no amor como em um conto de fadas e vivia bem sem ele. Eu convivia em perfeita harmonia com os amigos bem-resolvidos e não me importava muito em manter um relacionamento sério apenas com a minha cerveja e as minhas noitadas. Eu andava despreocupada e distraída, com a esperança de ser resgatada ou descoberta por um cara bem foda que fosse capaz de me amar como eu mereço. Eu tinha jogado minha sorte no vento e no destino, que acredito pouco, mas eu estava feliz, evoluindo, cuidando da minha vida, dos meus fins de semana com as amigas e cara! Estava tudo bem mesmo. Eu ainda via adiante. Você me pegou na minha fase mais feliz da vida.

Se eu ainda procuro compatibilidade entre nós dois e os casais felizes de filme, músicas românticas e personagens de livro é porque eu não agüento mais me sentir por fora. Não suporto mais pensar que o que vivemos foi uma loucura e que eu sou a surtada da história. Sou eu a maluc…
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Se eu ainda procuro compatibilidade entre nós dois e os casais felizes de filme, músicas românticas e personagens de livro é porque eu não agüento mais me sentir por fora. Não suporto mais pensar que o que vivemos foi uma loucura e que eu sou a surtada da história. Sou eu a maluca, a desnaturada que fica te caçando nos buracos, nos furos de reportagem, no rosto dos outros, nas características em comum. Isso é ser psicopata. É ser self serial-killer. É a perseguição do inatingível. É não querer enterrar o morto. É loucura. Comparo a rasgar dinheiro. É tornar-se um cadáver enquanto se ainda está vivo, já que, enquanto me preocupo em resgatar o passado a todo custo eu me esqueço de me tirar do fundo do poço e limpar a sujeira que está impregnada por debaixo no tapete.

Eu pareço cachorro, que mija no poste pra marcar território. Eu escrevo um texto aqui, outro ali, tento chamar tua atenção, só pra ficar um resquício de lembrança minha – seja ela boa ou ruim. Só pra que você nutra ainda algum sentimento – que é de pena, eu sei, mas prefiro achar…
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Eu pareço cachorro, que mija no poste pra marcar território. Eu escrevo um texto aqui, outro ali, tento chamar tua atenção, só pra ficar um resquício de lembrança minha – seja ela boa ou ruim. Só pra que você nutra ainda algum sentimento – que é de pena, eu sei, mas prefiro achar que é um daqueles amores-adormecidos-impossíveis e que um dia alguma luz vai entrar na tua cabeça oca e você vai querer voltar pra mim quando perceber o quanto era bom estarmos juntos.

Estou precisando de alguém que me mande sentar em uma cadeira macia e pergunte o que acontece enquanto me traz uma xícara quente de chá com uma rodela de limão. Alguém que seque meus cabelos úmidos e cuide de mim. Alguém que me prepare um leite quente nas minhas noites insuportáv…
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Estou precisando de alguém que me mande sentar em uma cadeira macia e pergunte o que acontece enquanto me traz uma xícara quente de chá com uma rodela de limão. Alguém que seque meus cabelos úmidos e cuide de mim. Alguém que me prepare um leite quente nas minhas noites insuportáveis de insônia. Queria poder contar com uma pessoa que me ouvisse, não importa sobre o que eu vá falar, sem me julgar, apenas pra me acalmar e dizer que sim, que há esperança e vai ficar tudo bem. Preciso de alguém que me faça uma surpresa e me diga que posso chorar. Quero que alguém me traga uma rosa branca como símbolo de renovação. Preciso de um santo que compreenda a minha dor, que me diga que é difícil, que o amor tem dessas coisas e me ofereça um lenço bordado e macio, para que chore sem borrar minha maquiagem. Quero alguém quem me penteie os cabelos revoltos no fim do dia e me pergunte o que espero da vida e como anda meu coração apertado. Queria alguém que me pergunte sobre ele – aquele que não deixo de pensar um minuto sequer - sem olhos tortos e vacilantes. Preciso de um conforto que ninguém arranja, ninguém desvenda, ninguém me dá.

Perdoa-me por eu ainda carregar tua foto na carteira.Perdoa-me pelo nó na garganta. Perdoa-me pela gagueira. Perdoa-me pela corda amarrada no pescoço. Perdoa-me pela ausência nas conversas. Perdoa-me por não saber lidar com finais. Perdoa-me pelo sentimento de posse. Perdoa-me po…
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Perdoa-me por eu ainda carregar tua foto na carteira.Perdoa-me pelo nó na garganta. Perdoa-me pela gagueira. Perdoa-me pela corda amarrada no pescoço. Perdoa-me pela ausência nas conversas. Perdoa-me por não saber lidar com finais. Perdoa-me pelo sentimento de posse. Perdoa-me por tentar amolecer teu coração ressecado. Perdoa-me por eu ter comprado um escapulário igual ao teu - só pra manter um elo ilusório entre nós. Perdoa-me por não ter seguido teus conselhos de felicidade ilusória. Perdoa-me por ainda manter a antena-ligada e te caçar em todas as multidões – mesmo tendo a certeza de que você não está lá, mas-quem-sabe-talvez-um-milagre-acontece. Perdoa-me pelo meu hábito de relembrar. Perdoa-me por ser irônica contigo vez ou outra. Perdoa-me pela minha mania de sentir saudades da tua voz rouca.

Meio sorriso, noite meio dormida, coração meio partido. Nada me faz contente, por vezes me deixo esquecer que ainda sou gente. E se sou gente por que não consigo viver e entender que o que passa comigo passa com todo mundo? Qual é a razão oculta entre as minhas perturbações que m…
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Meio sorriso, noite meio dormida, coração meio partido. Nada me faz contente, por vezes me deixo esquecer que ainda sou gente. E se sou gente por que não consigo viver e entender que o que passa comigo passa com todo mundo? Qual é a razão oculta entre as minhas perturbações que me atrapalham a rotina e me fazem ver apenas a mediocridade da vida? Está tudo cortado, dilacerado. Vou largando os restos pelo caminho. Deixo os meios, quero o fim. Quero logo a solução e a calmaria de Agosto. Julho mal começou e já me cansam esses dias longos, essas noites lentas e as horas emperradas. Que agosto venha mais alegre, menos frio e não tão quente. Pra combinar com tudo que é partido na minha vida, parto também o texto, que hoje fica com meio corpo. Sem começo nem fim. Acho que me acostumei com a falta de ordem, pois que seja assim. Que seja meio. Completa não posso ser.

Chego em casa sempre vazia, mas tão murcha que você não é capaz de imaginar, e me jogo embaixo do chuveiro pra abafar meu choro, meu vômito, meu porre. Deixo a água tentar lavar minha alma, fecho os olhos, tampo os ouvidos e adivinha o que vejo na minha mente-perturbada? Essa tua…
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Chego em casa sempre vazia, mas tão murcha que você não é capaz de imaginar, e me jogo embaixo do chuveiro pra abafar meu choro, meu vômito, meu porre. Deixo a água tentar lavar minha alma, fecho os olhos, tampo os ouvidos e adivinha o que vejo na minha mente-perturbada? Essa tua expressão de eterno contente, rindo da minha cara de tola. Choro mais um pouco, sinto frio, raiva, remorso e enfio um pijama qualquer. Lacro as janelas na esperança de perder o ar. Fecho as cortinas na cara do Sol. Entrego-me nos braços de Morfeu e durmo feito um anjo enlouquecido.No outro dia levanto e penso logo que poderia continuar dormindo, com quinhentos quilos na minha cabeça. 250 quilos são de ressaca moral e os outros 250 são meu do meu fígado que rouba água do meu cérebro pra não definhar e morrer de cirrose. Saio da cama zonza, não olho pro espelho - evito minha cara de panda-borrada-pós-balada. Encontro minha mãe no corredor, lá pelas cindo da tarde, que me olha com misericórdia e pergunta: ‘Está bem minha filha? Como foi a noite?’. Eu simplesmente respondo: ‘Hm…Foi legal. To enjoada, só.