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Frases de Manollo Ferreira

55 frases

Eu Quero Um Beijo...! Eu quero agora, pra hoje, sem demora...! Eu quero um beijo suado, seco ou molhado...
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Eu Quero Um Beijo...! Eu quero agora, pra hoje, sem demora...! Eu quero um beijo suado, seco ou molhado... Eu quero um beijo desnudado de juízo, No verso do olho, reverso da alma... Eu quero um beijo sem letras nem fonemas... Eu quero um beijo no verbo...! Eu quero um beijo perdido ou achado... Sem pausas nem lacunas... Intercalado...! ! Sem precisar nada ser dito... Eu quero um beijo que fale a minha língua...! Eu quero um beijo calado, no grito...! Eu quero um beijo no ato, de fato... Eu quero um beijo ao gosto do desejo... Eu quero um beijo seja como for... Sem compromisso ou com amor...! Eu quero agora, pra hoje, sem demora...! Eu quero um beijo...!!!

Meio Ambiente ~ Ofegante Por Viver ~ Raios de sol... Lua a cintilar...
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Meio Ambiente ~ Ofegante Por Viver ~ Raios de sol... Lua a cintilar... No frio... Ao calor... A fauna A flora Respira! Biodiversidade O vento... No ar... A terra em água... Riachos... Rios... Ao mar Animais Vegetais Micro Macro Ser vivo Respira! Ecossistema em existência Num sopro do tempo inspira A andar A nadar A voar A rastejar A vegetar Na natureza em perseverança do não pra vida expirar Num mundo por esperança a fecundar A gerar A criar A plantar A preservar O meio ambiente A respirar...

Caatinga ~ Conjuntura Ambiental ~ A Mata Branca…
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Caatinga ~ Conjuntura Ambiental ~ A Mata Branca… À sombra da mais rubra flor amarela em brilho Emana-se em vida ao proferir da época Porquanto se quiseras verde estiveras cinza De quando se fizeras cinza estiveras verde Por consequente for do tempo estar Revelando-se em essência o colorir em traço À bruta pedra a se brotar em seiva Implodindo em cores a ascender ao tom Entoada na macambira, no umbuzeiro, no mulungu, Na umburana, na catingueira, na faveleira, no umburuçu, na flor roseira do mandacaru, Na carreira ligeira da cobra corredeira, do tatu, do teiú, do calango, do preá, do caititu, no voo rasante da coruja buraqueira, do carcará do nambu… Do bem-te-vi, Quem bem te quis te ver por lá… Na caatinga a se pronunciar… Bem-te-vi feliz por estar Emoldurada num cenário de riqueza, força, vivacidade e beleza…!

À COR DA MINHA PELE...! A cor da minha pele é negra seu moço Mas nem por isso sou bandido
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À COR DA MINHA PELE...! A cor da minha pele é negra seu moço Mas nem por isso sou bandido Nem tão pouco suspeito do que ei de me acusar A cor da minha pele é negra seu moço O meu cabelo é naturalmente crespo E não ruim como foi acusado no conceito do preconceito A cor da minha pele é negra seu moço Mas em uma escola um dia fui estudar Onde lá aprendi a ler, a escrever, e a minha cidadania exercitar A cor da minha pele é negra seu moço A minha religião por crença e fé é o candomblé Nem por isso Deus deixou de ser criador e Jesus o meu salvador A cor da minha pele é negra seu moço Misturada com a cor do meu sangue Sangue vermelho da mesma cor que a cor do sangue do senhor A cor da minha pele é negra seu moço Mas quando o dia da morte pra nós dois chegar A minha cor e a do senhor pra terra de nada vai importar. Manollo Ferreira

À Vida No Morrer... Na Morte Do Viver...! A vida se sorve em moles goles A se deixar vivente no teu ventre a se estender
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À Vida No Morrer... Na Morte Do Viver...! A vida se sorve em moles goles A se deixar vivente no teu ventre a se estender Alimentando-se de se, a se fazer na sede do nascer... Renascer Na imensidão do instante, não mais tão constante No tudo de tudo que se tem no que tem a se conceder À vida no morrer que se tem na morte do viver

~ Brincando De Ser Criança ~ Brincando de sorrir, De correr, de pular, de voar
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~ Brincando De Ser Criança ~ Brincando de sorrir, De correr, de pular, de voar Brincando de aprender De fazer fazendo, de criar Brincando de imaginar, De desenhar a vida De colorir o mundo De se pintar Brincando de faz de conta Brincando de se contar De viajar, de interpretar, de inventar. Brincando de ser criança Na brincadeira do brincar...

Um Enterro, E Um Defunto Que Nada Tem Para Se Lembrar...! !... Um defunto bem arrumado, um caixão bem modelado, flores belas e perfumadas, velas em castiçais a flamejar... Chororô, um aperto de mão, um abraço de consolação... Consternação...! ... De boca em boca, surgem versões…
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Um Enterro, E Um Defunto Que Nada Tem Para Se Lembrar...! !... Um defunto bem arrumado, um caixão bem modelado, flores belas e perfumadas, velas em castiçais a flamejar... Chororô, um aperto de mão, um abraço de consolação... Consternação...! ... De boca em boca, surgem versões de como o defunto morreu... Foi assim... Foi assado... Foi de morte morrida... Foi de morte matada... _ Era gente boa ! _ Era boa gente, mas... ... No agora descomedido vão da sala de estar, repousa o defunto, alheio a tudo e a todos: Aos pesares, aos choros, as preces, ao valor e modelo das vestes e do caixão, ao perfume e a beleza das flores em sua coloração, à luz e ao calor das velas em meio ao corpo falecido na escuridão... Forma-se um aglomerado, gente que entra, gente que sai, gente que junta, muita gente, sussurrando, chorando, rezando, ‘curiando’... ... O velório estende-se pela noite... Café, chá... Cachaça...! Uma fogueira surge em apelação a uma reunião para quem da noite vai velar... Um gole de cachaça aqui, outro acolá, alguém conta uma piada... Risos... Mais alguns goles aqui, outros goles acolá, mais algumas piadas a se contar... Gargalhadas !... E um defunto sozinho, no descomedido vão da sala de estar, sem ninguém a contemplar... ... Dorme a noite, esvai-se o entusiasmo, esvazia-se a fogueira em fumaça e cinzas, surge o dia, e novos personagens chegam para a próxima cena encenar. ... Castiçais vazios, flores murchas, um defunto, um caixão, mais abraços de consolação... Consternação... ! De boca em boca, surgem versões de como o defunto morreu... Foi assim... Foi assado... Foi de morte morrida... Foi de morte matada... _ Era gente boa ! _ Era boa gente, mas... ... Sai o enterro, segue o cortejo, de mão em mão é levado o caixão, rezas e choros sonorizam a tristeza, atraindo pessoas conhecidas do defunto, ou não. Seguindo em procissão, norteia-se o destino do desafortunado ao arrastar dos pés a poeira o chão. À distância, um pequeno cemitério é de se ver: Cruzes e catacumbas a se elevarem em prece. Ao chegar, pronta já é de estar, uma cova cavada, sem o uso das mãos, sete palmos medidos sem medição... De boca em boca, por mais uma vez, surgem versões de como morreu o defunto... Foi assim... Foi assado... Foi de morte morrida... Foi de morte matada... _ Era gente boa ! _ Era boa gente, mas... Um alvoroço se faz na última hora de o defunto enterrar... Era gente discutindo, era gente rezando, era gente chorando, era gente gritando, que o defunto errado estava, com a cabeça pra frente, com os pés pra trás, que dos pés se fazia a entrada, que dos pés também se fazia a saída... Era gente discutindo, era gente gritando, era gente rezando, era gente chorando, era gente enterrada, era gente enterrando, era gente morrendo, era gente vivendo... Foi-se um Enterro, E Um Defunto Que Nada Tem Para Se Lembrar.

Tudo do que nada temos a reivindicar do que nos omitimos Tudo do que nada temos por nos omitirmos do que não conseguimos Tudo do que nada temos, a saber, do que nada tem a se dizer
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Tudo do que nada temos a reivindicar do que nos omitimos Tudo do que nada temos por nos omitirmos do que não conseguimos Tudo do que nada temos, a saber, do que nada tem a se dizer Tudo do que nada temos a dizer do que se tem a se saber

...O amor vem pra cada um, poético, gentil, cortês, carinhoso, cerimonioso, que mesmo para entrar onde é permitido pede permissão, o amor vem pra cada um, rastejando pelo céu ou voando pelo chão, o amor vem pra cada um, cego no acender da luz a clarear o que se vê no enxergar da…
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...O amor vem pra cada um, poético, gentil, cortês, carinhoso, cerimonioso, que mesmo para entrar onde é permitido pede permissão, o amor vem pra cada um, rastejando pelo céu ou voando pelo chão, o amor vem pra cada um, cego no acender da luz a clarear o que se vê no enxergar da escuridão, o amor vem pra cada um, trazido pela ventania, soprado à imensidão, o amor vem pra cada um, a galope, no trote da mansidão ou em disparada, sem rédeas, guiado pela emoção...

...o amor vem pra cada um, despojado, descalço, desatinado, aos berros, atirado à multidão, o amor vem pra cada um, sem resignação, aquecendo desejos de quem ainda espera ser consumido pelo fogo da paixão, o amor vem pra cada um, sem formas, sem pré-conceitos, sem medos, sem culp…
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...o amor vem pra cada um, despojado, descalço, desatinado, aos berros, atirado à multidão, o amor vem pra cada um, sem resignação, aquecendo desejos de quem ainda espera ser consumido pelo fogo da paixão, o amor vem pra cada um, sem formas, sem pré-conceitos, sem medos, sem culpas, sem preceitos, sem certezas, nem dúvidas, o amor vem pra cada um sem avisar, sem dizer por aonde vem ou por aonde vai passar, na volta da ida da contramão, o amor vem pra cada um certeiro, viajado no devaneio do coração...

Permita-me... Permita-me caminhar pelos teus passos À deriva por me ter na imensidão
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Permita-me... Permita-me caminhar pelos teus passos À deriva por me ter na imensidão Sem destino no teu mundo eu me achar Sonho e vida a fluir pelas estrelas O desejo de nunca ter um fim Um com o outro, corações por se fundir Celebrando o que mais me faz querer Saciar ao teu lado, a minha sede insaciável de viver

Defronte Com O Racismo Já fui julgado e condenado sob a batuta de um olhar, Por carregar na cor da pele a negação como afirmação
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Defronte Com O Racismo Já fui julgado e condenado sob a batuta de um olhar, Por carregar na cor da pele a negação como afirmação Já fui citado no silêncio da resposta, Por carregar na cor da pele a razão reputada na segregação Já fui vitima do título de vitimismo, Por carregar na cor da pele a dor da discriminação

Que Nada Me Tire... Que nada me tire o sonho que me faz sonhar Que nada me tire o deslumbre da imensidão que habita o meu olhar
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Que Nada Me Tire... Que nada me tire o sonho que me faz sonhar Que nada me tire o deslumbre da imensidão que habita o meu olhar Que nada me tire à alegria do riso que me faz sorrir Que nada me tire a música que apraz o meu paladar Que nada me tire o caminho que faz caminhar Que nada me tire o tempo de retornar para continuar Que nada me tire à fé que me faz perseverar Que nada me tire da meta que tenho por atingir Que nada me tire à órbita da poesia que me faz girar Que nada me tire o sentido que me faz sentir Que nada me tire o fim antes mesmo de começar...

⁠Sentimentos Intercalados O que eu sinto por você, não podem meus lábios para o mundo revelar, Nem mesmo por meio de epístolas posso me expressar,
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⁠Sentimentos Intercalados O que eu sinto por você, não podem meus lábios para o mundo revelar, Nem mesmo por meio de epístolas posso me expressar, Nem tão pouco por gestos tenho como meus desejos confessar. Aos olhos em segredo a te contemplar, Mesmo em silêncio não posso se quer pra ti me declarar. Sem perguntar-me o porquê, de tudo do que deverás estar, Faço-me prisioneiro do pensar, já que de nada adiantará, Se eu e você não pudermos do mesmo sentimento juntos vivenciar.•.