O amor congela o tempo,
corre com o vento;
Sem a menor pressa ou contratempo.
Confunde sentimentos,
não se explica nem dá argumentos.
Faz as bocas emudecerem,
os corações palpitarem;
O corpo ficar leve e os pés levitarem;
Nos faz viajar por entre loucos sonhos,
e construir castelos no ar.
Que loucura é essa
impossível de esquecer?
Que faz os pelos se atordoarem
e a pele estremecer;
Que nos tira o folego,
que nos rouba a razão;
Impossível descrever tal emoção.
Eu esperava o céu mas encontrei o inferno,
esta tudo vazio dentro de mim agora.
O inverno veio e castigou minha alma,
mas esta será a ultima vez.
Há um nó trancado em minha garganta,
e carnes frias penduradas em frente ao mar.
É hora de destilar essa dor,
de um sono mais longo do que de costume.
Amanhã será um novo dia,
tão escuro quando hoje,
mas alguém tem que se apagar
para que o espetáculo não termine sem aplausos.
Meus amigos invisíveis estarão todos lá,
quando meus olhos fecharem...
Guardei meu coração em uma caixa sem vida e sem cor,
onde tudo parecia tão distante de nós.
Agora não resta mais nada além de um sol embriagado.
É hora de se lançar ao mar outra vez, sem medo da fúria das ondas.
Eu vi a luz de perto, e senti ela me queimar.
Eu estava tão alto e tão distante de tudo,
mas agora eu posso sentir o chão mais do que nunca.
Eu estarei sempre aqui, mesmo quando todos tentarem ofuscar você.
E mesmo que os invernos insistirem em te derrubar
eu estarei sempre aqui pronto pra te aquecer...
Troquei o calor de um abraço pela leveza do vento.
Mas acabei perdendo meu coração com o tempo.
Mergulhei de volta ao passado
e sem perceber acabei afogando amores presentes.
Preciso retomar minha raízes
para que não sobre mais lugares para as correntes.
Os beijos se romperam diante desta confusão.
Meu amor se perdeu entre a areia e pedras,
e se afogou no deserto do vazio sem se quer exitar.
Mas o tempo responderá por nós agora...
Deitas sobre um fio de mar.
Alugas a tempestade,
porém, por que tem tanto medo da chuva?
Deixe de ser tão tola, tão covarde.
Dei me um braço de vento
para que eu possa tocar as nuvens.
Não esconda suas lágrimas
atrás de tais sorrisos, tais acordes.
Deixe os violões tristes falarem por si mesmos
fúnebres e trémulos.
Longos anos protegidos pelas sombras das árvores,
resolveram um dia em fim
abrir os olhos e deixar a luz entrar.
Mas o tempo passou
e eu acabei regredindo aos antigos amores
que hoje já se encontram frios e sem sabor.
Na macies de tua pele me perdi novamente,
eu sei, não exitei em errar.
Então resolvi conter os espinhos
que dentro de mim tomavam forma.
Agora estou confuso,
mas sei que essa tempestade esta perto de acabar.
Eu reneguei o sol que um dia sorriu pra mim
e hoje tento achar alguma luz que possa me acalmar.
Para que os sonhos não se quebrem desta vez.
Alguns corações serão partidos eu sei,
mas nada que o tempo não posso curar.
Gumes a pentear
a carne fria e magra.
Doce é o sabor da guilhotina.
O sol a se deixar levar
acabou engolido pelas trevas.
Sem renegar a lua se tornou imortal,
e as sombras eternas...
As retinas sem medo
perambulavam pela noite
a declamas suas poesias para a morte.
vitimas de seus pecados e desejos.
Enquanto uma brisa morbida
abraçava todos os que encontrava pela rua...
O silencio toma o vázio da sala
O oceano se espande sem anunciar
e então trasborda pelas janela.
Os sorrisos se apagam num piscar de olhos
Os corpos se revelam entre quatro paredes
incinerando suas almas rebeldes e solitarias.
Agora tudo ficou mudo e incolor
Dificil de explicar em palavras...
O Colecionador de silêncios
O vázio a se triturar entre os dentes
gastos e amarelados.
A procurar um canto escuro
por entre os olhos pálidos.
A repudir sua própria sombra,
enquanto navega por mares estreitos;
Sobre as línguas secas e distantes
a saborear todos os seus efeitos.
Aos devaneios de finais de noite
enterrado em seu mundo de fantasias.
Os gritos que teu corpo abafa,
ilusões de uma mente doentia.
As pirálides a consumir a carne fria
a semear as vitimas sem valor.
As lágrimas que caim e que secam
em contraste com o teu rubor.
Os sorrisos soberanos a derrocar
seu castelo de cartas marcadas.
Ávidos sem nenhum pudor
sua voz treme diante de tais palavras e se cala.
Será que ainda é muito cedo pra acordar, será?
Será que ainda é muito tarde pra mudar?
Que mundo é este,
onde os Homens tem mente de vento e corações de lata?
Que mundo é este,
onde as cabeças são cortadas em nome da paz?
Onde a sangue dos famintos embriaga os Reis?
Onde os génios são considerados loucos?
Onde os loucos são conciderado santos?
Homens ocos, como uma figueira morta.
Alienados! sodonizados!
Acordem! Acordem! Acordem!!!
Disse a fome de mudança.
No entanto o jardim estava vázio...
Nebulosas palavras sem fim.
Os olhares a fugir por entre sedes
das notaveis frases ensaiadas.
A se perderem na macies de outros lábios;
A desbravarem novos jardins.
Os atores em voz baixa
a entorpecerem timpânos alheios
com conjuras de amor;
A maquinar seus pensamentos sordidos.
É simplesmente a fome da noite
que nos chega sem avisar.
Segredos comprimidos por quatro paredes;
A cama é nossa maior testemunha,
berço dos prazeres, mar eminente.
Enbriaguez inconsequente
acompanhada de cada verso,
cada segundo, cada milésimo.
Fogo que devora a alma,
incontrolável insanidade que trás a calma;
Que rouba o chão de nossos pés,
e em troca nos dá asas
para conquistarmos o céu.
Paixão doentia
O pecado inevitável.
Os sorrisos a trocarem palavras em silêncio,
o nascer do sol agora é apenas consequencia.
Infelizes daqueles que descompreendem essas palavras.
Das linguas a tocarem o céu sem pudor;
Pois não há arte sem verdades,
não há encanto em brisas artificias.
As mentiras matam qualquer tipo de amor...
Entregue-se a carne
vivencie os pecados de fora;
Pendure seus olhos em uma árvore
longe das mentiras do mundo,
deixe pra trás os sobrenomes...
Prove do vinho ao veneno,
esperimente, saborei todos;
Dos armargos aos doces
da nostálgia à utopia.
Da sanidade até as coisas mais loucas;
Das cáricias aos puxões de cabelo.
Mergulhe no inferno,
renegue o paraiso.
Dance sem medo a beira do abismo
Inclivel heresia, essas fugas malucas de início de noite, de início de copos virados.Por que tentar figir? Tentar fugir? Se estamos presos ao mesmo frásco.É inevitavél e assustador.Esta prisão sem muros ao nosso redor...
Amizades contidas, beijos aprisionados em segredos, longe dos olhares apenas por puro medo.É o que eu acho, é o que eu sinto neste momento...Cabelos ao vento, deixe seus sonhos te levarem. Vá, leve seus passos de encontro ao mar, somente ele endende suas lágrimas.Novos nomes no céu irão surgir, novos amores te faram sorrir.Não tenha medo de arriscar, de dizer sim, em cada amontuado de horas.Dia após dia, aurora após aurora...
Deixem a poesia maldita bater de frente contras as grades deste inferno, deixem ela em paz, deixem ela germinar seus frutos em suas mentes iludes sem vida.Amarrotem suas gravatas pálidas e queimem elas juntas com suas mentiras.Façam um favor a si mesmos, bebam, embriagem se até cair, pois a juventude de hoje é uma embriaguez sem graça e sem vinho.Sorrisos amenos sem sal, nosso conformismo alimenta este câncer ao qual você se delicia.Deixem os cadaveres da guerra darem seus relatos dos fatos, contar o outro lado da história ao qual suas malditas medalhas tentaram apagar.Vamos ver quantos Cristos mais foram mortos, por seu medo de acreditar que o mundo poderia viver em paz um dia.Que os reis me perdoei, mas podem me jogar na guilhotina.Não me importo em perder minha cabeça pelas verdades que carrego em minhas palavras.Meu sangue contará a verdadeira história ao qual vocês tanto temem revelar...
Estes fantásmas estam por toda parte,
são de todos formatos,
estam escondidos atrás de um olhar frio
e até mesmo atrás de um sorriso singelo.
Não anunciam o próximo ataque,
cruéis homens de mentes negras sem face...
Devagar anseia o tempo, o coração,
que pulsa sem parar,
como uma bomba relógio.
As mentes atormentadas,
sobre uma tela de um quadro em branco.
O sangue que se transforma em tinta
para as poesias malditas nascerem.
A loucura, a embriaguez lúcida.
A noite que nós convidam para dançar...
Os gritos de socorro,
as lágrimas contidas para dentro.
Os ruídos de baixo de suas mentes,
os passos no corredor.
A história se repete, não percebem?
Há mais nomes na lista do que de costume,
mas a casa ainda continua vázia.
Queria eu fugir deste inferno.
Acordar um dia e ver um céu azul lá fora...
Queria eu um dia ligar a TV
e não assistir a mais uma nova arma sendo criada.
Leve-me daqui, joguem -me na camara de gás,
isso não fará diferença alguma agora.
Pendurem me em uma cruz
como vocês fizeram com os outros,
como fizeram com seus medos.
Queimem suas mentiras com um livro,
isto nunca será esquecido.
Orem pelos pobres, ajoelhe se diante do seu rei,
enquanto ele os cegas com o brilho de seu trono de ouro.
Devagar anseia o tempo, o coração,
que hoje já não quer mais pulsar.