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Frases de Madalena Ferrante Pizzatto

72 frases

A poesia esta entre nós, imersa nos sentimentos, na voz de uma dor contida,
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A poesia esta entre nós, imersa nos sentimentos, na voz de uma dor contida, nas inquietações da alma dos sonhos encaixotados ou na saudade reprimida. Passo a passo, verso a verso, surge assim, quase translúcida. Basta apenas fechar os olhos, abrir a alma e deixar ela fluir.

GOIÂNIA Pousa uma brisa no meu pensamento e traz com o vento doces lembranças
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GOIÂNIA Pousa uma brisa no meu pensamento e traz com o vento doces lembranças da acolhedora jovem do cerrado. Ela desperta com o sol da aurora entre chuvas douradas das acácias, e com bela alma rubra dos flamboyants veste - se de aveludados bouganvilles, e fita o céu com olhar colorido. Pelos ares voam os bem-te-vis, beija - flores e frágeis borboletas. Quando mansamente o sol beija a serra, veste - se de gala com tule bordado o altivo céu salpica - se de estrelas e a lua brinda a noite desta goiana. Meu destino na distância é saudade.

CREPÚSCULO ( de Madalena Ferrante Pizzatto ) Na rotina do tilintar dos sinos,
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CREPÚSCULO ( de Madalena Ferrante Pizzatto ) Na rotina do tilintar dos sinos, no céu, o sol fecha sua cortina, mancha de rubro a linha horizonte, com calma vai embora pela campina. No fim do dia, cumpre seu destino, entrega - se a mais um novo crepúsculo. Similar a musica de um triste hino mansamente sem nenhum alvoroço vão com ele em revoada, os meus sonhos… Esperançosa, olho para a colina: espero por mais uma nova aurora, amanhã posso de novo sonhar.

NATAL NA PERIFERIA ( de Madalena Ferrante Pizzatto ) Noite fria, na periferia de Belém,
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NATAL NA PERIFERIA ( de Madalena Ferrante Pizzatto ) Noite fria, na periferia de Belém, na manjedoura de uma estrebaria, Deus se fez humano e foi envolto em panos, Divino menino nos braços de Maria Na trajetória da sua humilde história, apenas um berço de palha lhe foi dado e por milhares de anjos foi homenageando, rege o cosmos e nossas vidas cada dia. Noite fria, em qualquer periferia, tantas outras Marias vão parir também, sem casa, sem berço, sem destino certo, num abismo sombrio de palavras não ditas. Neste mundo que maltrata e nos aflige, o Natal traz a esperança perdida, a paz se renova e a graça nos abriga.

As Flores da Minha Primavera. ODES A EDELWEISS A flor que surgiu de uma lenda
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As Flores da Minha Primavera. ODES A EDELWEISS A flor que surgiu de uma lenda pequena, frágil, graciosa, igual a um bordado de renda, também é rara e preciosa. Foi da lágrima de uma dor, nas fendas e pedras nasceu. A poética branca flor nas altos alpes floresceu. Flor de sonho e de poesia, de pétala alva e aveludada proclama amor e harmonia Esplendorosa estrala em flor Amada, Edelweiss… Edelweiss supremo talismã do amor.

As Flores da Minha Primavera. ODES AS ALFAZEMAS O vento do norte abrandou a fúria,
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As Flores da Minha Primavera. ODES AS ALFAZEMAS O vento do norte abrandou a fúria, com alento, uma azulada brisa ondulou milhares de hastes suas. De longe, quando menos se espera, entre o labirinto matizado, trazem um horizonte perfumado. Chegam com seus passos sonolentos em silêncio abrem seus ramos. Com os olhares "cor de safira", as suas pétalas flutuam… deixando seus rastros à mercês dos poetas e das utopias.

CRIANÇA É FÁCIL DE AMAR ( Madalena Ferrante Pizzatto ) Criança é fácil de amar:
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CRIANÇA É FÁCIL DE AMAR ( Madalena Ferrante Pizzatto ) Criança é fácil de amar: displicente … brinca contente tem sorriso largo e sincero. renova a esperança da gente. Criança faz castelos no ar: os seus braços alcança estrelas, voa entre nuvens de algodão, feliz cavalga no arco íris. Criança gosta de brincar seja calada ou tagarela Corre, grita, rola no chão, chora, faz birra e bate o pé. Criança sabe bem sonhar: mesmo sozinha faz a festa, enche uma casa de alegria e chora numa noite escura. Criança é fácil de amar: tem a pureza de uma flor, ela deve ser protegida, tem o direito de estudar de um abrigo e de um lar!

As Flores da Minha Primavera. ODES A MARGARIDA Singela e silenciosa,
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As Flores da Minha Primavera. ODES A MARGARIDA Singela e silenciosa, a pequena margarida floresce ao lado do muro, também nas campinas sem fim. Vive sem os espinhos, inocente, indefesa e pura. Sem cisma, espera seu amor, “o bem me quer ou mal me quer” Na incerteza de um talvez, o seu sonho se calou… Ela reclina suas pétalas, revela dor - é sua sina! - Na lida da vida: abre um sorriso.

ODES AS GLICÍNIAS Algumas poesias são tristonhas e lembram as frágeis glicínias.
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ODES AS GLICÍNIAS Algumas poesias são tristonhas e lembram as frágeis glicínias. Cabisbaixas… floridas de aflições… Dia a dia… hora a hora Vestem - se com seus cachos de pétalas que parecem lágrimas cristalizadas. São pencas carregadas de sonhos de muitos sonhos interrompidos... ( Foi para a solidão nasceram ?)

As Flores da Minha Primavera. ODES VIOLETA Singela e pequena flor,
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As Flores da Minha Primavera. ODES VIOLETA Singela e pequena flor, Debruçada na janela, silenciosa e ansiosa Imprecisa… olhar ausente espera o tempo passar… Violeta…alma desfeita, a cada instante as suas pétalas caem. Triste, alheia - sem lutar - Enternecida…ainda sonha. na esperança e na utopia de nova germinação…

MINHA VELHICE A minha rabugice revela minha dor. O espelho desvenda sem amor
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MINHA VELHICE A minha rabugice revela minha dor. O espelho desvenda sem amor as marcas da minha idade, nas linhas do meu rosto. O tempo avançou rápido. One ficou o meu passado? Deixei minha infância passar. As mudanças meu corpo, fez - me limitada, passiva e improdutiva. Sou cativa do tempo. As minhas noites são longas e os meus dias amargos. Onde ficou meu passado? Deixei minha adolescência passar. Tive incontáveis e sofridas perdas, foram saudades, amores sufocados, e sonhos dissolvidos pelo tempo. Hoje, meu olhar é perdido e vazio e vejo vultos e imagens confusas. Onde ficou meu passado? Deixei minha juventude passar. O cruel peso dos anos, deixou os meus cabelos brancos, minhas pálpebras caídas, minhas mãos trêmulas e enrugadas. Um corpo magro e sem força. Onde ficou meu passado? Deixei minha adultícia passar. Na minha triste solidão, a minha amiga e companheira é uma bengala que me amparara. Estou sendo dissolvida pelo tempo. Resta -me poucos anos. Mas o tempo também irá passa, nesta minha longa e sofrida vetustez…

ARAUCÁRIA ( de Madalena Ferrante Pizzatto) Solitária à beira da estrada,
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ARAUCÁRIA ( de Madalena Ferrante Pizzatto) Solitária à beira da estrada, conheço a alvorada dourada e conheço o lilás do crepúsculo. Conheço também gente insensata, e a crueldade do ser humano, que feriu, sangrou e matou a mata. Com o machado e uma motoserra deu um fim no verde desta terra. Enquanto o vento rasga a neblina, galopa triste pela campina, uma névoa envolve- me ao léu. Solitária, em silêncio e com tristeza, olho para o céu. No topo, meus galhos recobertos, com firmeza, atravessam o ar. E com os meus braços abertos, peço a Deus pela minha floresta, que preserve o verde que ainda resta. Mfp

A FIRMEZA DE ANINHA. ( de Madalena Ferrante Pizzatto ) Aninha ajuntou pedras,
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A FIRMEZA DE ANINHA. ( de Madalena Ferrante Pizzatto ) Aninha ajuntou pedras, das pedras fez sua escada, com firmeza subiu alto. Entre pedras com firmeza plantou e cultivou rosas. Com firmeza entre pedras edificou sua história. Uma pedra foi seu berço morou na casa de pedras. Aninha comeu pedras com seu marido de pedra e teve filhos de pedras. Viveu seus anos de pedra com pedras no seu caminho. As pedras duras e rudes, esmigalharam Aninha Com firmeza fez seus versos que brilharam nos poemas. E com firmeza se fez, doce Cora Coralina. * Uma releitura do poema PEDRAS ( de Cora Coralina )

Em Goiânia, da janela de um UBER: Apesar deste sol, a minh` alma “chove”.
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Em Goiânia, da janela de um UBER: Apesar deste sol, a minh` alma “chove”. Ao dobrar cada esquina, vejo vultos… perfis... ( rostos desconhecidos) No vácuo da história, e no abismo do tempo, perdi minha essência. ( eu sou um ser sem ser) As lembranças antigas e meus sonhos perdidos dilaceram minh `alma. Entre tantos ais , minha saudade encontrou o que quis.