Sou tolhida quando falo. Aí eu fico sentida. Quando eu me calo,
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Sou tolhida quando falo. Aí eu fico sentida. Quando eu me calo, eu escrevo. Ultimamente, meus dedos estão cheio de calos...
72 frases
Sou tolhida quando falo. Aí eu fico sentida. Quando eu me calo,
Sou tolhida quando falo. Aí eu fico sentida. Quando eu me calo, eu escrevo. Ultimamente, meus dedos estão cheio de calos...
Uma Gralha Azul no céu, fertiliza a natureza, gira, galga e voa ao léu,
Uma Gralha Azul no céu, fertiliza a natureza, gira, galga e voa ao léu, cheia de graça e beleza.
Evaporou a emoção, acabou a fantasia e associou - se à razão:
Evaporou a emoção, acabou a fantasia e associou - se à razão: emudeceu a poesia.
A saudade cresceu, explodiu na minh' alma e desceu nos meus olhos.
Eu me alimento de lembranças e me empanturro de saudades.
Quando percebi, não era mais criança, quis segurar minha infância,
Quando percebi, não era mais criança, quis segurar minha infância, mas não deu: Cresci....
Uma poesia vagueia. Ela precisa de um abrigo e invade o meu quarto na madrugada.
Uma poesia vagueia. Ela precisa de um abrigo e invade o meu quarto na madrugada. Por isso, atrevida, me acorda. As palavras chegam e partem (alegres ou tristes). Ecoam seus versos igual ao som de sino rouco. Envolvem minha alma. Em troca, florescem os meus sonhos.
Aroma e alegria, em uma atmosfera floral brisa e poesia.
Hoje fiquei só, eu procurei minha sombra, vi, então me deu dó.
A CHUVA Através da janela vejo a chuva que caí.
A CHUVA Através da janela vejo a chuva que caí. Insiste mansamente… Sons das gotas da chuva, a sinfonia fria bate e molha a vidraça. Divina fina chuva! Vejo luzes dos reflexos da chuva no asfalto. As minhas lembranças retornam ao passado. Saudade e melancolia da minha doce infância. Aí meu coração chora O ritmo da chuva insiste…
Crianças fora da escola nas ruas pedem esmolas. Dormem nos bancos da praça,
Crianças fora da escola nas ruas pedem esmolas. Dormem nos bancos da praça, nos viadutos ao relento. Dias de frios e vento cobrem com dores e mágoas, carentes de amor e pão. Maltratadas e exploradas, vagueiam sem rumo e drogadas matam por alguns trocados. Crianças sem esperanças, caminham soltas, acuadas E cansadas de sofrer vagabundeiam por aí porém, ninguém quer ver.
Saudade é o retrato da ausência emoldurado pela distância.
Fogo na lareira geada na madrugada e o chá na chaleira.
Num instante, um hiato de sombras gélidas, me sufocam numa transição final. Com um breve suspiro, inesperadamente,
Num instante, um hiato de sombras gélidas, me sufocam numa transição final. Com um breve suspiro, inesperadamente, sem palavras, fechei os olhos e adormeci. Minh`alma viaja ao pólo oposto hesitante tento impedir o passo Mas, com cautela e um compasso lento atravesso um sinistro limiar. Poderoso vento vem ao meu encontro vejo esplêndida veloz luz que se aproxima e os meus olhos se ofuscam…flutuo… Pasma ao ver o resplendor da glória de Deus a minha`alma agora anela ao inexprimível. Uma grande porta se fecha atrás de mim.
um frio sem sol sossego com aconchego luva e cachecol
CANTO TRISTE Hoje penso no meu Brasil outra vez, meu verso chora.
CANTO TRISTE Hoje penso no meu Brasil outra vez, meu verso chora. Um lampejo fulminante, as palavras cambaleiam, se metem na poesia. E num brado retumbante no qual desafina incerto, neste instante, canta um canto tão triste e desencantado.
RETRATO DE CURITIBA Minha amada, gelada, cinza e nublada, de inverno com o céu azul translúcido,
RETRATO DE CURITIBA Minha amada, gelada, cinza e nublada, de inverno com o céu azul translúcido, outros muitos bruscamente escurecidos, o sol tímido algumas vezes brilha aqui. Queridinha do vampiro e polaquinha, do Poty, da Elena Kolody e Leminski. da “vina”, do“penal” do “piá” e Au Au. Tem o Pierogi do Tadeu e tem Cini, a cocada do Bomfati, a rua Teffé. da Boca Maldita e o chique do Batel. Sorriso e cores, flores no calçadão Suas Torres, palácios e casarões. tem também a feirinha do Poeta. A Curitiba de natais inesquecíveis, musicais, teatros, do antigo e do novo. Aqui tem Gralha Azul, pinheiros, pinhão Domingo no Tangua, Tingui e no Barigui. Porque é linda e Santa a Felicidade, hoje eu te envolvo com meu abraço Curitiba, é muito bom viver aqui !
Maio enche de flores outono de céu azul com jardim de cores
ESTA CONSUMADO Abriu um novo caminho à caminho do calvário,
ESTA CONSUMADO Abriu um novo caminho à caminho do calvário, coroado com espinhos. Foi maltratado e ultrajado. no alto de uma cruz. Alongou seus braços num abraço. No abraço que envolve, espelha e espalha o perdão. Na dor da crucificação, cravou e provou seu amor. Neste dia sombrio, a terra tremeu e o véu rasgou. Sua cabeça inclinou e sem ressentimento, Eis que Rei dos reis bradou: “Esta consumado”.
As folhas no chão inverno surge com graça o sol sai de cena
Uma sinfonia são pássaros no quintal festança musical
SAUDADE Embalo uma saudade nas palavras do verso
SAUDADE Embalo uma saudade nas palavras do verso e danço num poema. Emolduro a distância, suavizo minha dor quando guardo você em um porta retrato.
BRASIL Ó Pátria tão calada Salve ! Salve !
BRASIL Ó Pátria tão calada Salve ! Salve ! Salve o nosso povo Brasil, um povo heroico e sofrido . bravo povo, onde ficou o sonho intenso?Gente de esperança de olhar confuso… desafiando em seu peito a própria sorte com enganos, sofrimentos sem norte. Brilhou no céu da pátria nesse instante Diante do penhor da desigualdade do flagelo da injustiça e corrupção, com seu direito corroído pela inverdade. Imagem de um Cruzeiro de indagação! O seu passado espelha sua tristeza dos políticos insensíveis sem corações deitados em seus berços esplêndidos. sem dignidade assaltam o cidadão. Diante de toda esta corrupção Como ficará o futuro da nação? Ó Pátria amada, tão calada Salve ! Salve ! Brava gente brasileira!
Ao ver meu horizonte em muitas águas turbulentas, Minh' alma agita - se ...
Ao ver meu horizonte em muitas águas turbulentas, Minh' alma agita - se ... Os meus sonhos caminham numa paralela sem fim com os sonhos teus.