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Frases de Madalena Ferrante Pizzatto

72 frases

TROVAS - SAUDADE Na ausência que me consome, vivo sem a liberdade,
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TROVAS - SAUDADE Na ausência que me consome, vivo sem a liberdade, com um poema sem nome, eu trovo minha saudade. No balanço da saudade a lembrança vai e vem Embalo a oportunidade para eu poetar também.

SONETINHO DE NATAL Sendo sensível a nossa orfandade, Cristo se fez Menino, que é Jesus,
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SONETINHO DE NATAL Sendo sensível a nossa orfandade, Cristo se fez Menino, que é Jesus, vestindo-se de nossa humanidade, nasce em Belém, nasceu pleno de Luz. Renunciando à Sua majestade, a inocente criança nos seduz, e nos laços de afeto e de amizade com a Graça, Paz e Amor nos conduz. Ao badalar os sinos da esperança, enquanto os anjos cantam harmonia. a noite toda mágica me alcança! Surpresa ante o fulgor da estrebaria, reconhecendo o Rei nesta Criança, faço deste Natal, minha poesia.

⁠FERNANDO PESSOA Com as suas mil faces, são tantas em uma.
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⁠FERNANDO PESSOA Com as suas mil faces, são tantas em uma. Com a pura emoção sem uma alma pequena sonhou os sonhos do mundo. Sempre inquietação, mordidas aos bocados foi feliz e infeliz Pensando por pensar, sua alma sofreu o tédio. incoscientemente coerência da incoerência Ele foi mutação, Alberto, Ricardo ou Álvares. E completamente alma, foi natural igual, ao levantar do vento mfp

Olho para o tempo que passa. Numa vastidão enigmática, sua voz na brisa me abraça,
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Olho para o tempo que passa. Numa vastidão enigmática, sua voz na brisa me abraça, seus gestos invadem um verso. Imersa no abismo profundo, num vale de sonhos incertos, faço - me algoz do meu deserto. Vacilo… caminho…com calma… A minha espera é silenciosa, enquanto ecos deslizam e num segundo, revelam segredos da mina’ alma. ( ..e vou fazendo - me de poetisa …) mfp

⁠METAMORFOSE Sem despertar nenhuma admiração uma lagarta na sua carcaça,
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⁠METAMORFOSE Sem despertar nenhuma admiração uma lagarta na sua carcaça, é cativa desta situação, cresce no exílio… o tempo não passa. Nova manhã… num sussurro sonolento, rompe o casulo… emerge fascinante em borboleta. Nas asas do vento, corta o ar com seu manto azul cintilante. A borboleta com graça e magia, Ao passar pelo aperto do casulo, da sua história fez uma poesia. 1.º lugar no Concurso Literário da Academia de Letras dos Campos Gerais.

⁠PRIMAVERA Quando a primavera passar, os versos insegurosdo meu poema
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⁠PRIMAVERA Quando a primavera passar, os versos insegurosdo meu poema terão palavras vazias. Involuntários, sem pressa, com desdém, num gesto tímido, sutilmente deslizarão num papel, sem se ater com que minha alma sente. Os seus substantivos estrangulados, apenas se fartarão de algumas pobres rimas; cores… resplendores… flores… amores… Sem lamúrias, os versos indolores, não dirão absolutamente nada, daquilo que dilacera e queima a minha alma.

⁠ RIACHO RASO Não quero ser poderoso mar,
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⁠ RIACHO RASO Não quero ser poderoso mar, forte, profundo e extravagante. Não quero sua grandiosidade, nem a avidez da sua beleza Não quero ter a sua voz rouca das muitas águas que se rebelam em ondas agitadas e bravias. Quero apenas ser riacho raso, ter calma , doçura e pequenez. Com águas mansas e cristalinas rodopiar com folhas e flores, quando o amarelo outono chegar. Quero ser espelho da lua e estrelas, e banhar a luz do sol tremulo. Buscar os sonhos entre as nuvens, derramar minha alma em lágrimas, deslizando sereno entre pedras Até um dia ser engolido pelo poderoso e forte mar.

⁠ PASSA O TEMPO Quando a noite pousa lentamente,
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⁠ PASSA O TEMPO Quando a noite pousa lentamente, recolho e acolho lembranças suas (hoje confusas na minha mente) Enquanto contava uma história, você nos meus braços adormecia, ( sonhadora criança menina ). passa o tempo…e passou bem depressa… Feroz, sem saber que era feliz rasgou seu vestido azul de organdi e cortou seus cabelos com tranças. Com uma havaiana no seus pés e asas na sua alma, voo longe. ( igual um pássaro sem destino) A distância levou sua presença deixou comigo ondas de saudades. Voz de mãe: sonho com minha filha, choro baixinho na madrugada, abro meus braços, dou - lhe meu abraço.

⁠ OUTRA DIMENSÃO Paralela à minha vida mansa e cautelosa. ele vive em outra dimensão,
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⁠ OUTRA DIMENSÃO Paralela à minha vida mansa e cautelosa. ele vive em outra dimensão, Sem porquês, sem explicações, ele chega férvido, impetuoso, ávido, mentiroso ou sonhador. Chega num momento imprevisível; seus versos agitam-se e agigantam-se; invade-me por inteira, e me “dá o bote”.

⁠PERCURSO É agradável contempla -lo, no despertar da manhã,
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⁠PERCURSO É agradável contempla -lo, no despertar da manhã, ora tímido, ora ousado. Espreguiça- se... levanta. Discreto, invade meu quarto: audaz, aquece meu leito. Hesitante, me fascina com seu jogo matutino. Ah ! Quantas vezes, eu o vejo fitando-me ardentemente. Os seus lentos gestos trêmulos, ofuscam - me ao meio- dia. Quando chega o entardecer, veste -se, com novo tom, altivo ou triste. Assim parte. Maravilhada, vejo-o lentamente, declinando, numa linha do horizonte. Rubras sombras vagueiam no silencioso céu...

⁠EU E A OUTRA Eu sou a outra que com gestos precisos e comedidos
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⁠EU E A OUTRA Eu sou a outra que com gestos precisos e comedidos enxerga a vida com mais dureza e esquiva - se de todas as quimeras. Enquanto a outra, … metade mim, caminha por um campo minado, derruba paredes que separam, ainda pasma com o pôr do sol e com a lua refletida no mar. Fica zonza ao ler um soneto da Janske.* Sonha com um amor inominável, anda de mãos dadas com a saudade e solta- se…voa com a onírica liberdade. Sem nenhum disfarce, cutuca uma dor, cava palavras e verbos e, sem anestesia, faz nascer um poema novo. *Janske - Poetisa nascida em Amsterdã, radicada em Curitiba desde 1958.

⁠O SILÊNCIO DIZ TANTO Meu Presente se abre em silêncio, de pretéritos irresgatáveis.
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⁠O SILÊNCIO DIZ TANTO Meu Presente se abre em silêncio, de pretéritos irresgatáveis. A vida superposta em camadas, recheada de sonhos desfeitos, com seus encantos e desencantos, entre as alegrias e tristezas. Quando maceradas se fundem num riso triste ( transparência? ) Cada despedida - uma ferida... olhar resignado - farpas n` alma... Sob a força de uma dor oculta, quando nem a lua é testemunha, enquanto o silêncio diz tanto, com seus gestos lentos, sem vigor, ( instigante ), abre a janela d`alma. Sem as rimas rígidas nos versos, um poema brilha na vidraça, escorre com suavidade igual a um orvalho matizado.

⁠SALMO Quando vejo Seu olhar na brisa, o vento ondulando os trigais,
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⁠SALMO Quando vejo Seu olhar na brisa, o vento ondulando os trigais, a valsa de um Beija - Flor, o canto dos passarinhos, a gota de orvalho nas flores, a lua refletida no mar, o céu bordado de estrelas, o sol dourado surgindo no mar e morrendo rubro na serra; percebo Seu Amor escorrendo na Terra e Seu Poder refletido no Universo. madalenafpizzatto- 2020

⁠O SOL E O MAR Embalado pela brisa serena, o sol dourado treme mansamente,
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⁠O SOL E O MAR Embalado pela brisa serena, o sol dourado treme mansamente, refletido nas águas do mar. Gaivotas cruzam o céu velozmente, à busca de descanso e alento. O céu, o mar se fundem, e se tornam um só no horizonte. Enquanto olho o mar, um sonho suspira errante, faz companhia à minha solitude e murmura mansamente um sutil lamento. Audaz, acena - me e chega sedento num instante, invade o peito da gente. Sem saber mais qual é a diferença, entre sonhos e realidade que se fundem e confundem a minha mente; Vasculho uma resposta que não existe, enquanto o mar devora os meus sonhos, Um dia, quem sabe, ainda vou aprender a dizer adeus aos meus sonhos.

⁠RETRATO DE CURITIBA Minha amada, gelada, cinza e nublada, de inverno com o céu azul translúcido,
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⁠RETRATO DE CURITIBA Minha amada, gelada, cinza e nublada, de inverno com o céu azul translúcido, outros muitos bruscamente escurecidos. (Um sol tímido algumas vezes brilha aqui.) “Daí você já sabe” aqui tem leiTE quenTE. tem o Vampiro e a sua polaquinha, A Curitiba do Zequinha, da Cini , do Poty, da Elena Kolody e Leminski. da “vina”, do“penal” do “piá” e Au Au. Cidade Sorriso da Rua da Flores dos teatros, dos Natais e musicais. No domingo tem Tangua, Tingui e Barigui. Porque é linda e Santa a Felicidade e no Paço da Liberdade, eu te abraço! Curitiba, é muito bom viver aqui !

DÚVIDA Durante meses, durante anos, noites após noites,
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DÚVIDA Durante meses, durante anos, noites após noites, foi meu companheiro. Nas noites longas de insônia, foi meu bom conselheiro. Nas noites triste, quando abafava meu pranto, foi um amigo verdadeiro. ficando ao meu lado. Depois de um dia cansativo e longo era um perfeito cavalheiro em silêncio, acalentou meu sono. Vejo- te ultrapassado, velho e cansado. Hoje fui em busca de um novo parceiro, confusa, diante de tantas ofertas, ( Magnéticos - Nasalatex, Ortopédicos - Plunas - Duoflex.) Resolvi ficar com meu velho travesseiro. mfp - ( 30/ 07/ 2019 ) ⁠

⁠No dia 10 de janeiro, o Parque Nacional do Iguaçú, que abriga as Cataratas do Iguaçú completou 85 anos. - Patrimônio Mundial Natural. Minha homenagem: 👇👇👇👇👇👇👇
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⁠No dia 10 de janeiro, o Parque Nacional do Iguaçú, que abriga as Cataratas do Iguaçú completou 85 anos. - Patrimônio Mundial Natural. Minha homenagem: 👇👇👇👇👇👇👇 FOZ DO IGUAÇÚ - LIRISMO E POESIA As suas águas caem sem parar, explosão de suprema beleza, seus chuviscos esfumaçam o ar revela- nos a sua grandeza. Dançando num traçado singular, serpenteia bela com firmeza. Ao cair, vejo seu amor derramar, milagre de Deus na Natureza. Verde Vida em volta das matas. Força, vibração com encontros mil, faz da imagem magia sutil. Poema jorrando em cascatas, lirismo na Foz das Cataratas. Um Cartão Postal do Sul do Brasil !

⁠A LUA Quando dourada e cheia de vaidade, cintilante encanta os apaixonados.
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⁠A LUA Quando dourada e cheia de vaidade, cintilante encanta os apaixonados. Sensual, flutua com majestade, nua se insinua para os namorados. Se no espaço míngua sua metade, tímida e indecisa esconde um dos lados. Camufla nas nuvens de ansiedade, com silhueta triste canta fados. A donzela sorridente no céu. sem sono vaga, gira e dança ao léu. ao ressurgir serena e prateada. Vacila modesta, envolta em um véu, Numa repetida e eterna jornada. luz calada - oscilante caminhada. * Poema premiado em 3º lugar - no 11.º Concurso de Literatura de Francisco Beltrão - 2017.

⁠MARINHEIRO - VALPARAISO ( CHILE ) Marinheiro triste cansado, marinheiro de um país distante
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⁠MARINHEIRO - VALPARAISO ( CHILE ) Marinheiro triste cansado, marinheiro de um país distante tem saudades, quer guarida. na rua… lua …luz e cores, grafites, poema e Neruda. Sobe escadas do beco estreito das casas multicoloridas. Marinheiro triste cansado, marinheiro de um país distante em onda viril…sul sem norte. Braços tatuados… suados, corpos entrelaçados, afetos, beijos… face a face…sussurros numa amante de passagem Beija e parte; amor passageiro. Marinheiro triste cansado, marinheiro de um país distante Marinheiro alma triturada ao som das músicas do cais Cabisbaixo…cambaleia cabisbaixo… levanta âncoras, cambaleia… ondas de amarguras O vento corta os horizonte, busca um novo porto seguro. Novos hangares…alma navega à deriva… outros lugares… ao sabor do seu vagar… ( Valparaiso - Chile / Março 2012 )

⁠EMILIANO PERNETA Emiliano Perneta, foi nosso simbolista, Maior poeta paranaense do seu tempo.
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⁠EMILIANO PERNETA Emiliano Perneta, foi nosso simbolista, Maior poeta paranaense do seu tempo. Inflamado defensor ativo da República. Lutou por liberdade nos seus versos e prosas. Introduziu vários movimentos literários Advogado, promotor de justiça, jornalista Nomeado como professor de português. Orgulho para todos nós, os paranaenses! Publicou seus poemas em livros e revistas. E presidiu o Centro de Letras do Paraná. Representa um grande ícone da literatura. No Paraná imprimiu e perpetuou suas obras. Eleito como nosso Príncipe dos Poetas. Terminou seus dias na Pensão Otoo Krohne. Aqui no Paraná, é nome de praças e ruas. Madalena Ferrante Pizzatto - 2014

⁠MEU INVERNO Surge uma estrela no céu. Um cruel vento frio afronta
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⁠MEU INVERNO Surge uma estrela no céu. Um cruel vento frio afronta as árvores solitárias e nuas. Em um reino, imerso em névoa, brumas se entrelaçam nos meus sonhos. Sem luar… sem mar… sozinha A voz noturna do meu silêncio, destrincha meu coração. ( Inverno - e os meus devaneios! …) Corro todos os riscos no inverno. Fecho meus olhos, vejo o que quero. É melhor sonhar do que viver!