VIAJAR NO MEU PEQUENO EU Me encontro aqui, sentada a deambular entre meus ínfemes e míseros pensamentos... sem muito no que pensar No meio de um nada e em minha constante e feliz melancolia.
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VIAJAR NO MEU PEQUENO EU Me encontro aqui, sentada a deambular entre meus ínfemes e míseros pensamentos... sem muito no que pensar No meio de um nada e em minha constante e feliz melancolia. Passam-se os anos eu mudo, reviro-me e me reencontro aqui num mar de contrastes... Mil perguntas passam pela imensidão do meu cérebro, perguntas parvas de respostas concretas e desconjugáveis. Mudam-se-me os nomes, permanecem-me os apelidos e meus contrastes, me perco em mim... morro em minhas atitudes e ressuscito em meus contrastes. Outra vez, a mesma sensação... de novo a mesma dor da perda me consome. o que falta em mim? o que a complicada simplicidade que me rodeia roubou de mim desta vez? Algures perdi algo que não consigo encontrar, mas onde se não sai daqui, encontro-me a séculos nesta mesma monotonia.... Ohhh!!! Agora entendo tudo... é essa monotonia que me consome, me rouba todo nada que consigo... não aguento mais isso!!!! Mas espera aí!!!!! Que monotonia? Como sei eu que isso é monotonia se não conheço outro estado de vida se não essa latessencia em que me encontro? ohh! Injusta de mim... condeno-me sempre a um mundinho de desesperos e futilidades úteis... apresso-me a julgar o modelo medíocre de vida numa linear constante. Mas como posso eu querer ou ainda exigir de mim uma aderência a uma vida mais apreciável se é só esta a realidade que conheço... se minha fraca e fértil imaginação nunca viajou por outros campos se não a oscuridade da minha própria realidade? Daí me ponho aqui sentada no meio a nada e uma vez mais viajo e percorro o interior do meu pequeno eu, numa corrida lenta e rotineira que não me cansa, e apesar de exausta me alegro com as tristezas que revivo.