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Frases de Luiz Roberto Bodstein

1.230 frases

A imbecilidade é absolutamente compreensível. Trazer inteligência dentro de si para aprofundar o entendimento de algo não é uma escolha pessoal.
Nada no mundo permanece inalterado. Voltar apenas dois dias no tempo já é o bastante para constatar que o que era “amanhã” anteontem, hoje já é ontem. Cuidado, pois, com cada passo dado no caminho, pois a soberba de agora poderá não ser mais que uma lembrança da glória do passado…
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Nada no mundo permanece inalterado. Voltar apenas dois dias no tempo já é o bastante para constatar que o que era “amanhã” anteontem, hoje já é ontem. Cuidado, pois, com cada passo dado no caminho, pois a soberba de agora poderá não ser mais que uma lembrança da glória do passado num futuro não muito distante.

Os tiros que me chegam vindos do morro me remetem a questionar o porque de tanta violência. Ainda que não justifique, consigo entender que para o indivíduo condenado à perene pobreza não deve ser fácil aceitar que alguns tenham tudo, e outros tantos precisem passar uma vida intei…
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Os tiros que me chegam vindos do morro me remetem a questionar o porque de tanta violência. Ainda que não justifique, consigo entender que para o indivíduo condenado à perene pobreza não deve ser fácil aceitar que alguns tenham tudo, e outros tantos precisem passar uma vida inteira para ter pouco mais do que nada. Minha lógica me diz que é bem mais fácil entender miseráveis roubando de ricos do que milionários roubando o pouco que o pobre consegue apenas porque o muito que têm ainda não é o bastante para o tamanho de sua ganância.

Mostra-se absolutamente legítimo rebelar-se contra o poder do qual discordamos e que não aceitamos nos seja imposto. Mas vencida a contenda e cessada a submissão compulsória, moralmente não há mérito algum em tripudiar sobre uma ameaça que não mais existe, nem sapatear sobre um a…
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Mostra-se absolutamente legítimo rebelar-se contra o poder do qual discordamos e que não aceitamos nos seja imposto. Mas vencida a contenda e cessada a submissão compulsória, moralmente não há mérito algum em tripudiar sobre uma ameaça que não mais existe, nem sapatear sobre um amor-próprio que a própria derrota já feriu o suficiente.

Injustiça é quando nos sabemos competentes para realizar algo grandioso e somos arrancados do posto porque outros não aceitam que o façamos. Falta de nobreza é quando nos sabemos incompetentes para realizar qualquer coisa, e permanecemos no posto para impedir que alguém capaz po…
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Injustiça é quando nos sabemos competentes para realizar algo grandioso e somos arrancados do posto porque outros não aceitam que o façamos. Falta de nobreza é quando nos sabemos incompetentes para realizar qualquer coisa, e permanecemos no posto para impedir que alguém capaz possa fazê-lo.

Já se viu assediado por alguém que já chega com um perfil definido pra você e não lhe deixa opção além da distância? Seu passatempo predileto é discutir a relação até antes que exista uma; se você responde ela contesta ou ironiza, se tenta falar de outro assunto ela reclama que e…
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Já se viu assediado por alguém que já chega com um perfil definido pra você e não lhe deixa opção além da distância? Seu passatempo predileto é discutir a relação até antes que exista uma; se você responde ela contesta ou ironiza, se tenta falar de outro assunto ela reclama que está “escorregando”, e se não disser nada vai ser taxado de mal-educado ou de ficar “em cima do muro”. Você acaba procurando a etiqueta para checar se lhe colocaram um preço baixo demais na vitrine em que foi encontrado.

Não há como discordar de Umberto Eco quando defende que as redes sociais deram voz a uma legião de imbecís que “antes falavam apenas num bar após uma taça de vinho, sem prejuízo para a coletividade". Mas há também que se considerar Max Ehmann, que séculos antes já nos lembrava de…
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Não há como discordar de Umberto Eco quando defende que as redes sociais deram voz a uma legião de imbecís que “antes falavam apenas num bar após uma taça de vinho, sem prejuízo para a coletividade". Mas há também que se considerar Max Ehmann, que séculos antes já nos lembrava de dar vez aos pobres de espírito, posto que eles também têm o que dizer. Na dúvida o bom senso nos pede ponderação entre levar a sério qualquer bobagem replicada muitas vezes ou assumir como premissa que tudo o que chega pelas redes não é digna de crédito.

Não é raro ouvir-se alguém dizer: “Fulano tinha dificuldade para expressar seu sentimento mas, do jeito dele, ele te amava!”. É o caso de se perguntar: e daí? Qual a utilidade prática de guardar só pra si um sentimento que o outro não percebe, quando a essência do amor é a doação…
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Não é raro ouvir-se alguém dizer: “Fulano tinha dificuldade para expressar seu sentimento mas, do jeito dele, ele te amava!”. É o caso de se perguntar: e daí? Qual a utilidade prática de guardar só pra si um sentimento que o outro não percebe, quando a essência do amor é a doação? Diante da fome de alguém, que valor pode ter o alimento guardado no armário? Tal como qualquer coisa preciosa, o amor só faz sentido quando alimenta o receptor, e nunca contido no coração de quem supostamente o traz dentro de si, mas não se empenha em fazer com que alguém o saiba. Antes ser objeto de ódio – já que este último reconhece a nossa força – do que a indiferença, que só nos afirma que não somos coisa alguma.

Basta dar uma passadinha nas redes sociais para constatar que o novo sentido de felicidade que se instalou é aquilo que os psicanalistas chamam de “Síndrome de Poliana”, onde o que importa é fazer o “jogo do contente” num contingente cada vez maior de eremitas modernos – isolados…
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Basta dar uma passadinha nas redes sociais para constatar que o novo sentido de felicidade que se instalou é aquilo que os psicanalistas chamam de “Síndrome de Poliana”, onde o que importa é fazer o “jogo do contente” num contingente cada vez maior de eremitas modernos – isolados do mundo e impotentes para introduzir qualquer mudança em suas vidas – que sobrevivem publicando “selfies” felizes dos seus desejos frustrados, mas sem qualquer conexão com a realidade que enfrentam.

A identificação natural entre essências é bem mais legítima que a moldada de fora para dentro em torno de ideologias. Seus atores podem nunca se encontrar nem jamais se constituir fisicamente em um time, mas integram a única nação que se mostra real face a já tê-los gerado como i…
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A identificação natural entre essências é bem mais legítima que a moldada de fora para dentro em torno de ideologias. Seus atores podem nunca se encontrar nem jamais se constituir fisicamente em um time, mas integram a única nação que se mostra real face a já tê-los gerado como iguais.

Em nenhum momento da vida me senti propenso a possuir uma identidade brasileira ou de qualquer outra nação. Sou um cidadão do mundo que não se imagina integrando times ou cultuando heróis. O pensamento ufanista do tipo “somos os escolhidos” ou “os melhores” me provocam rejeição v…
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Em nenhum momento da vida me senti propenso a possuir uma identidade brasileira ou de qualquer outra nação. Sou um cidadão do mundo que não se imagina integrando times ou cultuando heróis. O pensamento ufanista do tipo “somos os escolhidos” ou “os melhores” me provocam rejeição visceral instantânea, como as que modelam cérebros em torno de ideologias de qualquer natureza. Minha essência libertária reage com repulsa a pensamentos alinhados e identificações coletivas sob a batuta de um maestro do qual nunca se sabe até onde levará tal condução.

Fanatismo de qualquer natureza – seja religioso, ideológico ou até pelo time que se torça – é um câncer cuja metástase é a idéia incutida em seus membros de que existem pessoas que nasceram para ser melhores do que outras. E toda vez que permitimos que a realidade do outro se tor…
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Fanatismo de qualquer natureza – seja religioso, ideológico ou até pelo time que se torça – é um câncer cuja metástase é a idéia incutida em seus membros de que existem pessoas que nasceram para ser melhores do que outras. E toda vez que permitimos que a realidade do outro se torne a nossa, a probabilidade de encontrarmos sozinhos o caminho de volta é proporcional ao tempo que nos permitimos vivenciá-la. Como conhecer se perdemos a saída? Acontece quando o lado de fora é descartado como referencial para se entender mais profundamente o lado de dentro.