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Frases de Luiz Roberto Bodstein

1.230 frases

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMPO – A trilogia do Viver O inesperado pode roubar-nos o presente; as mudanças, desviar-nos completamente do futuro; mas o PASSADO jamais nos é tirado, por onde quer que sigamos e até o último momento. A relevância do FUTURO não consiste em vê-lo concret…
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CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMPO – A trilogia do Viver O inesperado pode roubar-nos o presente; as mudanças, desviar-nos completamente do futuro; mas o PASSADO jamais nos é tirado, por onde quer que sigamos e até o último momento. A relevância do FUTURO não consiste em vê-lo concretizado ou não, mas em emprestar sabor ao presente e converter-nos em molas propulsoras para buscá-lo neste exato e mais recente amanhecer. O PRESENTE só faz sentido como resultado direto de toda uma história que construímos para chegar até ele, e atinge seu ponto máximo quando cada partícula do agora chega plena de prazer no exato momento entre o último que se foi e o primeiro que o seguirá.

Eventualmente nossos pensamentos nos ditam preconceitos odiosos e incompatíveis com uma pessoa digna, pois nos chegam como percepções não submetidas à ética racional. Mas é quando os compartilhamos que nos deixamos contaminar pela pequenez de espirito, onde então o instinto primi…
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Eventualmente nossos pensamentos nos ditam preconceitos odiosos e incompatíveis com uma pessoa digna, pois nos chegam como percepções não submetidas à ética racional. Mas é quando os compartilhamos que nos deixamos contaminar pela pequenez de espirito, onde então o instinto primitivo e ainda controlável assume caráter de torpeza e nos transforma em algo tão abjeto quanto as consequências que gera.

Constatar um erro que cometemos é sempre desagradável. Deixar de aprender com ele para não precisar repeti-lo é incompreensível e pouco inteligente. Mas cometer o mesmo erro pela terceira vez não é apenas inadmissível: exige cuidadosa análise do histórico para concluir se é caso…
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Constatar um erro que cometemos é sempre desagradável. Deixar de aprender com ele para não precisar repeti-lo é incompreensível e pouco inteligente. Mas cometer o mesmo erro pela terceira vez não é apenas inadmissível: exige cuidadosa análise do histórico para concluir se é caso de doença ou de pura falta de caráter.

Numa democracia, quem é que manda: o povo ou o governante? Acertou quem disse O POVO! O governante está ali apenas para representá-lo. E quando este não o representa, porque 70% expressamente declaram rejeitá-lo, sua saída representa golpe? Não! Neste caso FICAR, sem que o povo -…
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Numa democracia, quem é que manda: o povo ou o governante? Acertou quem disse O POVO! O governante está ali apenas para representá-lo. E quando este não o representa, porque 70% expressamente declaram rejeitá-lo, sua saída representa golpe? Não! Neste caso FICAR, sem que o povo - o legitimo detentor do poder - o deseje, isto sim, configura-se como golpe, e seus ocupantes meramente usurpadores de um poder que não mais lhes pertence.

Se procuras pelo líder que não irá trair teus ideais não te limites ao seu histórico: ele pode apenas não ter tido chance de mostrar a que veio até aqui. Também não te norteies pelo que promete realizar: quando alcançar o poder tudo pode se revelar o oposto. Insensato ainda apoiá…
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Se procuras pelo líder que não irá trair teus ideais não te limites ao seu histórico: ele pode apenas não ter tido chance de mostrar a que veio até aqui. Também não te norteies pelo que promete realizar: quando alcançar o poder tudo pode se revelar o oposto. Insensato ainda apoiá-lo pelo que combate: talvez possa empreender ações bem piores que essas. Estejas, porém, muito atento às suas IDÉIAS: essas é que efetivamente falam do que ele poderá te oferecer!

Todo mundo tem aquele diazinho em que acorda se achando péssimo e abandonado pela vida... Todas as vezes que isso me acontece eu procuro me lembrar dos três quesitos que os filósofos atribuem ao conceito de realização: 1º - Ter um filho (o meu está ai, digno, formado e encaminha…
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Todo mundo tem aquele diazinho em que acorda se achando péssimo e abandonado pela vida... Todas as vezes que isso me acontece eu procuro me lembrar dos três quesitos que os filósofos atribuem ao conceito de realização: 1º - Ter um filho (o meu está ai, digno, formado e encaminhado na vida); 2º - Plantar uma árvore (plantei várias, lindas! Inclusive um frondoso ipê rosa que embelezava toda a minha rua!); 3º - Escrever um livro (escrevi não um, mas duas dezenas deles!). Se com tudo isso ainda fica aquela tristezinha teimosa forçando espaço, eu lembro que na TV, semana passada, noticiavam que os três maiores sonhos do brasileiro, por ordem de priorioridade, eram estes: 1º - Conseguir a casa própria; 2º - Viajar pelo Brasil: e 3º Ter seu próprio negócio. Aí lembro que meu cantinho já está quitadinho e sem prestação; que percorri as 27 unidades da federação várias vezes, e outros países lá fora ao longo dos últimos 20 anos; e que foi minha escolha por não ter patrão que me proporcionou tudo isso, fechando assim o último dos três desejos de 200 milhões de pessoas! Aí olho pra minha cara no espelho, dou um tapa nela e me pergunto: "Tá reclamando DE QUÊ, abestado?"

Quem cresceu sem a presença dos pais sabe da dificuldade absurda que é desenvolver sua linha de conduta por falta desse importante componente norteador. Tão triste quanto, porém, é descobrir-se órfão emocional de pais que jamais puderam servir-lhe de espelho, pois que sua compree…
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Quem cresceu sem a presença dos pais sabe da dificuldade absurda que é desenvolver sua linha de conduta por falta desse importante componente norteador. Tão triste quanto, porém, é descobrir-se órfão emocional de pais que jamais puderam servir-lhe de espelho, pois que sua compreensão do modelo a seguir precisou, a duras penas, contrariar radicalmente o exemplo que lhe foi apresentado ao longo de toda uma vida.

Discursos odiosos por má formação do caráter pode até ser uma prerrogativa do restante de nós, pobres mortais sujeitos aos mais variados modelos de educação. Mas jamais o será daqueles que ocupam posição de formadores de opinião, como governantes, educadores ou líderes espirituai…
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Discursos odiosos por má formação do caráter pode até ser uma prerrogativa do restante de nós, pobres mortais sujeitos aos mais variados modelos de educação. Mas jamais o será daqueles que ocupam posição de formadores de opinião, como governantes, educadores ou líderes espirituais, que trazem toda uma massa daqueles primeiros incorporando e difundindo as idéias que professam. Como conseqüência mais grave, tal propagação acaba gerando a concepção de que se constituem em modelos a serem seguidos por toda a sociedade, contribuindo para a perpetuação de suas práticas torpes.

Em momentos que cada qual se acredita defensor do lado certo, vale refletir sobre a inconsistência do sentido de “melhor”, da relatividade do que se tem como correto, das variáveis do “desejável” estendido ao coletivo, e da efemeridade de postulações que não se sustentem para alé…
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Em momentos que cada qual se acredita defensor do lado certo, vale refletir sobre a inconsistência do sentido de “melhor”, da relatividade do que se tem como correto, das variáveis do “desejável” estendido ao coletivo, e da efemeridade de postulações que não se sustentem para além do cenário divisado.

Tanto quem concede o perdão quanto o perdoado firmam, no exato momento em que se expressam, um compromisso entre si: pelo perdoado, o de deixar no passado seus erros e partir para um novo começo; pelo que perdoa, o de valorizar a decisão como momento de mudança, não se dispondo a…
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Tanto quem concede o perdão quanto o perdoado firmam, no exato momento em que se expressam, um compromisso entre si: pelo perdoado, o de deixar no passado seus erros e partir para um novo começo; pelo que perdoa, o de valorizar a decisão como momento de mudança, não se dispondo a repeti-lo em outras ocasiões e se tornar conivente com o desvirtuamento de seu real propósito. Ao concedê-lo a Madalena, o próprio Cristo não afirmou que voltaria a faze-lo. Antes lhe disse: “Vai e não peques mais!”

Para o humano é o bastante cumprir seu papel, sem achar que está ali para salvar o mundo. Para o herói, o bônus da consagração supera todo e qualquer risco a que se expõe na tentativa. Já ao santo o foco se resume à ação em si, e o bônus que vem depois não figura na lista de et…
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Para o humano é o bastante cumprir seu papel, sem achar que está ali para salvar o mundo. Para o herói, o bônus da consagração supera todo e qualquer risco a que se expõe na tentativa. Já ao santo o foco se resume à ação em si, e o bônus que vem depois não figura na lista de etapas.

HUMANO é aquele que, ao chegar ao máximo de sua possibilidade, percebe que atingiu seu limite e pára, pois sabe o que acontece depois; HERÓI é aquele que, ao atingir o máximo de sua possibilidade, não o aceita como limite e continua, acreditando que pode mudar esse depois; SANTO…
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HUMANO é aquele que, ao chegar ao máximo de sua possibilidade, percebe que atingiu seu limite e pára, pois sabe o que acontece depois; HERÓI é aquele que, ao atingir o máximo de sua possibilidade, não o aceita como limite e continua, acreditando que pode mudar esse depois; SANTO é o que sabe ter atingido o máximo de sua possibilidade, não dá a mínima para o limite e vai em frente, ainda que saiba o depois. Mais do que a escolha, a diferença está na importância dada a um “depois” além do que ele consegue saber.

A confiança é, talvez, o maior capital que construímos junto às pessoas ao longo de nossa existência. Quando não lhe damos o devido valor de forma contínua e habitual, não há como esperar que esse capital não se esgote em algum momento, e sem garantias de que seja resgatado. As p…
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A confiança é, talvez, o maior capital que construímos junto às pessoas ao longo de nossa existência. Quando não lhe damos o devido valor de forma contínua e habitual, não há como esperar que esse capital não se esgote em algum momento, e sem garantias de que seja resgatado. As pessoas, numa primeira instância, podem ainda acreditar nele; na segunda experimentam oferecer um voto de confiança, mas a terceira dificilmente passa de um “pagar pra ver”, isso se todos já não estiverem convencidos de que o ponto da reversão foi ultrapassado, não tendo como culpá-los por isso! Essa é uma das coisas, portanto, onde o mais importante é o “durante” e não o depois, na construção de uma obra que jamais termina e é avaliada ao longo de todo o nosso tempo, e não no ato da entrega de um suposto “produto acabado”.