Pular para o conteúdo

Frases de Luiz Alberto

13 frases

HOMEM DO CAMPO Suas mãos calejadas Sua pele ardida
Continuar lendo

HOMEM DO CAMPO Suas mãos calejadas Sua pele ardida É no cabo da enxada Que leva a vida. Começa de madrugada Joga uma água no rosto Sai no meio da invernada De bem com a vida, sem desgosto. Cuida da terra por amor Semeia a felicidade Só conhece a dor Quando fala em morar na cidade.

DOIS CORAÇÕES UM PULSAR Sua chama Ascende meu coração de brasa
Continuar lendo

DOIS CORAÇÕES UM PULSAR Sua chama Ascende meu coração de brasa Dois corpos, duas almas, dois corações um pulsar Na mesma cama. A sua frieza Resfria meu corpo trazendo arrepios Suor frio, lábios áridos, ternura térmica Paixão acesa. No silêncio do amor, amar Atrasei o relógio e lancei ao vento Me aqueço em sua quentura Em sua chama quero me queimar.

CULTOR Do campo sou cultor Com ternura cultivo
Continuar lendo

CULTOR Do campo sou cultor Com ternura cultivo A terra por amor A hortaliça e a fruta Para a mesa de todos É portado pelo suor da labuta Não tenho diploma E isso para mim não é Motivo de vergonha Minha escola foi a vida Minha caneta foi a enxada Nesta estrada comprida Velho sou de idade E de caminhada Não sei o que é cidade Aqui tenho o cheiro da terra A bela chuva e o ar que refrigera Daqui não saio, morrerei nela Sou iletrado não sei lê Só sei meu nome Acho tudo complicado de entender Aqui no final do dia Ouço o cantar dos pássaros Que me aprecia Mãos ardidas do sacho Pela manhã e pela tarde Uma deleitosa água tomo do riacho Com vontade no labor Não troco minha vida de lavrador Por um diploma de doutor.

O TEMPO AO VENTO Era uma noite qualquer Lhe conheci menina
Continuar lendo

O TEMPO AO VENTO Era uma noite qualquer Lhe conheci menina Hoje uma mulher Que já não brinca mais em esquina. Lembro de duas crianças contando estrelas Olhares puros refletindo o mesmo desejo Se estivesse várias de você todas queria têlas Pois sabia que todas de você teria o mesmo beijo. Aquele seu sorriso acompanhado de timidez Seu olhos cintilantes que refletia a lua Que por segundos me tirava a lúcidez A minha vontade era também a sua. Lembro daquele dia chuvoso Do calor de duas mãos dadas Momento façanhoso Ali duas almas afeiçoadas. Hoje vivemos pelos quatros ventos O tempo sem intervalo avança Tento voltar o ponteiro pra viver os momentos Voltaria comigo a ser criança?.

MANHÃ Bela manhã Ter acordado ao seu lado
Continuar lendo

MANHÃ Bela manhã Ter acordado ao seu lado O calor da ternura Em meu corpo suado Seu toque em mim como a brisa Um arrepio na pele, toque até a alma As cordas de seu coração em nó com o meu Sua serena respiração sobre o mar que me acalma.

EM MEUS BRAÇOS Durma em meus braços Soe em meu corpo
Continuar lendo

EM MEUS BRAÇOS Durma em meus braços Soe em meu corpo Deixe-me lhe roubar por uma noite Atrasarei o relógio Serei o ponteiro Que se avança sem pressa Contornar seus traços Sendo o calor em seus lábios Sendo o arrepio em sua pele Sentir o vento sussurrar Sentir as estrelas ao meu lado A lua em meu quarto acesa Um nó em dois corações Que tem o mesmo pulsar E o mesmo desejo Amar.

SUOR FATIGADO Com grande árduo da lida Mãos calejadas pela labuta
Continuar lendo

SUOR FATIGADO Com grande árduo da lida Mãos calejadas pela labuta Tratado como lhufas é a sua vida Do seu rosto fatigado O suor do labor entorna sobre a terra Por amos é aferrolhado Muito labora pouco aufere Mesmo assim tem uma vida álcre Coragem em seu sangue, as pisaduras em sua pele Vida dial no suor do sacho Com o seu alento sustenta sua família É ludibriado por ser iletrado Anoso em idade e em peleja Alma sadia fé inabalável Atado pela empreitada, alheio da tristeza Quando suas mãos vai assear A água encardida escorre de suas palmas Suas feridas ardidas limpas vem a se aliviar Lábios áridos nada a reclamar Enquanto tange no lavor Seu corpo exaurido querendo resfolegar Olhos estafados a gotejar p'los cantos Olhando para o céu com suas vistas denegridas Cogita: chegou minha hora de descansar.