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Frase de Luiz Alberto

CULTOR Do campo sou cultor Com ternura cultivo A terra por amor A hortaliça e a fruta Para a mesa de todos É portado pelo suor da labuta Não tenho diploma E isso para mim não é Motivo de vergonha Minha escola foi a vida Minha caneta foi a enxada Nesta estrada comprida Velho sou de idade E de caminhada Não sei o que é cidade Aqui tenho o cheiro da terra A bela chuva e o ar que refrigera Daqui não saio, morrerei nela Sou iletrado não sei lê Só sei meu nome Acho tudo complicado de entender Aqui no final do dia Ouço o cantar dos pássaros Que me aprecia Mãos ardidas do sacho Pela manhã e pela tarde Uma deleitosa água tomo do riacho Com vontade no labor Não troco minha vida de lavrador Por um diploma de doutor.

Luiz Alberto

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Pensador.com

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HOMEM DO CAMPO Suas mãos calejadas Sua pele ardida
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HOMEM DO CAMPO Suas mãos calejadas Sua pele ardida É no cabo da enxada Que leva a vida. Começa de madrugada Joga uma água no rosto Sai no meio da invernada De bem com a vida, sem desgosto. Cuida da terra por amor Semeia a felicidade Só conhece a dor Quando fala em morar na cidade.

SUOR FATIGADO Com grande árduo da lida Mãos calejadas pela labuta
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SUOR FATIGADO Com grande árduo da lida Mãos calejadas pela labuta Tratado como lhufas é a sua vida Do seu rosto fatigado O suor do labor entorna sobre a terra Por amos é aferrolhado Muito labora pouco aufere Mesmo assim tem uma vida álcre Coragem em seu sangue, as pisaduras em sua pele Vida dial no suor do sacho Com o seu alento sustenta sua família É ludibriado por ser iletrado Anoso em idade e em peleja Alma sadia fé inabalável Atado pela empreitada, alheio da tristeza Quando suas mãos vai assear A água encardida escorre de suas palmas Suas feridas ardidas limpas vem a se aliviar Lábios áridos nada a reclamar Enquanto tange no lavor Seu corpo exaurido querendo resfolegar Olhos estafados a gotejar p'los cantos Olhando para o céu com suas vistas denegridas Cogita: chegou minha hora de descansar.

EM MEUS BRAÇOS Durma em meus braços Soe em meu corpo
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EM MEUS BRAÇOS Durma em meus braços Soe em meu corpo Deixe-me lhe roubar por uma noite Atrasarei o relógio Serei o ponteiro Que se avança sem pressa Contornar seus traços Sendo o calor em seus lábios Sendo o arrepio em sua pele Sentir o vento sussurrar Sentir as estrelas ao meu lado A lua em meu quarto acesa Um nó em dois corações Que tem o mesmo pulsar E o mesmo desejo Amar.

MANHÃ Bela manhã Ter acordado ao seu lado
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MANHÃ Bela manhã Ter acordado ao seu lado O calor da ternura Em meu corpo suado Seu toque em mim como a brisa Um arrepio na pele, toque até a alma As cordas de seu coração em nó com o meu Sua serena respiração sobre o mar que me acalma.