Na mesmice Nada como pernoitar Pra ter sonho vórtice
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Na mesmice Nada como pernoitar Pra ter sonho vórtice Pra gente sair do estar Do estado de lerdice Pra poder recomeçar
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Na mesmice Nada como pernoitar Pra ter sonho vórtice
Na mesmice Nada como pernoitar Pra ter sonho vórtice Pra gente sair do estar Do estado de lerdice Pra poder recomeçar
Pensar inspiração Sentir a vibração A poesia cheia de emoção
Pensar inspiração Sentir a vibração A poesia cheia de emoção Escreve versos do coração
Nada como chuva Molhada O cerrado uiva
Que o cerrado torne na saudade legado Uma doce lembrança
Que o cerrado torne na saudade legado Uma doce lembrança recordação de vizinhança Nesta breve despedida que escreve mais está etapa vencida que seja a poesia ao poeta leve
Chover no cerrado cada gota banha o ressecado
Eu na janela além dela o cerrado
Eu na janela além dela o cerrado cascalhado... Não sei se fico ou voo, num pinote salvífico.
Te encontro na saudade Tal maldade
Te encontro na saudade Tal maldade desencontro Cada reencontro outra saudade... Maio, 2016
Eu era Rio agora cerrado e neste sulcado
Eu era Rio agora cerrado e neste sulcado sou vestígio
E assim a poesia é reticência... Começo, recomeço, interrupção De balanço na ilusão em reverência
E assim a poesia é reticência... Começo, recomeço, interrupção De balanço na ilusão em reverência Num recanto totalmente atemporal Dum balé de palavras em penitência De amor, alegria, lágrima, em arte final
Sou um incorrigível romântico A poesia é a lira do meu coração Com ela alinhavo um cântico
Sou um incorrigível romântico A poesia é a lira do meu coração Com ela alinhavo um cântico Para embalar-te na emoção Da rima de verso semântico Desbravada da iluminação
Poetar é uma explosão de alma tão intensa, que nada acalma, só papel e tinta e os conselhos do vinho...
Assim eu Nada fui tão igual Nada tive ovação
Assim eu Nada fui tão igual Nada tive ovação Nada foi excepcional Nada encontrei em vão Sempre fui usual Sempre fui exceção Sempre fui atual Sempre fui exclusão Um solitário nunca só Um amante sem paixão Um alegre de dar dó Um genuíno de tradição E neste novelo de nó Aprendi a poetar grão a grão Como companhia de um caxingó 14/05/2016, 03'35" Cerrado goiano
Se achas o cerrado estranho experimente-o ele é diversidade em tamanho...
Se achas o cerrado estranho experimente-o ele é diversidade em tamanho... E encanto!
De partida! Pois quem vai volta Volta na saudade,
De partida! Pois quem vai volta Volta na saudade, de ida e vinda Embora seja outra rota Várias até que se finda Então, que venha outra cota E também outra filosofia Pois a vida é uma pelota, e viver uma mercearia...
Sou de onde o cascalho forra o chão Onde o vento se perde no horizonte Aqui nasci, e a poeira trago na canção
Sou de onde o cascalho forra o chão Onde o vento se perde no horizonte Aqui nasci, e a poeira trago na canção Sou do cerrado, árido, a minha fonte Onde bebo da água da poética ilusão
És entre montanhas e flores Amante dos amores Unicamente mãe, mulher
És entre montanhas e flores Amante dos amores Unicamente mãe, mulher Limitada em chorar, forte nas dores Sua poesia é lírica no que disser Nunca foi de fáceis caminhos Em suas ruas de subir e descer Teu rosto nos dá vastos carinhos Na tua solitária solidão és ronda De um amor vário, nunca de espinhos Poetisa maior, teu nome é Verconda... (Para a poetisa capixaba Verconda Spadarott Bullus)
A volta Quando eu partir quero ir com saudade
A volta Quando eu partir quero ir com saudade assim, poderei sentir saudade e liberdade juntas no meu existir arrumadinhas sem nada por vir só lembrancinhas que as carregarei no meu poetar e assim, estarei lembrando, sem recuar sem mala, sem passaporte pois estou voltando... me deseje sorte!
Depoimento A caixa de surpresas do planeta Está cheia de espantos e trova
Depoimento A caixa de surpresas do planeta Está cheia de espantos e trova Em cada rima o coração do poeta E nos lamentos o amor à prova
Eu não tenho mais saudade Tu trouxe vida na minha vida Tu foste amor de verdade
Eu não tenho mais saudade Tu trouxe vida na minha vida Tu foste amor de verdade Eu já estou de partida
Se és do cerrado Quanto mais amado O cerrado é admirado
Se és do cerrado Quanto mais amado O cerrado é admirado Se és sem moradia E vive em romaria O cerrado é ousadia E aqui tem poesia!
Maleta de viagem O poeta veio pro cerrado foi visto na meseta
Maleta de viagem O poeta veio pro cerrado foi visto na meseta em minas foi saudado nas mãos poemas e uma maleta
E desde então, sou cerrado Desde quanto cá vim sou árido, ressecado
E desde então, sou cerrado Desde quanto cá vim sou árido, ressecado Por servidão, assim cá estou, sou, até o fim...
Aqui jaz um poeta amotinador neste silêncio caneta
Aqui jaz um poeta amotinador neste silêncio caneta tua poesia maior mais secreta.
O cerrado Mais antigo que as eras Ficou todo enrugado
O cerrado Mais antigo que as eras Ficou todo enrugado O chão de quimeras Um poema encantado