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Frases de Lucas Strochinski

117 frases

⁠Falsa Epifania. Por vezes, apresentei o que outros desconheciam, Como um passe de mágica – logo me queriam.
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⁠Falsa Epifania. Por vezes, apresentei o que outros desconheciam, Como um passe de mágica – logo me queriam. Engraçado, para alguém que se achava um fracasso, Corações eu conseguia pescar, sem laço ou abraço. E não cito apenas um caso, mas tantos conhecidos, Quase todas as amizades surgiram em desvios, Como se, há anos, já soubéssemos nossos passos, Lá estávamos, narrando tragédias e embaraços. Superações, alegrias e tristezas ao acaso, Nos conhecíamos desde antes da criação dos astros. Engraçado, muito engraçado, como isso pode ser? Uma falsa epifania de um destino a se tecer.

⁠Intérprete… Entendo a fé, o valor da religião, Mas vejo sua forma rígida, como uma prisão.
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⁠Intérprete… Entendo a fé, o valor da religião, Mas vejo sua forma rígida, como uma prisão. Para muitos, é um pilar, algo seguro, Mas para mim, apenas uma dúvida em divisão. Não digo que estou certo, Mas compartilho perguntas sem medo, Pois há mais na vida do que o temor do inferno, É preciso olhar além, do infermo, para entender, o'que busco dizer!

⁠Reflexo do Divino. Na trilha da vida, onde fé e razão se enlaçam, O inventor caminha, entre dúvidas que abraçam.
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⁠Reflexo do Divino. Na trilha da vida, onde fé e razão se enlaçam, O inventor caminha, entre dúvidas que abraçam. "De onde viemos?", ele insiste em saber, Entre estrelas e livros, tenta entender. Não há verdades, só suposições, História reescrita em guerras e imposições. Se somos imagem de um Deus perfeito, Por que no espelho há tanto defeito? Do Big Bang à criação, vê a evolução, Como um inventor que refina a invenção. No medo do novo, quantos sonhos negados, Quantos saberes foram calados? Na diversidade, encontra sentido, Nem fé, nem ciência, estão perdidos. Segue, inquieto, sem se prender, Pois no questionar, aprende a crescer.

⁠Repetição. Se do passado, no futuro, eu começar a falar, E se no futuro eu falar do passado,
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⁠Repetição. Se do passado, no futuro, eu começar a falar, E se no futuro eu falar do passado, Não me julgue, nem me faça calar, Estou apenas revendo meu caminho traçado. Pode ser que me ouça dizer, "Na minha época, não era assim." Mas a verdade, se você bem ver, É que sempre foi, do começo ao fim. Os hábitos mudaram, a tecnologia cresceu, Mas no fundo, o que mudou foi a fantasia, De uma história que sempre se repetiu, E que de tempos em tempos, renasceu. Há poucos anos, ouvi dizer: "No meu tempo, todo mundo lia." Hoje ouço alguém dizer, "No meu tempo, só se assistia." A vida é assim, de mudança em mudança, E o ciclo se renova a cada geração. Mas, no final, a mesma fala alcança Quem conta sua história com dedicação. E, quem sabe, um dia você será, O senhorzinho que não para de falar. Então, pense bem antes de criticar, Pois o tempo transforma o que nos faz lembrar.

⁠Cabelos Curtos. Ó menina, de olhar castanho e fios ao vento, Foste um desejo, um silêncio em tormento.
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⁠Cabelos Curtos. Ó menina, de olhar castanho e fios ao vento, Foste um desejo, um silêncio em tormento. Quis-te além da razão, do que pude entender, Um amor que queimava sem me aquecer. Perdi-me em um sonho que só eu criei, Num mar de ilusões, sem porto, ancorei. Insisti no vazio, sem nada alcançar, Até que soltar-te fez-me encontrar. Na tua rejeição, renasceu meu valor, Na tua ausência, enxerguei minha dor. Hoje, sem mágoa, só gratidão, Foi teu "não" que me deu direção.

⁠Título: Tipos e seus tipos. Tipo eu seja veneno, Tipo eu também cure sendo.
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⁠Título: Tipos e seus tipos. Tipo eu seja veneno, Tipo eu também cure sendo. Tipo eu seja água, Ainda de que tipo não entendo. Tipo a curiosidade em forma de peça, Tipo um oceano em verão de pesca, Tipo o semáforo cheio lá fora, Talvez um carro à minha espera. Tipo palavras sem nexo, Tipo agora que escrevo nesse verso, Tipo eu, engraçado, Por fim, a mentira que impera em mim. Um abraço do tipo talvez, que se vai entre meus braços.

⁠O Papel da Religião. A fé nos faz bons ou é a vida que ensina? Moral se constrói ou já nos domina?
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⁠O Papel da Religião. A fé nos faz bons ou é a vida que ensina? Moral se constrói ou já nos domina? Se entre lobos estou, serei como eles? Ou a bondade reflete quem nos cerca e vemos? A religião molda, mas não nos define, Pois até nos templos, o erro persiste. O passado avisa, a tradição nem sempre é razão, É preciso olhar além da ilusão.

⁠Título: Amores Perdidos Não existem amores que acabam, todos mudam, mas não somem.
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⁠Título: Amores Perdidos Não existem amores que acabam, todos mudam, mas não somem. Ganham novas formas, outros nomes alguns se tornam o que não se come, outros, o que apenas se consome. A raiva, às vezes, os faz detestáveis, com aqueles pedidos que não voltem. Mas os não concluídos permanecem presos, nas correntes dos nossos sonhos, memórias e do nosso lost.

⁠Título: Amigos? Ainda somos amigos? Você me fez essa pergunta...
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⁠Título: Amigos? Ainda somos amigos? Você me fez essa pergunta... me estendeu as mãos... com um leve sorriso. Eu, como se o mundo... ali tivesse acabado... falei com os olhos dispersos... com a alma em pedaços. Como ser amigos? Se por ti... daria minha vida... até pessoas mataria... como eu poderia? Ter-te por perto... sem tocar... sem beijar... sem amar… Como poderia? Ver você com outro... apaixonada... boba... entregue… Falando sobre o novo... imaginando o futuro... o beijando... de novo. E eu? Preso ao passado, tentando fingir... tentando aceitar... tentando não sentir. Mas dói. E não quero mais. Te estendo as mãos, mas não para amizade. Apenas para o tchau, para o adeus até nunca mais!

⁠Título: Perfume. Recentemente senti um perfume que me lembrou o seu, aquele doce que impregnava até no breu,
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⁠Título: Perfume. Recentemente senti um perfume que me lembrou o seu, aquele doce que impregnava até no breu, mas acalmava minha alma, pois lembrava que eu era teu, e você não tem ideia do quanto isso me entristeceu. Achava que a teria até os dias e noites de morfeu, e a abraçaria igual às âncoras da prisão de Perseu, talvez até escreveria um conto dedicado, só teu, para que no futuro o filho meu a desejasse como eu!

⁠Contraditório. Contraditório, sim, pois creio em um Deus, Mas dúvido que o homem, em sua ambição,
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⁠Contraditório. Contraditório, sim, pois creio em um Deus, Mas dúvido que o homem, em sua ambição, Compreenda o mistério que há nos céus, Ou toque o divino em sua criação. Vejo Deus como um grande inventor, Que em seus planos o cosmos expandiu, Aperfeiçoa o que antes falhou, E a cada erro, algo novo saltou. Assim se moldam as formas de vida, Na história do mundo, as espécies crescem. E quando a falha parece incontida, Um buraco negro ou meteoro descem.

⁠Título: Olimpo. poisé, você pediu e algo nasceu,
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⁠Título: Olimpo. poisé, você pediu e algo nasceu, grande presente, né Perseu. não estou no Olimpo, mas me sinto filho de Zeus, não sou forte como Hércules, mas sou esperto como Hermes. Abençoado por Apolo, sempre criando um novo dolo, não sou ingênuo como Sansão, por isso ainda estou são. não sou guerreiro como Atenas mas luto pelas minhas cenas. não sou grego como vocês, mas sigo forjando meu próprio ser.

Preciso Ser. É preciso ser criança, aquela que não perdia a dança,
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Preciso Ser. É preciso ser criança, aquela que não perdia a dança, brincava até aprender a sambá e descansava apenas pra recomeçar. É preciso ser criança, sem medo do erro, buscando sempre, um novo acerto. Não digo para Peter Pan ser, mas há momentos, em que jovem e adulto devem aparecer. Pois para aprender, é preciso criança ser.

⁠Versos sem aviso. não sei, como falei, busco só fazer no momento,
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⁠Versos sem aviso. não sei, como falei, busco só fazer no momento, igual á pouco, palavras ao vento, eu diria que é só uma bagunça, porém não lamento. uma tentativa de algo maior, uma rima que saiu no improviso e palavras que vieram sem aviso. igual minha mente criada sem pedido. loucura e caos, sentido e abrigo, isso tudo, junto comigo, pode parecer confuso, mas eu lhe digo, tem quem tudo goste, e esse eu não sigo.

Título: Entre Marés. Já amei tantas, em marés de emoção, Cada uma com sua marca, sua lição.
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Título: Entre Marés. Já amei tantas, em marés de emoção, Cada uma com sua marca, sua lição. Mas quem no meu peito fez morada? Na caminhada do amor, me perco na estrada. Se o passado bater, sutil na minha porta, Que o agora me ancore, e o presente me conforte. Não deixar o hoje fugir, e no jardim de novos sentimentos Devo deixar a vida florir. Quem dessas almas, na minha vida tocou? Se o futuro as trouxer, em que rua eu vou? Na balança do amor, quem mais vai pesar? Nessa jornada do coração, como vou amar? Se todas têm valor, como escolher sem dor? Amá-las sem desespero, no peito esse calor. E se voltarem, em novo enlace a me encontrar, Dividido entre um novo amor, como vou lidar? Qual caminho seguir, qual destino abraçar? Entre amores e tempos, a vida a chamar. A resposta no sopro do coração devo escutar. Entre marés de amor, eu navego sem parar, Escolhas do coração, onde vou ancorar? No presente, eu vivo, no passado, eu aprendo, Amar quem está comigo, é o que devo fixar.

⁠Teoria. A vida é uma bifurcação sem fim, Cada caminho leva a outro.
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⁠Teoria. A vida é uma bifurcação sem fim, Cada caminho leva a outro. Quando chegares a algum destino, Não pare, Comece de novo. Aproveite o caminho, Não há pressa. Cada passo te leva a algo nessa peça. O futuro se alinha ao presente, Não o espere chegar, Viva enquanto caminha. E, quando menos esperar, Uma nova bifurcação vai formar, E só você poderá falar Se continuará ou se contentará.

⁠Velhas Moradas. Casas por onde passei, Nem pensei em vocês, nem vou pensar,
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⁠Velhas Moradas. Casas por onde passei, Nem pensei em vocês, nem vou pensar, É estranho, não me prendo a lugar, Minhas saudades são de gente, Não de parede ou de lar. Uma morada, pra mim, É onde eu puder ficar, Seja toca ou seja castelo, Tanto faz, o tempo vai levar. As pessoas, eu sei, vão também, Mas que saudade, ah, isso vem. De cada cidade e casa em que morei, Cada canto com sua graça, Teve dia que o peixe veio, E não foi no balde, foi na raça. E cada perrengue que enfrentei, Pra ser sincero, mais ri do que chorei. Casa molhada de chuva, Parede caindo aos pedaços, E as portas de vidro, malditas, Nariz sempre arrebentado. Amigos que levei comigo, Jogando bola ou conversa fora, Tempo bão, tempo que passa, Se eu pudesse, eu tatuava, Bem no peito, bem na alma, Bem na raça.

⁠Racional Demais. Lógico demais para o sentimental, Ilógico demais para a ação.
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⁠Racional Demais. Lógico demais para o sentimental, Ilógico demais para a ação. Tento, entre os dois, uma linha laçar, Mas percebo que não sigo o coração. Incapaz de seguir seu comando, Fiel demais às torturas que emano. Consciente demais sobre minhas falhas, Ignorante demais para corrigi-las. O que devo fazer? A resposta eu sei, e já falei. Falta força, coragem e uma direção, Para seguir o que grita na pulsação.

⁠Título: Paralelos. Hoje senti um frescor no vento, doce e forte como um juramento.
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⁠Título: Paralelos. Hoje senti um frescor no vento, doce e forte como um juramento. Invadiu a pele, feriu o peito, trouxe um nome que já era segredo. Ela dançou entre as ruas vazias, pintou sua voz nas lembranças frias. E eu, sem querer, fechei os olhos, como se o tempo voltasse ao relógio. Achei que a teria até os dias meus, mas sonhos se dissolvem no azul do breu. Escreveria seu nome em versos eternos, mas certos amores são só universos paralelos.

⁠Título: Soprou. O vento soprou um cheiro seu, doce veneno que me prendeu.
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⁠Título: Soprou. O vento soprou um cheiro seu, doce veneno que me prendeu. Fechei os olhos, senti no peito, como se a vontade voltasse ao leito. Lembranças dançam, tocam meu rosto, ecoam promessas de um velho agosto. O coração sussurra baixinho: "Será que esse perfume era um aviso?" Achei que a vida era feita a dois, mas certos amores se vão depois. Pintaria seu nome em cada estrela, Mas me perco no cantar da sereia.

⁠Chapeleiro Loko. No sorriso da mente, os cabelos grisalhos no pente.
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⁠Chapeleiro Loko. No sorriso da mente, os cabelos grisalhos no pente. Estou envelhecendo e me preocupo seriamente, talvez esteja adiando o presente, e enfim, esteja inconsciente. No escuro da mente, com pensamentos inconsequentes, um turbilhão conivente, me visto de gente, acho eloquente, talvez esteja doente. É péssimo estar assim, me perdendo no consciente, um tubarão nada ferozmente, Estou esgotado seriamente. Uma pausa para o chá, para enfim encontrar o tal paraíso que me fizeram acreditar. Mas o chá queima os lábios, entorpece os sentidos, é doce na promessa e amargo nos pedidos. Entre goles de ilusão e realidade, me pergunto se, ao final do chá, há mesmo liberdade ou só mais uma xícara de ansiedade.

⁠O Palhaço. Era dia de festa, o sol a brilhar, Eu e meu pai prontos para animar,
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⁠O Palhaço. Era dia de festa, o sol a brilhar, Eu e meu pai prontos para animar, De palhaço me vesti, todo empolgado, Macacão branco, bolhas roxas, engraçado. O calor subia, o suor escorria, Eu passava, a criançada aplaudia. Mas aos poucos, algo estranho eu senti, Minha vista ficou preta, e eu só caí. No meio da festa, lá no chão parei, O palhaço que ia, agora apagado fiquei. Gente correndo, tentando me ajudar, O palhaço que ia festejar, teve que descansar.