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Frases de Lucas Strochinski

117 frases

⁠Título: Assim me dizia. No baú das lembranças, um dia encontrei A menina que um dia me amou, eu sei.
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⁠Título: Assim me dizia. No baú das lembranças, um dia encontrei A menina que um dia me amou, eu sei. Me chamava de algo, doce e engraçado, Mas o nome exato? Ah, tá complicado! Rebusquei memórias, fui longe buscar, Naquele tempo bom de escola e olhar. Não era "querido", nem "meu bem amado", Era algo estranho, mas tão bem falado! "Ah, Estrupício!", assim me dizia, Com riso no rosto, cheia de alegria. E eu, desastrado, mas cheio de afeto, Fiquei com o nome... e com o amor quieto.

⁠Título: Escrevi à mão. A menina mais linda, o olhar encantado, Mas meu coração? Andava parado.
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⁠Título: Escrevi à mão. A menina mais linda, o olhar encantado, Mas meu coração? Andava parado. Até que um dia, sem me segurar, Falei pro amigo: "A olho sem parar..." Ele riu na hora, nem quis escutar: "Isso é paixão, não dá pra negar!" "Que nada, rapaz! Deixa de inventar!" Mas ele insistiu, rindo sem dó, "Se gosta, confessa! Não seja um bocó!" Coragem? Passei bem longe então... Só me restou escrever à mão. "Serás minha? Sim ou não?" Dobrei o papel, tentei disfarçar, Deixei na mesa, saí sem olhar. Mas quando vi, lá estava o "sim", O mundo girou, quase teve um fim! Fiquei tão bobo, nem sei explicar, Só quis gritar e sair pra dançar! E hoje eu rio, lembrando então, Da minha primeira grande lição: Que às vezes o medo atrasa a paixão, Mas tudo se resolve num bilhete à mão!

⁠Título: Felicidade Verdadeira. Triste por fora, feliz por dentro.
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⁠Título: Felicidade Verdadeira. Triste por fora, feliz por dentro. Enganando todos, a todos momentos. Pois felicidade é melhor vivida, do que aparentada, falsificada ou ilusionada. Para viver e amar não precisa de fotos na internet, apenas um coração, grudado igual chiclete. Uma boa companhia, uma pessoa completa, só sua, de mais ninguém. Guardada apenas no momento, para relembrar quando se veem.

Título: Estrupício. Revirei memórias, fucei no passado, Lembrei de um amor... meio atrapalhado.
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Título: Estrupício. Revirei memórias, fucei no passado, Lembrei de um amor... meio atrapalhado. Na escola, inocente, bobo e sonhador, Mas já carregava o dom do pavor. Ela me olhava com brilho no olhar, E um belo apelido vinha me dar. "Meu anjo", "meu doce", seria? Quem disse! Com todo carinho, me chamou de Estrupício. Que sorte a minha, um nome de classe, Soava elegante... mas só na audácia. E eu, orgulhoso, sorria safado, Mal sabia que era um xingado disfarçado. E assim se passou meu primeiro carinho, Com tapas, insultos e um certo jeitinho. Se amor é isso, estranho que sou, Talvez Estrupício... seja quem amou!

Reanimei sem querer (e agora, faz o quê?) Lendo um poema antigo, olha só no que deu...
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Reanimei sem querer (e agora, faz o quê?) Lendo um poema antigo, olha só no que deu... Reacendi uma chama, que nem sabia que era meu! Vi sua foto outro dia, deu até um arrepio... Tá mais linda que antes, e eu aqui... meio vazio. Ôôôô, e agora, faz o quê? Se meu coração danado só pensa em você? Ôôôô, o tempo foi, mas não levou... Aquele moleque bobo que te amou! Me diz, ainda dá risada do jeito que eu falava? Ainda vira o rosto quando alguém te elogiava? Se eu te puxasse pra dança, será que ia lembrar? Ou será que dois passos já iam te tropeçar? Ôôôô, e agora, faz o quê? Se meu coração danado só pensa em você? Ôôôô, o tempo foi, mas não levou... Aquele moleque bobo que te amou! Se quiser me chamar, tô por aqui, sem pressa... Mas se for me chamar, chama logo... antes que eu peça!

⁠Título: Os Loucos Guiam os Cegos. Penso que sigo — ou me conduzem? Se pregaram em mim o que penso,
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⁠Título: Os Loucos Guiam os Cegos. Penso que sigo — ou me conduzem? Se pregaram em mim o que penso, desde pequeno, o que, de fato, é preciso? O que é meu conhecimento? Se os loucos nos guiam, o que é são num mundo de cegos? E o meio-termo, onde fica neste tempo moderno? Sou conduzido ou condenado? Se tenho um olho, sou visão ou sou alvo? Como posso confiar? Em quem posso confiar? Se quem comanda nem palavras brandas consegue interpretar? Se o país está assim, a culpa é minha ou de outro alguém? Sou responsável ou condenável pelas línguas dos loucos que vêm?

⁠Título: Rei dos Afetos Imaginários. O homem preso no impossível, Refém do que já não volta.
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⁠Título: Rei dos Afetos Imaginários. O homem preso no impossível, Refém do que já não volta. Vive revendo o passado, Cego ao tempo que revolta. Prisioneiro de um ciclo sem corda, Não pode voltar, nem o fim mudar. Apenas imagina o improvável, Vendo o que nunca há de passar. Rei dos afetos sem matéria, Monarca de sombras e ilusões. Um reino vasto e intocável, Erguido em frágeis emoções. Sabe que nada é real, Mas sente como se fosse. Vive entre o sonho e o abismo, Onde o tempo nunca trouxe. Se é mentira, por que machuca? Se é ilusão, por que é tão frio? Se o toque nunca existiu, Por que ainda arrepia o vazio? Cada lembrança não vivida, Cada amor que não se fez, Cada rosto nunca visto, Ecoando outra vez. No trono de dores invisíveis, Comanda espectros do que não foi. Se tudo é nada, por que existe? Se existe, por que não foi? Mas um rei não pode abdicar, Nem fugir do que governa. Seu castelo é um labirinto, Sua coroa, uma cela.

⁠Rei dos Afetos Imaginários O homem preso no impossível, Refém do que já não volta.
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⁠Rei dos Afetos Imaginários O homem preso no impossível, Refém do que já não volta. Vive revendo o passado, Cego ao tempo que revolta. Prisioneiro de um ciclo sem corda, Não pode voltar, nem o fim mudar. Apenas imagina o improvável, Vendo o que nunca há de passar. Rei dos afetos sem matéria, Sabe que nada é real, Mas sente—e isso dói na pele, Que coisa sobrenatural. Como é possível sofrer sem ter tido? Como se apaga o que não existiu? Se a dor não tem corpo nem nome, Por que fere como quem partiu? Reino de sombras e ecos vazios, Onde o irreal se impõe como lei. Se tudo é mentira, por que persiste? Se nada existiu, por que eu sei?

⁠Título: Atrelei a ela. Os meus gostos, atrelei a ela, mas quando o ódio veio, não pude mais usá-los.
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⁠Título: Atrelei a ela. Os meus gostos, atrelei a ela, mas quando o ódio veio, não pude mais usá-los. Cada um trazia uma memória, seria como reviver algo já enterrado. Ao usá-los, era como cavar o que já não falávamos, ressuscitando algo que nem sequer buscávamos. Reanimando amores que já estavam apagados, o melhor seria esquecer do passado.

⁠Título: Ativar o Instinto. Não é ilustrar o que quero aqui, quero plantar sementes
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⁠Título: Ativar o Instinto. Não é ilustrar o que quero aqui, quero plantar sementes para um dia florir. Mais perguntas, poucas ideias, mais dúvidas, menos colmeias. Quero ativar o instinto, alertar o indivíduo. Aceitar não é pensar, e não minto. Necessário seria criticar e ousar, não bater e silenciar. Sem esse falso jogo de moral, onde o que buscam é desleal, e as mentiras são sempre real.

Vestígios dos Lençóis Meu riso está tão triste... Procuro suas mãos
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Vestígios dos Lençóis Meu riso está tão triste... Procuro suas mãos no breu da noite, na escuridão do colchão. Tateio e tateio... Não sinto nada, apenas a fronha, onde um dia te tive e desejava. Te amava... e amava. Nosso suor, pela cama, sempre lá estava. Escorria... Pelo seu corpo, nosso amor líquido ficava. Nossos receptáculos, repletos de calor, reluziam um brilho jamais esperado. Era o amor de nossos corpos, em memórias, eternizado...

⁠Título: Proibido. Sabe o desejo que aquece o peito, chama que arde sem ter jeito?
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⁠Título: Proibido. Sabe o desejo que aquece o peito, chama que arde sem ter jeito? Te vejo dançando, me perco no tempo, um passo, um giro… suspiro no vento. Sorriso cortante, feito navalha, olhos que encantam, sem dizer nada. Musa esculpida em mármore quente, deusa que passa e bagunça a mente. Até as estrelas invejam seu brilho, até o universo lhe escreve um trilho. Se passa por mim, eu já sei o perigo: cobiça, loucura, desejo proibido.

⁠ Homem tolo. Eu, que estive a divagar,
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⁠ Homem tolo. Eu, que estive a divagar, Pelos rumos da vida a trilhar, Procurei uma costa para parar, De todas as mulheres e portos, nenhum consegui ficar. Ó vida, de ti até hoje só amei o conhecimento, Em noites de sábado, me atormento. Homem tolo e imaturo que sou, Mas que em ti, uma ilusão criou. De maduro e sábio, talvez foi isso que encontrou, Uma ilusão em sua mente o colocou. Pelas jornadas e tempestades, eu naveguei, Em busca de portos seguros, eu sonhei. Mas aqui estou, ainda a boiar, Com mais perguntas do que respostas a encontrar. Neste mar vasto da existência, a procurar, Um lugar para finalmente ancorar.

Título: Bela. Bela de final da tarde, Ilusão que invade.
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Título: Bela. Bela de final da tarde, Ilusão que invade. Foi à primeira vista, Roubou meu coração. Deveria ser crime: Beleza sem filtro, Palavras com brilho, Pretensão sem pretensão. Cabelos curtos, iguais aos meus, Destaque, sem vontade. Parece até filha de Zeus. Brincou, me descartou... No fim, tudo acabou. Adeus.

⁠Ruas Caminhadas. Dez anos se passaram desde que deixei a cidade, Recentemente, voltei pra lá, meio por saudade.
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⁠Ruas Caminhadas. Dez anos se passaram desde que deixei a cidade, Recentemente, voltei pra lá, meio por saudade. Poucas mudanças, quase nada alterado, É até engraçado, parece que o tempo ali foi parado. Em uma década, só o mato foi aparado. Andando por ruas onde, quando criança, corria, De bicicleta, subia e descia sem ter medo do dia, Percebi que cresci, mais alto fiquei, O que era gigante, agora, miniatura enxerguei. Por cada esquina e praça, um eu antigo eu via, Uma fagulha do que fui, que hoje em mim renascia. O filósofo, o questionador, o inventor esquecido, O artista enterrado, que eu mesmo tinha reprimido. É triste e feliz ao mesmo tempo esse reencontro, Essa dualidade que me deixa viver sem confronto, Revisitando o passado e o que nele deixei, Descobrindo, de novo, os pedaços de quem sou e serei.

⁠Título: Lamúrias Rastejantes. Se algum dia, moça, estiveres a ver esse conjunto de letras E nesses versos você ler, saiba que eu te amei, amei sem querer,
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⁠Título: Lamúrias Rastejantes. Se algum dia, moça, estiveres a ver esse conjunto de letras E nesses versos você ler, saiba que eu te amei, amei sem querer, Magoado, amedrontado, perdido em meu próprio ser. Lhe escrevo para dizer que amei, amei, mas amei sem querer. Em devaneios me perco, e quando menos percebo é você que vejo. Oh, como é incompreensível essa sensação, Eu que já achava estar são, Em lamúrias rastejo, Dias de completo amargor, ao qual me entreguei à dor. Coração fraco, ao qual pensei ter blindado, vejo que uma falha Você a de encontrado, como conseguiste? Adentrar sem nem saber por qual caminho percorrer. Oh, coração fraco, se você se projetasse em ser, Eu lhe espancaria ao ponto de desaparecer.

⁠Olha o chá… Olha o chá, chá, chá… Olha o chá, chá, chá…
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⁠Olha o chá… Olha o chá, chá, chá… Olha o chá, chá, chá… não sei como parar Olha o chá, chá, chá… Olha o chá, chá, chá… vou ter que me encontrar Olha o chá, chá, chá… Olha o chá, chá, chá… cadê o bule de chá? a lebre não sabe, mas, já foi busca! Olha o chá, chá, chá… Olha o chá, chá, chá… ele é louco, assim como eu! Olha o chá, chá, chá… Olha o chá, chá, chá… isso não vai acabá…

⁠Título: O Vazio que Ecoa. Ouço ecos em meu peito, não de vozes, mas do nada.
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⁠Título: O Vazio que Ecoa. Ouço ecos em meu peito, não de vozes, mas do nada. Silêncio que pesa, um grito contido na madrugada. Preenchi-me de ausências, fiz do espaço meu abrigo. Mas até o vazio tem peso, e agora o carrego comigo. Se há algo que se acumula, não é presença, mas ausência. E quanto mais tempo passa, mais forte a sua sentença.

⁠Promessa ao Futuro Amor. À sombra do ontem, sob a luz do agora, Escrevo-te, enquanto o coração ancora.
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⁠Promessa ao Futuro Amor. À sombra do ontem, sob a luz do agora, Escrevo-te, enquanto o coração ancora. Por amores que vieram, paixões que partiram, Peço que não temas as marcas que exibo. Cada queda, cada voo, traçou meu caminho, Forjou-me inteiro para estar em teu ninho. Se ecos do passado em mim ainda ecoam, Foram eles que aos teus braços me trouxeram à toa. Perdoa-me, amor, se em sombras me vês, Mas foi nelas que aprendi a te amar de vez. Pois o que sou é feito de erros e acertos, E é só por isso que em ti me completo. Não me olhes como mapa de perdas e dores, Mas como jardim, florido de amores. Se hoje te guardo, se hoje te espero, É porque só em ti, enfim, me entrego. Meu futuro amor, sem as rotas passadas, Talvez não soubesse as trilhas exatas. Mas se o destino nos faz convergir, Cada passo foi feito para em ti existir.

⁠Título: Brisa. No toque sutil do desejo aceso, sussurra um encanto, brisa de verão.
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⁠Título: Brisa. No toque sutil do desejo aceso, sussurra um encanto, brisa de verão. Curvas que dançam num verso indefeso, pintam a musa com pura sedução. Seu olhar, um farol em noite serena, desperta segredos em cada instante. O corpo, canção que se acena, um compasso de encanto vibrante. Entre rimas e suspiros se esconde a magia de um encanto sem medida. No toque e no som, a paixão responde, uma dança que celebra toda a vida.

⁠Democracia 2.0 Já se perguntou, com tanta tecnologia em ação, Por que o sistema continua o mesmo, sem evolução?
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⁠Democracia 2.0 Já se perguntou, com tanta tecnologia em ação, Por que o sistema continua o mesmo, sem evolução? Tão antiquado, tão mal, tão banal, Preso num passado que já parece surreal? Antes, elegíamos alguns para nos "representar," Porque não dava pra todos juntos votar. Mas, hoje, na palma da mão, estamos em qualquer lugar, Então, por que a política ainda não conseguiu mudar? Não precisamos mais de vampiros em terno e gravata, Sugando o sangue do povo, em cada votação ingrata. Podemos construir sistemas de decisão direta, Onde a população escolhe, sem essa jogada esperta. Representante? Coloco aspas sem hesitar, Porque de mim, esses aí não tem nada pra representar.

⁠Minhas Dúvidas. Entre deuses e mitos, começo a pensar: Será que há um só caminho a se acreditar?
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⁠Minhas Dúvidas. Entre deuses e mitos, começo a pensar: Será que há um só caminho a se acreditar? Ou na névoa das crenças se apaga a razão, E a verdade se perde na escuridão? Nas eras sombrias, saber foi calado, O que restou foi um eco distorcido e velado. A mente se fecha, mas a dúvida insiste, Pois quem não questiona, aos poucos desiste.

⁠Tempo de Verão. Eita, dia bão! Parece até verão. O calor do cão parece que me colocou no fogão.
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⁠Tempo de Verão. Eita, dia bão! Parece até verão. O calor do cão parece que me colocou no fogão. O sol de meio-dia, a noite de São João... Que tempo bão! Tempo de verão. Malucos de samba-canção, Cantores sem paixão, Amores de ilusão, Vidas sem padrão. Doutores de plantão, Loucura em ação, Sinhô me dá uma aspirina Pra acalmar meu coração.