Frase de Lucas Strochinski
Rei dos Afetos Imaginários O homem preso no impossível, Refém do que já não volta. Vive revendo o passado, Cego ao tempo que revolta. Prisioneiro de um ciclo sem corda, Não pode voltar, nem o fim mudar. Apenas imagina o improvável, Vendo o que nunca há de passar. Rei dos afetos sem matéria, Sabe que nada é real, Mas sente—e isso dói na pele, Que coisa sobrenatural. Como é possível sofrer sem ter tido? Como se apaga o que não existiu? Se a dor não tem corpo nem nome, Por que fere como quem partiu? Reino de sombras e ecos vazios, Onde o irreal se impõe como lei. Se tudo é mentira, por que persiste? Se nada existiu, por que eu sei?
No pensador.ai desde