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Frases de Lucas Carneiro de Oliveira

71 frases

E o sol nasceu de novo, em tantos outros lugares. Iluminou tantas paisagens,
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E o sol nasceu de novo, em tantos outros lugares. Iluminou tantas paisagens, tantos sorrisos, tantos olhares. E toda essa luz, toda essa energia do bem, a fez sorrir também. E o sol coitado, ficou assustado por ver algo tão radiante, algo que mais do que ele brilhasse, de um modo como nunca se viu. E, mesmo sem entender ao certo, deixou o orgulho de lado e se rendeu conformado. Que talvez não seria só dele essa função, de os rostos tirar da escuridão. E por seu sorriso deixou-se apaixonar. E, no fim das contas, por ela também sentiu-se iluminado, e como um bobo, sorriu despreocupado.

Sabe o que é mais gostoso do que um abraço? Esse simples pesar do meu corpo contra o teu. Sem carícias, sem afagos, só meu corpo pesando sobre o teu, enquanto esvazio de uma forma sutil e quase desapercebida o ar dos teus pulmões, inúteis por sinal, quando o que respiras sou eu,…
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Sabe o que é mais gostoso do que um abraço? Esse simples pesar do meu corpo contra o teu. Sem carícias, sem afagos, só meu corpo pesando sobre o teu, enquanto esvazio de uma forma sutil e quase desapercebida o ar dos teus pulmões, inúteis por sinal, quando o que respiras sou eu, não oxigênio. Só meu corpo pesando contra o teu e deixando a gravidade unir o que já não sabe mais ficar separado.

Precisava sentir teu cheiro, me cobrir com os véus que teu aroma desenhava no ar. E você sabe, uma boa bebida se degusta com todos os sentidos, com todos os costumes e (su)posições. Enquanto te sugava, teus olhos, sempre com olheiras, revezavam entre minha boca, minha roupa e meu…
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Precisava sentir teu cheiro, me cobrir com os véus que teu aroma desenhava no ar. E você sabe, uma boa bebida se degusta com todos os sentidos, com todos os costumes e (su)posições. Enquanto te sugava, teus olhos, sempre com olheiras, revezavam entre minha boca, minha roupa e meus discos do Frankie vallie. Nunca me enganara sobre eles. Dizia serem antiquados de mais ou cheios de mofo de mais, mas tua sobrancelha esquerda me dizia o contrário, conversávamos sempre. Com teus pés também, sempre inquietos, sempre atrasados. Teus pés a parte mais apaixonada do teu corpo. Enquanto me batia, me jogava as tralhas na cabeça e me jurava eternidades escondidas atrás de um sol e uma lua, ou de um sopro em teus seios, teus pés permaneciam sem dignidade alguma enroscados aos meus, como quem diz : tá cedo, vai não... Tão distantes da razão. Tão distantes da emoção. São só corpo. Mas a mente, mente. E mente antes de ser mente, é corpo. Voltemos a bebida antes que esfrie. A minha xícara, como já havia me habituado, sempre tão pouco cheia, tilintava no pires e vezemquando subia até a boca pra voltar do mesmo jeito. Sem beber nada. Nem cheirar. Nem soprar. Só ouvir, aquele tilintar de olhos fechados sentindo a xícara febril esquentar meus dedos. E quando esquentava trocava de mão. E escutava o tilintar. E escutava seu pulmão controlando a respiração. Escutava tuas pálpebras abrindo e fechando, teus cabelos, aqueles da franja e os de trás da nuca suspirando com o toque da minha pele ouriçando tudo por onde passava. E levava então xícara a boca pra te deixar entrar, e descer, confortar e despertar todo o resto. E sentira que todo aquele amargo intrigante, que me lançava à realidade, já não estava mais lá. Em lugar algum. Nem no fim pensei, contrariando Newton, mas não. E eu te cuspi pra fora, pra longe, pro vento. Com toda aquela doçura remoendo em minha língua, toda aquela falta de você. Ela ainda persistia em te caçar em minha boca, ainda anseiava por você no meio daquele conto-de-fim-de-ano-qualquer. Quando notei que você continuara como sempre foi: Penetrante, quente. E nem poderia ser diferente. E continuava sim, me despertando. Todo esse açúcar era a minha boca, enjoativa. Causava náuseas. Mas você não, continuava amarga, encorpada, gostosa, e principalmente: Sem açúcar. Perfeita. E eu com a cara mais lavada do mundo te pedi: - Me serve mais uma xícara de você, por favor?

Você também sabia. Aliás, soube desde quando eu te disse. Lembro que, deu pra ver pela tua cara de espanto, pelo modo como teus olhos me engoliram, apesar do descansar sereno e quase indiferente de tuas sobrancelhas, que não era exatamente o que esperava ouvir. Mas não obstante,…
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Você também sabia. Aliás, soube desde quando eu te disse. Lembro que, deu pra ver pela tua cara de espanto, pelo modo como teus olhos me engoliram, apesar do descansar sereno e quase indiferente de tuas sobrancelhas, que não era exatamente o que esperava ouvir. Mas não obstante, sorriu. E como poderia esquecer? Se era como se o teu rosto se dividisse entre dia e noite. Luz e trevas. O olhar mais piedoso e o sorriso mais encorajador do mundo. Foi algo parecido com a sensação de quem pisa em uma escada rolante desligada. Eu era a sua escada naquele momento. Você se desequilibrou pra frente, segurou-se no ar e, mesmo assim, mesmo sendo nítido que a saliva na sua boca havia se tornado árida e teu ar rarefeito, continuou em mim. Andando. Já não posso mais dizer se pra cima ou pra baixo. E hoje, estamos aqui. Enrolados em lençóis que não são nossos, quebrando promessas que nunca existiram e nos perdendo em sonhos que você sabe, nunca serão realidade. É o que eu imagino que esteja fazendo, enquanto eu te olho dormir, sonhando. Á pouco tudo era mais fácil, menos consequente. Nos enrolávamos, nos afundando em nosso suor enquanto sua boca alimentava a minha, e meu cheiro te entorpecia. E era tudo mais fácil, ao que parece. Estou te olhando dormir sem roupa, enquanto me decido se, mais uma vez, simplesmente vou-me e, confirmo o que você sempre soube: Nunca serei seu. Na verdade de ninguém. Mas menos seu porque você, ao contrário de todos, me ama incondicionalmente. De um amor que me deixa de mãos atadas. Que não tenho como retribuir. Se eu cuspisse em tua cara, me olharia nos olhos e diria : "Eu te amo!". Ou se fico, e me conformo que talvez, pra você, somente me deixar ser amado já seja o suficiente.

E de todas as fortunas eu me faria livre se pudesse em teu olhar me sentir preso, e em teus braços encurralado. Fosse por uma só noite, em que tuas pernas se enroscariam as minhas, e as nossas aos meus trapos, fosse somente enquanto se fizesse ouvir um sussurro perdido jogado ao…
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E de todas as fortunas eu me faria livre se pudesse em teu olhar me sentir preso, e em teus braços encurralado. Fosse por uma só noite, em que tuas pernas se enroscariam as minhas, e as nossas aos meus trapos, fosse somente enquanto se fizesse ouvir um sussurro perdido jogado ao vento. Detalhes, que em nada importariam.

Homens que se propõem a passar frio, fome, medo e falta de ar, escalando montanhas gigantescas e geladas durante dias, semanas até meses. Muitas vezes perdem amigos durante essas jornadas, alimentam-se mal, perdem peso, perdem tempo. (Tempo não, horas). Tudo isso com o constante…
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Homens que se propõem a passar frio, fome, medo e falta de ar, escalando montanhas gigantescas e geladas durante dias, semanas até meses. Muitas vezes perdem amigos durante essas jornadas, alimentam-se mal, perdem peso, perdem tempo. (Tempo não, horas). Tudo isso com o constante pensamento de que tudo pode dar errado a qualquer momento... Aí eu te faço uma pergunta, a troco de quê? É uma ótima pergunta... Para alguns é praticamente impossível entender que, nem sempre, o troféu é o que importa, o prêmio, ou o desejo tão almejado que te faça cair em sua zona de conforto. Para alguns, na maioria das vezes, o que realmente importa é a conquista, ou o modo como foi conquistado. O caminho, o trajeto, o percurso. As dúvidas, os receios, os anseios, e finalmente as certezas. No final, que seja. Aquele frio na barriga que nos alerta sobre o risco, mas que ao mesmo tempo atiça nosso brio, dando pista de como saboroso pode ser escalar mais um objetivo. E se mais uma montanha for escalada? E se no topo houver sol, houver céu azul, houver tudo? E se não houver nada? Só gelo, frio e vazio? Não faz diferença. Existem outras montanhas a serem escaladas. Outros caminhos a serem percorridos, outros aprendizados, novos medos a serem enfrentados, novas conquistas. As escaladas sim nos ensinam. E antes de se acomodar no topo da sua montanha, pare pra pensar que ás vezes o finalmente. Ás vezes o finalengana. Ás vezes ainda não é o final. E ninguém aqui está falando de alpinistas, montanhas ou gelo. Isso é a vida.

"(...)E lhe deixava a própria cabeça aberta, disposta a novas idéias, novos entendimentos. Que se ramificavam e entrelaçavam-se até se romper. E cada vez que uma nova surgia, deixava a antiga pra trás, e assim suscedia-se. E também perdia-se. Como a quem subia então degraus, num…
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"(...)E lhe deixava a própria cabeça aberta, disposta a novas idéias, novos entendimentos. Que se ramificavam e entrelaçavam-se até se romper. E cada vez que uma nova surgia, deixava a antiga pra trás, e assim suscedia-se. E também perdia-se. Como a quem subia então degraus, num labirinto de escadas, que o deixavam cada vez mais no alto, e cada vez mais longe da realidade."

Você está em pé no metrô lotado. Uma pessoa quer passar, então você fica todo torto mas gentilmente cede a passagem. Porém pra sua surpresa ela não queria passar e sorrateiramente rouba o seu lugar e você fica se equilibrando que nem o michael jackson no smooth criminal só que co…
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Você está em pé no metrô lotado. Uma pessoa quer passar, então você fica todo torto mas gentilmente cede a passagem. Porém pra sua surpresa ela não queria passar e sorrateiramente rouba o seu lugar e você fica se equilibrando que nem o michael jackson no smooth criminal só que com um pé só e de costas."

Desperto quando sinto que meu corpo, sabe a hora que seu corpo vai tocar no meu me dizendo com seus gestos, sinais e restos, que se tornam, por se tratar do que ainda sobrou, do que ainda resistiu, você... verdadeiramente.
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Desperto quando sinto que meu corpo, sabe a hora que seu corpo vai tocar no meu me dizendo com seus gestos, sinais e restos, que se tornam, por se tratar do que ainda sobrou, do que ainda resistiu, você... verdadeiramente. Desperto quando no interior da madrugada, da minha madrugada, onde talvez eu já estivesse dormindo se não fosse a vontade de estar com você, me mantendo acordado... acordado e também disposto a entender que no oposto talvez esteja a perfeição. Não no oposto do que você se imagina, mas sim do que você é. Desperto só de olhar um raio de luz entrando pela fresta da cortina, esquentando o lugar onde você estava e esteve até imaginar que pensamentos bons não passam de amor...e vice-versa. Desperto ao acordar dentro do meu sonho, acreditando que ali minha imaginação me levaria a lugares inimagináveis, lugares extradiordinários, que eu sempre quis conhecer, desvendar, me extasiar... e acabo me surpreendendo novamente, desta vez comigo e com minhas vontades, acabo sentado, num banco de praça, conversando comigo mesmo, me indagando porque tantas vezes fui covarde, mas me parabenizando pelas tantas vezes que tive coragem, discutindo porque tantas vezes deixei a oportunidade passar, apesar de tantas outras que fiz ela acontecer, acabei dando risadas, daquelas de ficar com dor de barriga, ao ouvir novamente as piadas que um dia contei, e felicitando-me mais ainda porque alguém as havia entendido, desesperei-me ao re lembrar as aventuras que passei e os momentos que pensei que nada fosse dar certo, conversei debati, discuti idéias de muitos outros assuntos, mas uma questão nem eu mesmo pude me responder: porque eu deixei você ir embora? Desperto ao sentir você me passar a mão entre os cabelos e me beijar, me dando bom dia e dizendo que era um pesadelo, mas que você esteve ali o tempo todo. Desperto ao saber que você, com seu jeito de princesa, que sempre sabe misturar perfeitamente o querer com o desejo de fazer, vai estar ali, pra mim, sempre que eu acordar. Nem sempre agente esquece dos sonhos ... ;)

"Fui dar um rolê em um parque na hora do almoço, procurei uma grama bem confortável e deitei pra dar aquela pensada na vida e relaxar. Alguns segundos depois me chega um guardinha ofegante de bicicleta: "Ei senhor, senhor! Não pode deitar" Perguntei: "Ahh ta, não pode deitar aqui…
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"Fui dar um rolê em um parque na hora do almoço, procurei uma grama bem confortável e deitei pra dar aquela pensada na vida e relaxar. Alguns segundos depois me chega um guardinha ofegante de bicicleta: "Ei senhor, senhor! Não pode deitar" Perguntei: "Ahh ta, não pode deitar aqui... nesse lugar?" "Na verdade não pode deitar em lugar nenhum dentro desse parque, só sentar... deitar é proibido!" Até pensei em perguntar o porque, mas desisti. Levantei e caí fora. Proibido... Deveria ser proibido eu ouvir uma babaquisse dessa."

"Naquele dia cumpri rigorosamente o protocolo de um estagiário. Sorrisos pra cá, bom dia pra lá, cafézinho daqui, um "precisa de alguma coisa senhor?" acolá, e ao final do expediente completei o primeiro dia de serviço e fui embora com uma sensação melhor do que ser um inútil que…
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"Naquele dia cumpri rigorosamente o protocolo de um estagiário. Sorrisos pra cá, bom dia pra lá, cafézinho daqui, um "precisa de alguma coisa senhor?" acolá, e ao final do expediente completei o primeiro dia de serviço e fui embora com uma sensação melhor do que ser um inútil que é mal remunerado, a sensação de ser um inútil NÃO remunerado. Sim, eu tinha caído na conversa de que estava sendo pago com conhecimento. Mas eu não pensava assim reclamando da vida, e sim pelo lado engraçado. A vida é cômica se parar pra pensar. E cá entre nós, dá pra se rir de tudo, tudo mesmo. Mais tarde eu ia perceber que a vida é repleta de "estágios não-remunerados", só que com nomes diferentes. Assim que descia do ônibus, eu desembarcava no ponto em frente a uma padaria em que costumeiramente eu parava pra comprar algumas carolinas, no fundo eu acho que existia algum espírito de gordo guloso dentro de mim. A balconista dessa padaria era uma mistura mal misturada de gordinha sexy com gostosa não-sexy, se é que dá pra entender isso. De toquinha branca ela me servia os dois pães, sempre dos mais branquinhos, a gosto do cliente. E nossa conversa se resumia em "Bom dia" e "obrigado", tudo bem, eu nunca ia querer pegar ela mesmo."

"Restart está para o rock como cone crew está para o rap como the walking dead está para as séries como aba reta está para a moda como naldo está para água de coco como academia está para o verão como a carpa está para a tatuagem como o absurda está para os óculos como como a fal…
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"Restart está para o rock como cone crew está para o rap como the walking dead está para as séries como aba reta está para a moda como naldo está para água de coco como academia está para o verão como a carpa está para a tatuagem como o absurda está para os óculos como como a falta de conteúdo está para o ser humano = modinha"

Estará o facebook colaborando para que cada vez mais pessoas tenham contato com a religiosidade, em suma mais importante do que a adoção e a crença em uma religião qualquer que seja, pelas diversas frases e pensamentos compartilhados a cada segundo, ou simplesmente tapando buraco…
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Estará o facebook colaborando para que cada vez mais pessoas tenham contato com a religiosidade, em suma mais importante do que a adoção e a crença em uma religião qualquer que seja, pelas diversas frases e pensamentos compartilhados a cada segundo, ou simplesmente tapando buracos de fraquezas de pessoas que ao invés de acreditarem que a solução parte de cada um, de dentro pra fora, o mais certo seja simplesmente confortar-se com a idéia de esperar que uma força divina resolva seus problemas?

"Corajoso não é aquele que tem a aitude de contestar os atos de um superior. Não é aquele que rema contra a maré visando seus ideias ou até mesmo aqueles que nunca se abatem diante das adversidades. Coragem, de fato, pode se atribuir ao homem que assume a autoria de um peido em m…
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"Corajoso não é aquele que tem a aitude de contestar os atos de um superior. Não é aquele que rema contra a maré visando seus ideias ou até mesmo aqueles que nunca se abatem diante das adversidades. Coragem, de fato, pode se atribuir ao homem que assume a autoria de um peido em meio a multidão"

"Entra e sobe que a porta tá aberta. So que não vem de mansinho, não. Quero ouvir o seu salto batendo no chão, o seu olho piscando e sua boca me chamando. Pode entrar, trancar e jogar a chave fora. Porque daqui voce só sai quando o dia clarear e o passado for agora. Tira sua roup…
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"Entra e sobe que a porta tá aberta. So que não vem de mansinho, não. Quero ouvir o seu salto batendo no chão, o seu olho piscando e sua boca me chamando. Pode entrar, trancar e jogar a chave fora. Porque daqui voce só sai quando o dia clarear e o passado for agora. Tira sua roupa, seus problemas, suas angústias e tudo mais que não serve pra nada. Joga eles alí, na lata do lixo. Você, pode se jogar em mim. Na minha cama, no meu sofá, na minha vida. Até transbordar. Sorri pra mim, mas só se você quiser. E eu sei que quer, sorriso verdadeiro a gente não só vê, sente. E assim eu te degusto, como uma taça de vinho em um fim de tarde de inverno, a meia luz. E então não é mais minha mão que enrola no seu cabelo, mas sim o caminho inverso. E ela faz dos meus lençois uma cortina de teatro, não aberta, mas sim fechada. Porque atrás das cortinas que as pessoas se revelam. É na cochia que as mascaras caem. É nessa hora que a sua maquiagem fica na sujeira do algodão. E as dores passadas também. E ela me pergunta então, Quem sou eu? E eu te respondo " Faz diferença?" Nomes são palavras. E palavras são dispensáveis quando os corpos se atraem, de um modo indomável, inevitável. Como os lados positivos e negativos de um imã. Como rios que desaguam em um oceano. Como... Eu e voce?

"Seus olhos sorriem pra mim. E os meus dão risada, ao te ver chegar. Sua boca me diz que não, seu corpo me seduz e ao mesmo tempo me confunde. Mas seus olhos, Ahh seus olhos. Meus eternos cúmplices. Esses sim nunca me enganaram. Nem sequer tentaram. Me dão muitas certezas e apena…
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"Seus olhos sorriem pra mim. E os meus dão risada, ao te ver chegar. Sua boca me diz que não, seu corpo me seduz e ao mesmo tempo me confunde. Mas seus olhos, Ahh seus olhos. Meus eternos cúmplices. Esses sim nunca me enganaram. Nem sequer tentaram. Me dão muitas certezas e apenas uma dúvida: Como podem ser tão pequenos e guardar uma imensidão?"