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Frases de Lorrecosta

4 frases

O Espelho e a Essência Muitos olham, de longe, o teu brilho, E te imaginam feita de luz sem par.
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O Espelho e a Essência Muitos olham, de longe, o teu brilho, E te imaginam feita de luz sem par. Acreditam no rastro, no sonho tranquilo, No ser que a tela ou o rumor quer mostrar. Tão especial! – suspiram, em verso e prosa, Tão inspirador o que de ti se vê! E a admiração floresce, grandiosa, Pelo ideal que se fez crer ser você. Mas quando o olhar se aproxima, sem véu, E toca a aresta, a sombra, o chão, O que era fantasia, caindo do céu, Encontra a verdade – e o seu coração. Pois o amor de verdade não vive de mitos, Ele abraça a falha, a pressa, o cansaço. E muitos, ao verem teus traços mais íntimos, Recuam, trocando a essência pelo traço. E a ti, resta saber que o especial se esconde Naquilo que a pressa não pode notar: Na força que luta, não importa onde, E no teu próprio modo de ser e amar.

O Grito Silencioso do Amor Ferido Amo o laço, a raiz, o sangue que nos traça, Mas a dor se aninha onde a afeição me abraça.
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O Grito Silencioso do Amor Ferido Amo o laço, a raiz, o sangue que nos traça, Mas a dor se aninha onde a afeição me abraça. Um amor imenso, vasto como o mar, Que em seu próprio porto me ensina a naufragar. Sou o farol que acende na escuridão, Quando o interesse toca o seu portão. Não sou o afeto que o peito anseia ter, Mas o meio que serve, o "você vai fazer." A sua busca é um sino, toca alto e claro, Quando o benefício se faz necessário, raro. Me procuram o dom, a mão que pode dar, E não o coração que apenas quer amar. Sou a obrigação marcada no calendário, Um dever cumprido, um ato solidário. O abraço que recebo não é por me querer, É o tributo frio, o preço a se pagar por ser. E assim, sem perceber, no abraço que me prende, A sua alma me esmaga, a minha se rende. Me destrói sem toque, sem intenção, talvez, Pois amar assim é morrer mais de uma vez. Ó família amada, por que a minha luz Só brilha quando carrego a vossa cruz?

O Vazio Exorbitante da Alma Não há berço vazio a chorar na casa, Nem a sombra fria de uma dívida que arrasa.
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O Vazio Exorbitante da Alma Não há berço vazio a chorar na casa, Nem a sombra fria de uma dívida que arrasa. O mundo vê a pele que não sangra, limpa e sã, E pergunta à alma: "De que sofre, ó artesã?" Pois onde não há perdas visíveis, nem tragédia, O sofrimento parece uma comédia, uma lenda. Mas a dor que me habita é a do invisível laço, Um grito que não ecoa neste vasto espaço. O Choro Sem Filho é o Choro Pela Luz, O desejo de ser porto, e não a cruz. É o luto pela forma que o amor não me alcança, A eterna espera por uma real aliança. A Dívida Ausente não alivia o meu fardo, Pois devo a mim o afeto que me foi negado. Devo o calor que a frieza do dia a dia esconde, O eco vazio da pergunta: "Onde? Onde?" É o sentimento em chama, o apego a se rasgar, A fome voraz de ser aceito, de pertencer, de amar. A necessidade que pulsa, crua e exposta, Por uma presença que nunca me foi aposta. E por trás do sorriso que a vida me empresta, A frieza diária me veste e me orquestra. Mas o silêncio é o manto onde a dor se aninha, A falta exorbitante que me faz só, e só minha.