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Frases de Loren Vencce

15 frases

O SUJEITO INDETERMINADO.. Há tantos que procuram O sujeito indeterminado
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O SUJEITO INDETERMINADO.. Há tantos que procuram O sujeito indeterminado Um sujeito descabido Pelas matas fugidio Pusilânime escorregadio Um sujeito que diz por medo Mas põe medo em dizer Nem existe esse sujeito Irão aos videntes recorrer Um sujeito deslocado Descolado e mal-amado Popularesco e moroso Que demora a responder Irão esperar o sujeito Que se ocultou pro predicado Na frase fez-se mal-educado Sumiu e não voltou Não voltou porque nunca veio O sujeito indeterminado É Sujeito Inexistente! - Loren Vencce

A BORBOLETA Uma borboleta bonita Parecia uma coruja
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A BORBOLETA Uma borboleta bonita Parecia uma coruja Pintada por artista Nas azas da figura . Vinha vinda da Atlântida Pousou naquele jardim Soube: era da criança Que passava o dia ali . O menino tinha uma vaca Ela pousou na Formosinha O menino tinha uma casa Ela entrou na casa vizinha . A borboleta não queria graça Com aquele pequeno fazendeiro O menino não recebeu congraça Ficou irritado, chorou no travesseiro - Loren Vencce

Cosmos Vamos apagar o caos das cidades E descobrir em que parte esse caos é nosso
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Cosmos Vamos apagar o caos das cidades E descobrir em que parte esse caos é nosso Vamos pôr o estresse na mala E andar armados de amor próprio … Se nós transformarmos nosso caos em cosmos Não aparecerá um arco-íris brilhante Nos saudando : Good Morning Welcome to Paradise … Não mandamos a chuva ou o Sol… Se nosso caos de cada dia for cosmos Será grande a alegria, colorido o mundo Mais vibrante que Passárgada ou El Dourado. … Vamos apagar o caos das cidades E descobrir em que parte esse caos é nosso Vamos sorrir quando nos negarem o riso E andar felizes por qualquer simples motivo … Não dá para controlar tudo, mas dá pra guardar o lixo no bolso Lixo da dor, amargura, estresse, (Não jogar na rua do âmbito virtual). … Mudar aos poucos a si. Mudar assim o mundo. Não dá pra acelerar, à controle, o trânsito, a vida. desligar o bebê que embira, na esquina Mas dá para ouvir música tranquila, suave, rilex. timbrada de alaúde, lira e uma voz dengosa … Mudar aos poucos a si. Mudar assim o mundo … Sonhar… De vez em quando, sonhar… deixar a mente sambar em sonhos etéreos Levar-se pelas belezas da paisagem rotineira De novo, se encantar, como se estivesse em Eros Paixão de primeira infância, por si mesmo, pela vida! … Vamos apagar o caos das cidades E descobrir em que parte esse caos é nosso Vamos nos permitir ser ósseos E chorar quando precisar, com sinceridade … Não dá pra fugir das estultice dos estressados, malucos, anormais Sentem tão normais, legítimos escondem em palavras lindas Destroem diversas almas, verdadeiros homicidas … [Mas dá para fazer terapia] … Não dá pra mudar os machos mal-educados Mas dá para lutar enquanto se pode e falar Com doçura, sem desgastar o salto de elegância … Porque guardar é caos Pôr pra fora cosmos

Os professores têm medo dos alunos, os funcionários da limpeza têm medo dos alunos. Até as tias do lanche têm medo dos alunos! É só ligar a tevê para o medo aparecer. Está estampado! Não sei se esse medo é correto, talvez seja preconceito, mas quem vai dizer o contrário se o medo…
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Os professores têm medo dos alunos, os funcionários da limpeza têm medo dos alunos. Até as tias do lanche têm medo dos alunos! É só ligar a tevê para o medo aparecer. Está estampado! Não sei se esse medo é correto, talvez seja preconceito, mas quem vai dizer o contrário se o medo é nosso almoço de todos os dias? É difícil para eu sair da zona de conforto e empreender amizade com pessoas muito exóticas, estou compelida no meu mundo e até não que me seja explicado os porquês não mudarei! Nem posso! Tenho medo! (MADALENA)

Reticentes -Dois pontos, travessão, Mas o silêncio era completo.
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Reticentes -Dois pontos, travessão, Mas o silêncio era completo. … -Dois pontos, travessão Apenas uma reticências … Se todos os magos, cartomantes Se todos os profetas e gênios Pudessem ouvir aquela profunda Pausa… Não saberiam o que passava Naqueles pequenos olhos … Só Deus poderia dar pistas Mas, Ele também não quis Guardou o profundo silêncio Sigiloso daqueles olhos … Daqueles que eram profundos Serenos… Moles… Lentos… Meigos… …. Escondiam um universo inteiro! Deixavam-nos navegar em dúvidas Com medos, receios… Mas… … Antes aquelas pausas profundas Que uma boca torta que fala besteiras … Antes um segredo bem guardado Que palavras lisonjeiras … Antes a morte da voz caduca Do que a vida da criança boba Loquaz, matraqueira … Antes a paz dos profundos Silêncios e reticências.

Namastê . Namastê,
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Namastê . Namastê, A quem roubou as flores do meu jardim e foi embora Namastê, A quem jogou lixo pelo quintal afora Namastê Quem deixou a casa desarrumada Namastê A quem pendurou roupas sujas em meu varal Namastê, Para quem matou meu “pomar, amor cantar” depois de usar, usar e usar Namastê e tchau. Namastê, Judas, amigo Judas Namastê em cada palavra arisca Namastê O coração de diamante não é riscado, mas risca Namastê Porque o Sol nasce para todos. Saúdo-os como Sol saúda a vida: Sorrindo. Sorrindo e dando tchau NAMASTÊ. Na boca: namastê e no coração: Até nunca mais ver, Mas sempre Namastê Fazer o bem e não o mal. Pagar com bem, o mal Mas, nunca ser pacóvia Nunca. Namastê, aloha.

A LINGUAGEM DO AMOR Que o amor seja doloso e não venal Que a musica embale a dançaria cabal
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A LINGUAGEM DO AMOR Que o amor seja doloso e não venal Que a musica embale a dançaria cabal Aumente paulatinamente o ritmo da valsa E vagarosamente vire tango frenético na graça Do olhar-flecha o qual atravessa o singelo som A gritaria dos motores lá fora não muda o tom Cortesia quando segura, aperta afofando e dura O tempo inteiro de um coma, segura, perdura... Volta quando a maior nota aguda recomeça. O ritmo esvoaçante, na melodia, ingressa O corpo manobra nas esquinas da música Cambaleia em pluma, na maior altura E cai em tesoura aberta, nos braços De quem já fez multifárias, esses passos Marcham no trote cavalo Marchador Firmam os passos sem mostrar qualquer dor O lastro do vestido sustenta o mármore de pernas O amor na música é, em suma, essa doce conversa Íntegros corpos e almas, hermeticamente, unidos Em uma uníssona nota, são de fora, confundidos Até quando desligarem, em incógnita, o som, Os acordes mentais repetirão o Pisom E multiplicará em afluentes herdeiros No vasto cristal de amor, o espelho De rios surgirá o Crescente Fértil As nuances do primeiro projétil. Num desequilíbrio de pernas Imprevisto na vontade eterna Corações voam às alturas Amor é tango, não luta.

Mas no fim do seu discurso eu comi aquele bombom com gosto e disse que nós mulheres não perdemos nosso valor quando engordamos, quando emagrecemos, quando erramos, quando somos estupradas, quando fotos íntimas são vazadas, quando usamos roupa longa ou minissaia, quando choramos o…
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Mas no fim do seu discurso eu comi aquele bombom com gosto e disse que nós mulheres não perdemos nosso valor quando engordamos, quando emagrecemos, quando erramos, quando somos estupradas, quando fotos íntimas são vazadas, quando usamos roupa longa ou minissaia, quando choramos ou sorrimos de mais. Não perdemos nosso valor nunca! (MADALENA)

MULHER SOFRIDA Ela é eclíptica Elíptica,
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MULHER SOFRIDA Ela é eclíptica Elíptica, Assíndeto fantástico No meio das frases No pé joanete viril Nos dedos pelos claros Nas mãos: safira delicada Joelhos, ainda, ralados Nas feições: alegria constante No coração: um grande calo Sorriso de ternura e simpatia Dureza dos chás de realidades . Já nem dói as saudades, Já não dói o vexame, Nem o balde d’água fria . A marca de desprezo… O descaso, rebeldia, Tentativas de sabotagens Com fins de nó no peito Mágoas, brigas, tortura… Nada dói como já doeu Tão pouco alegra muito o elogio Carrega a dor apenas De suportar nos ombros Seus sonhos profundos Calejou, amorteceu, Salinizou bastante a terra Ainda assim floresceu Para o algoz ela sorri Para o amor ela sorri Para o terror ela sorri Segue nesse deboche {sorriso Transbordando paz. . Qualquer drama, briga ou encrenca Agora são café ralo em xícara pequena Em uma dose se bebe Nem se sente o sabor O torpor do constante sofrimento A fez fugir para a Lua, Lá despertou a felicidade Cozinhou a garotinha crua Só precisava de um clique Estava dentro dela… Ninguém a rouba mais. Está bem mais esperta… Ela já viveu muitos invernos Sobreviverá a qualquer frio trépido. . Já enfrentou níveis de polimento Deixou o escarcéu por marolinha E choro pela morte da Bezerra Sou peito é escudo forte Sua mente fincou no que acredita Nenhuma arma de doces Muda as mais fortes certezas Ninguém a tira o amor Ninguém a tira o calor Ninguém a tira a delicadeza Mulher sofrida Pérola polida A sua alma brilha Em diamantes cintila.

Receidite Acredite em você Perceba-se andar
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Receidite Acredite em você Perceba-se andar Entrar, sair, falar Acredite que não é só um É “o”, “a”, com uma história De vários anos, várias vezes De onde, há quem te chame Pelo nome, não pelo CPF Acredite que existe amor Que existe paz, que existe fé Virtudes que valem mais Que o que se pode ter com mãos Com pés, com tato e vista Acredite no sexto sentido A esfera do sentir muito! Do sentir o outro, mesmo longe.

Voe! Com amor, Pedi a Deus
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Voe! Com amor, Pedi a Deus Pra te levar em paz E me trazer o meu eu De volta pra mim Com amor, Eu disse Adeus Entreguei a Deus Os caminhos seus Com amor, Prometi a mim Que seria assim Fechei a porta. Com amor, Escrevi o poema Para nenhum sussurro De contrário vir Voe, como pássarinho cego Que perdeu a rota Sem saber da partida Voe, como falcão rápido Cuja presa fácil está bem distante Voe depressa! Se não, voarei De receio já voei Mas, voe, não perca a vida.