Ética é um conjunto de regras para dizer que seu jeito não se enquadra no gosto da maioria.
Frases de Lina Marano
273 frases
A ética é antiética porque é imposta pelos mais fortes.
Perguntaram a um famoso poeta se ele não seria antiético por publicar os poemas dedicados a todas as ex-namoradas num mesmo livro. Ao que ele respondeu: É o mesmo livro, não a mesma cama!
Um agrado... e o grilo grudou na grama! Graciosamente, ela grampeou.
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Um agrado... e o grilo grudou na grama! Graciosamente, ela grampeou. Gritavam graças, grotescos ... Grogues, grunhiam gramáticos, grafando grosso e grande grotão. (Gradear)
Voava, Figura alada, Enamorada
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Voava, Figura alada, Enamorada De um anjo só. Atingiu-lhe, uma lufada, Numa geada! Amaldiçoada Caiu, num cafundó. Coitada! A aleijada Foi descartada, Até da dó! Mas levantou-se, numa virada Empunhando a espada. Sua gargalhada É seu marajó. Agora, anda armada, Dando tragada Em garrafada De timbó. (Quebrada, a asa) Dicionário Tupi Guarani Marajó - defesa Timbó - planta que produz suco com a propriedade de atordoar e matar os peixes, sem contudo ser nocivo a quem os come
Para tirar o bolor Nada como o reboliço De um bolero
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Para tirar o bolor Nada como o reboliço De um bolero Que bole o corpo, bole a alma E faz o amor Se aboletar na gente
Todo dia, quando o sol nasce É essa agonia, esse impasse! E não há jeito, nem disfarce,
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Todo dia, quando o sol nasce É essa agonia, esse impasse! E não há jeito, nem disfarce, É na poesia, o nosso enlace, Uma conversa de almas, face a face... Pois que nos salve ou nos desgrace! (Disse a Lua para o Sol)
Cada caco, Do sentimento velhaco, Tinha enfiado no saco,
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Cada caco, Do sentimento velhaco, Tinha enfiado no saco, Amarrado a boca c'um laço E enviado pro espaço, Pra dizer que esqueci! Oh amor, és ingrato, Mas meu céu é opaco; Me rendo ao cansaço, Estou só, no bagaço, Não há brilho sem ti! Toma de volta o meu braço, No aconchego, o regaço, Nesse amor me perfaço, Não aceito o fracasso, Me leva daqui! (DesCOMPASSO)
Os cantos de minh'alma São negros, são ocos, São noites sem lua,
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Os cantos de minh'alma São negros, são ocos, São noites sem lua, São becos de loucos, Poções de mar morto, São tapas e socos, Restos de sonhos Ligados em outros Tão longe, tão fracos Tão poucos ... (Cantos Negros)
O homem de mil palavras Ama a mulher sem palavras. Ele fala pelos dois!
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O homem de mil palavras Ama a mulher sem palavras. Ele fala pelos dois! Assim se completam, e sentem em dobro.
Verso rico de rima pobre Amar É deixar
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Verso rico de rima pobre Amar É deixar Partir Pra não ferir É querer prender Mas decidir A hora de parar Pra libertar É saber que prender Sem ter Nada pra oferecer É o mesmo que matar Amar É deixar ir Sem deixar de sonhar Com o amanhecer Do dia de reencontrar
As vezes te sinto Encurralado, num labirinto, Teu olhar chamando, faminto
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As vezes te sinto Encurralado, num labirinto, Teu olhar chamando, faminto Por mim Depois pago o finto Me mandar para o quinto Do inferno, eu pressinto, É o que queres, enfim Um lamento distinto Ressoa constante, tilinto Tem amor no recinto E amor... não tem fim!
Passado ou futuro Que me importa.... É com o presente que me ocupo
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Passado ou futuro Que me importa.... É com o presente que me ocupo Mas ainda com o vento, Pela fresta da porta, Vem teus beijos, tuas mãos, Teus olhares, teus nãos. Sinto-os todos... (Passa passado)
Moça Que não almoça Não faças troça
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Moça Que não almoça Não faças troça Do meu amor Ouça Meu chamado endossa Venha e destroça A minha dor Moça Que no meu corpo se enrosca E de minh'alma se apossa És meu anjo pecador
Meu bem, meu bem Joguei mal olhado Pra te manter apaixonado
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Meu bem, meu bem Joguei mal olhado Pra te manter apaixonado Deixa a maldita e vem Meu bem, meu bem Te espera nossa maloca A cama malajambrada, Me cobre de malmequeres, Me sufoca De maledicentes prazeres Quero teus olhares maldosos Tua saliva bendida Me benze, me unta, Estou mal prescrita Meu bem, meu bem Me trata bem mal Minha salvação É o pecado original!
O indelével Deleite Que te delego
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O indelével Deleite Que te delego Meu deleto Delito É uma delícia Delgada Deliberadamente Deleitosa Que delapida Um delírio Deliquente Bem delineado (Só delírio )
Ainda vivo da viagem Na nossa carruagem E fico sem coragem
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Ainda vivo da viagem Na nossa carruagem E fico sem coragem De ir embora Meu bem Tiravas a embalagem E ficávamos de beberagem No vai e vêm Do crepúsculo à aurora De que eu era refém Eras meu remédio, sem dosagem Tempestade, sem estiagem Eras o motor e a embreagem E eu, do teu corpo senhora Aderente feito tatuagem Eu era uma, eu era cem Era todas do teu harém E todos nos olhavam com desdém O que me resta agora? Tudo o que eu viva, estará aquém (eFEITO taTUagem)
Quando andas daquele jeito No teu gingado perfeito Mulher, eu me deleito
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Quando andas daquele jeito No teu gingado perfeito Mulher, eu me deleito Debruçado no parapeito Volto pro quarto e me ajeito No nosso leito ainda desfeito Ouço teus passos e suspeito Que tens o desejo mal satisfeito Mas que fazer? Eu aceito! Imagina se te enjeito! És minha, sou teu eleito! Já refeito, eu aproveito!
A velhice vem transformando meus heróis em quase inimigos. (sobre pais e filhos)
Além da grade Há uma claridade Que me cega!
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Além da grade Há uma claridade Que me cega! Que cobra fidelidade Sem entrega; Que promete a felicidade Quem me nega Além da grade, Tanta mentira, Tanta verdade, Na luz que conspira, Na crueldade Com que me atira À realidade de ser metade Além da grade, A luz da esperança, Acreditar na nossa dança, Te esperar à eternidade (upGrade)
Me conta De ponta a ponta Reconta
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Me conta De ponta a ponta Reconta Me deixa pronta Pra tua afronta Depois toda tonta Me desmonta E remonta (Me conta!)
Em beijos submersos, sentia tua lasciva língua invasora de cavidades em castidade já agora esquecida.... Entre olhares perversos e índole predadora, a cada mordida, mais apetecia-te as entranhas úmidas em meus anseios de ti... Seguia a tua boca em meus seios... em meus meios...…
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Em beijos submersos, sentia tua lasciva língua invasora de cavidades em castidade já agora esquecida.... Entre olhares perversos e índole predadora, a cada mordida, mais apetecia-te as entranhas úmidas em meus anseios de ti... Seguia a tua boca em meus seios... em meus meios... lá no fundo, bem no fundo do mar. (Amor Submerso)
Você o elegeu Em busca de mudança Mas sendo um fariseu
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Você o elegeu Em busca de mudança Mas sendo um fariseu Ele traiu sua confiança! Vestia uniforme de herói Escondendo a grande pança Mas a índole que o mói Levou-o à matança! O mal a tudo corrói Até mesmo a esperança! (Enganos)
Eu sou o verso O anverso e o reverso Sou a partida e o regresso
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Eu sou o verso O anverso e o reverso Sou a partida e o regresso Quando desisto, logo recomeço E se confirmo, depois desconverso Até me concentro, mas depois disperso Eu nego, nego e confesso Sou a amiga e o adverso Um anjo puro e perverso Caso perdido, de sucesso Se acalmo o passo, logo já apresso A ninguém obedeço, mas a todos favoreço Não sou santa e pago o preço Mas pouco me importa o que pareço É na solidão que me fortaleço E entre amigos, que eu cresço Nada quero e nada te peço Apenas entenda o que eu professo Minha ausência e meu excesso (Verso e Anverso)