Pular para o conteúdo

Frases de Liko Lisboa

62 frases

Depois do velório o morto só tem a terra como consolo
Água Preta O rio da minha infância liko Lisboa
Continuar lendo

Água Preta O rio da minha infância liko Lisboa No velho água preta Subia e descia canoa, Era a coisa mais bonita Água quebrando na proa, Homem rio fauna e flora Conviviam numa boa. No rio da minha infância Pesquei traíra e beré, As antas e capivaras Corriam de jacaré, Passarim batia asas Com medo de caburé. Meu anzol de linha longa Ia onde não dava pés, Era no poço dos anjos Entre os verdes aguapés, Que morava o temido O maior dos jacarés. No rio das estripulias Numa tarde eu vi Bita, Fugindo dos soldados Rumo a Manoel Batista, Um salto mortal da ponte Num mergulho sumiu Bita. Guilermina e o água preta O água preta e Guilermina, Confundem a minha cabeça Mas depois tudo germina, O que fizeram com o rio Fizeram com Guilermina. Mas que pecado cometeu Pra receber tal castigo, Quando era um rio bonito Tinha o povo como amigo, Hoje velho e decrépito É sinônimo de perigo. O velho água preta Era de utilidade pública, Servia todos e a cidade Como isso hoje explica No seu leito perecendo E ninguém vê a sua súplica. O meu rio de contos De belezas naturais, Era o mais bonito De todos mananciais, Hoje agonizando Em coliformes fecais. O rio água preta Velho triste e doente, Mesmo morrendo a míngua Ainda serve humildemente, Carregando dia e noite O lixo de nossa gente. O novo quando chega O que tá vira passado, É preciso evoluir Mas que fique explicado, Rio é como provérbio Nunca fica ultrapassado. Liko Lisboa.

O Regresso de IELONO Liko Lisboa Cavalo que não berra é boi
Continuar lendo

O Regresso de IELONO Liko Lisboa Cavalo que não berra é boi Cabrito que não voa cai A serpente da pernadas E as abelhas nas pedras de sal Mas depois daquele dia Pelo filho e pelo pai Cavalo que não berra é boi Cabrito que não voa cai E na varanda os seres devorando os seres Em perfeita harmonia E o viajante Ielono Vai regressando pro jardim E as estrelas no quintal Levando o filho ao encontro do pai Eu fiquei sabendo da sua pressa Sei que é certa que nos devora Mas nos eleva no caminhar.

Esperando você Liko Lisboa Eu tenho medo
Continuar lendo

Esperando você Liko Lisboa Eu tenho medo de sair de casa a noite Medo que o dia não amanheça pra mim se o dia não amanhecer não vou ter você na sala de aula perto de mim a noite eu durmo e sonho com os querubins com você chegando de asas no jardim do palácio azul dos Serafins sou eu esperando você a tarde ensaio um canto novo enfeito danço e visto a melhor roupa só pra te ver não sei se vou pra BH no ano novo ou fico aqui sozinho pensando em você.

Eu não tenho medo do bote da cainana Nem das garras afiadas da suçuarana Eu levo azagaia quando vou pra feira
Continuar lendo

Eu não tenho medo do bote da cainana Nem das garras afiadas da suçuarana Eu levo azagaia quando vou pra feira Tenho pra quebranto Joana benzedeira Quero não ter medo Para poder ter coragem De enfrentar o negror Onde não há claridade Quero não ser a gota Que macula o pranto Nem a ponta fina Que lanha no ponto E do graveto eu sou braúna Eu dessarumo o que você arruma Da tempestade eu sou a bruma Os olhos da cidade É uma lacuna Pra viver, pra chorar Pra cantar por ai..Desafiando as garras-Liko Lisboa.

Com as perdas que a estrada E o tempo vem me proporcionando Passei a usar os freios com tanta intensidade
Continuar lendo

Com as perdas que a estrada E o tempo vem me proporcionando Passei a usar os freios com tanta intensidade Que outro dia tive que ir pro acostamento Pra não ser atropelado por uma carroça Puxada por um jumento. Aí parei, e pensei. Coitado do jumento Na descida carroça não tem freios... Liko Lisboa

Vírus do bem Liko Lisboa Porque não criar
Continuar lendo

Vírus do bem Liko Lisboa Porque não criar O vírus do bem E contagiar O planeta de amor E que vire epidemia E a prática um vicio E viveremos todos Em perfeita harmonia E por falta de antivírus Morreremos todos De amor.