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Frases de Leonardo Marthiniano

16 frases

A mente hesita Os olhos raiados de breu O vácuo já habita
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A mente hesita Os olhos raiados de breu O vácuo já habita Aquela alma que sofreu Como se pudesse lembrar Ou pudesse esquecer Aquele mesmo olhar Que faz enrijecer Demônios sob os ombros Estranhos na cabeça E em meio aos escombros Sucumbir até que desvaneça

Seu olhar Há algumas coisas sobre as quais não falamos E talvez seja melhor continuarmos sem
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Seu olhar Há algumas coisas sobre as quais não falamos E talvez seja melhor continuarmos sem Pois, toda vez que nos olhamos Você com seu olhar incomum me deixa bem Pude sentir inúmeras vezes seu medo de gostar Inclusive seu receio em se doar Nas maneiras mais simplórias de demonstrar Nem por isso eu deixaria de tentar Os teus olhos cor âmbar Me balançam sempre que os olho fixamente Como se estivesse em alto mar Ficarão marcados em minha alma eternamente

⁠⁠Uma mudança no tempo, uma gota no Oceano Eu estava rezando Para que você e eu
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⁠⁠Uma mudança no tempo, uma gota no Oceano Eu estava rezando Para que você e eu Pudéssemos ficar juntos É como desejar a chuva Enquanto eu estou no meio do deserto Observando as nuvens sozinho Excessivamente refém do seu carinho Enquanto as folhas mudam Em meio a destruição Tu vieste lá de longe Pra preencher meu coração Aquele olhar que me deixa sem ar Aquele olhar da cor do mar Aquele olhar que me faz acreditar Me rendo sem pestanejar Você é a força A esperança que me mantém caminhando Você é a vida para minha alma Você é meu propósito, você é tudo

⁠A nova definição do viver A conquista infinita do material Tudo aquilo que se possa ter
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⁠A nova definição do viver A conquista infinita do material Tudo aquilo que se possa ter Seria o verdadeiro propósito afinal? A ânsia de conquistar o inconquistável A cegueira perniciosa A perseguição incompreensível A aniquilação pretensiosa Guerras e batalhas travadas diariamente Sempre com a mesma finalidade em mente Auferir um objeto se tornou habitual Independentemente se causa mal.

⁠Imaginemos a felicidade e tristeza num plano cartesiano. Sendo o máximo de felicidade no topo do eixo Y, e o contrário disso o máximo de tristeza. Estaríamos nós mais seguros (vivendo deveras) levando uma vida mediana próximo ao ponto onde os eixos se encontram? Fica o questiona…
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⁠Imaginemos a felicidade e tristeza num plano cartesiano. Sendo o máximo de felicidade no topo do eixo Y, e o contrário disso o máximo de tristeza. Estaríamos nós mais seguros (vivendo deveras) levando uma vida mediana próximo ao ponto onde os eixos se encontram? Fica o questionamento.

⁠Não, a vida não é feita de momentos como imaginei. A vida é feita de escolhas. Viver o momento é prazeroso, mas ao mesmo tempo inconsequente, causando danos irreversíveis ao futuro. Nossas escolhas sempre serão nosso maior escudo, pois mesmo não alcançando o objetivo, obtemos um…
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⁠Não, a vida não é feita de momentos como imaginei. A vida é feita de escolhas. Viver o momento é prazeroso, mas ao mesmo tempo inconsequente, causando danos irreversíveis ao futuro. Nossas escolhas sempre serão nosso maior escudo, pois mesmo não alcançando o objetivo, obtemos um ponto positivo, o aprendizado.

⁠Durante a vida, em grande parte do nosso tempo dizemos aos outros, e inclusive a nós mesmos: Naquela época tudo era mais fácil. E é compreensível de certa forma, mas não é uma verdade absoluta. Dizemos isso porque hoje temos mais conhecimento que no passado, e assim é a vida. H…
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⁠Durante a vida, em grande parte do nosso tempo dizemos aos outros, e inclusive a nós mesmos: Naquela época tudo era mais fácil. E é compreensível de certa forma, mas não é uma verdade absoluta. Dizemos isso porque hoje temos mais conhecimento que no passado, e assim é a vida. Hoje somos mais sábios que o ontem, e isso significa que não devemos nos prender ao passado imaginando como tudo aquilo poderia ter sido diferente e asfixiar o presente. Usemos o conhecimento adquirido ao invés de nos prender a um passado inalcançável.

⁠Sento-me em meio a desordem Fito as origens de minhas feridas Exijo de mim, alguma ordem
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⁠Sento-me em meio a desordem Fito as origens de minhas feridas Exijo de mim, alguma ordem Ouvindo minhas faixas preferidas Sinto de longe a toxicidade Prevejo possibilidades de vício Como partes iguais de prazer e dor Ambiciono que tudo seja fictício Cego pela afeição Ignoro atos de desvalorização Acreditando ser uma exceção Devendo já ter aprendido a lição Reflito sobre minha ingenuidade Analiso os fatos com prudência Desejo não elevar minha vaidade Evito assim a incidência Correndo risco de cair em displicência Deliro sobre como os seres devem ser Inseguro sobre quem devo ser Almejando a cólera se dissipar Contemplo o amanhecer

⁠Ter personalidade é entender o significado de singularidade, É valorizar a própria capacidade. É decidir com convicção,
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⁠Ter personalidade é entender o significado de singularidade, É valorizar a própria capacidade. É decidir com convicção, Respeitando a própria opinião. Diante de qualquer ocasião, Firmar os pés no chão. Ter personalidade é não ceder à projeção, É amar-se com dedicação, Tornando isso uma lição diária, Especialmente numa situação precária. Ter personalidade é ser genuíno, É alimentar o próprio sonho, Para se tornar emblemático, Superando tudo que seja medonho. Ter personalidade é resistir ao desejo do outro, É reconhecer a autonomia sem pedir permissão, A autopreservação como condição, Contra qualquer autodestruição. Portanto, é apreciar a liberdade, Pois, sendo inteiro, Consegue-se doar verdadeiramente, Sem qualquer obrigatoriedade.

⁠Ter personalidade é entender o significado de singularidade, É valorizar a própria capacidade. É decidir com convicção,
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⁠Ter personalidade é entender o significado de singularidade, É valorizar a própria capacidade. É decidir com convicção, Respeitando a própria opinião. Diante de qualquer ocasião, Firmar os pés no chão. Ter personalidade é não ceder à projeção, É amar-se com dedicação, Tornando isso uma lição diária, Especialmente numa situação precária. Ter personalidade é ser genuíno, É alimentar o próprio sonho, Para se tornar emblemático, Superando tudo que seja medonho. Ter personalidade é resistir ao desejo do outro, É reconhecer a autonomia sem pedir permissão, A autopreservação como condição, Contra qualquer autodestruição. Portanto, é apreciar a liberdade, Pois, sendo inteiro, Consegue-se doar verdadeiramente, Sem qualquer obrigatoriedade.

⁠O Sol da Manhã Ah, o sol da manhã... Contemplo-o dos cantos mais remotos da cidade.
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⁠O Sol da Manhã Ah, o sol da manhã... Contemplo-o dos cantos mais remotos da cidade. Durante seu brilho, esvai-se toda vaidade — Toco a grama molhada pelo orvalho, Ou ao menos, creio tocar... Pois sei, pela física, que nunca tocamos de fato: Somos campos que se repelem, Somos danças de elétrons em silêncio. Mas ainda assim, o instante me atravessa, E isso, para mim, é o bastante. O balançar calmo das folhas Apaga os ruídos da mente, Silencia pensamentos longos demais, Esses que, teimosamente, Nos ferem sem jamais cessar. O canto dos pássaros neste horário É bálsamo sobre feridas invisíveis. E o tilintar leve das águas Faz de um espaço árido, Um abrigo possível.

⁠“Que o tempo me entenda” Chegar aos trinta não é descobrir respostas. É aceitar que algumas perguntas só existem para nos acompanhar até o fim.
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⁠“Que o tempo me entenda” Chegar aos trinta não é descobrir respostas. É aceitar que algumas perguntas só existem para nos acompanhar até o fim. Já não busco mais o sentido exato das coisas — me contento com o eco que elas deixam. Gandhi dizia que, mesmo insignificante, é importante que façamos o que viemos fazer. Nietzsche me ensinou que o abismo também olha de volta. Schopenhauer sussurra que a vontade nos consome. E Shakespeare... bem, ele mostrou que somos feitos da mesma matéria dos sonhos — mas que esses sonhos também morrem. Hoje, olho para o mundo e vejo pressa, ruído, vaidade. As redes gritam, os egos se inflamam, as verdades se fragmentam. Viver se tornou barulhento demais. Mas ainda acredito no silêncio das intenções. Na ternura de uma escolha honesta. Na coragem de quem permanece sensível. Talvez a vida não precise fazer sentido. Talvez ela só precise ser vivida com consciência. E, se possível, com alguma beleza. A beleza de um gesto real. De um olhar que diz: “estou aqui”. Se algo vai restar de mim, que seja isso: alguém que tentou, mesmo no caos, não esquecer do essencial.