Frase de Leonardo Marthiniano
O Sol da Manhã Ah, o sol da manhã... Contemplo-o dos cantos mais remotos da cidade. Durante seu brilho, esvai-se toda vaidade — Toco a grama molhada pelo orvalho, Ou ao menos, creio tocar... Pois sei, pela física, que nunca tocamos de fato: Somos campos que se repelem, Somos danças de elétrons em silêncio. Mas ainda assim, o instante me atravessa, E isso, para mim, é o bastante. O balançar calmo das folhas Apaga os ruídos da mente, Silencia pensamentos longos demais, Esses que, teimosamente, Nos ferem sem jamais cessar. O canto dos pássaros neste horário É bálsamo sobre feridas invisíveis. E o tilintar leve das águas Faz de um espaço árido, Um abrigo possível.
No pensador.ai desde