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Frases de Leonardo Azevedo

316 frases

A melhor coisa do mundo é estar perto de você, sentir seu cheiro, seu sorriso, saber que posso estar sempre ao seu lado e pensar como gosto de você.
⁠O Vazio de Ivan em Mim Não é que eu não queira crer. Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere.
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⁠O Vazio de Ivan em Mim Não é que eu não queira crer. Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere. Mas há em mim — como havia em Ivan — um vazio que não se preenche com promessas, nem com orações que ignoram o grito dos que padecem. Não nego Deus. Mas me recuso a aceitar um paraíso onde o preço seja o choro inconsolável de uma criança torturada. Se a matemática da salvação exige esse débito, então que me excluam da equação. Devolvo o ingresso. Não me serve um céu comprado com sangue inocente. Minha dor não é a do ateu. É a do exilado. Não me falta fé — me falta reconciliação. Entre o que vejo e o que dizem que há. Entre a razão que me habita e o absurdo que me cerca. Entre o amor que imagino ser divino e o horror que assola o mundo sem trégua. Carrego a lucidez como lâmina. Ela me corta todas as noites. Me acorda. Me sangra. Mas prefiro essa dor do que o conforto mentiroso da inconsciência. E, no entanto, por vezes, invejo os que crêem sem feridas. Os que chamam de “mistério” o que eu ouso chamar de “injustiça”. Os que abraçam um Deus com olhos fechados, enquanto eu — pobre de mim — insisto em fitá-lo de olhos abertos, sem saber se Ele me vê. Talvez um dia eu compreenda. Ou talvez minha travessia seja essa mesma: caminhar com o coração em ruínas e a mente em labaredas, entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens. Mas sigo. Não por esperança. Nem por fé. Sigo porque parar seria entregar-me à loucura. E entre a insanidade e a ausência de sentido, escolho — por ora — a lucidez dolorosa de quem carrega o vazio como cruz e como bússola.

Sem Métrica por Leonardo Azevedo Paralelismos à parte, prefiro viver sem métrica.
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Sem Métrica por Leonardo Azevedo Paralelismos à parte, prefiro viver sem métrica. Meu ritmo é desafinado, sem cadência, notas não diagramadas em partituras. Vivo em solos, às vezes breves, outras em tom de discurso. Não me faço entender, pois habito o caos da ignorância e busco o conhecimento quase platônico. Na busca pelo ser, encontro o eu: perdido, atônito, com medo.⁠

⁠O eco que não veio por Leonardo Azevedo Publiquei minha alma,
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⁠O eco que não veio por Leonardo Azevedo Publiquei minha alma, esperando ao menos um aceno dos que me dizem amor. Mas o que veio foi o silêncio mais ensurdecedor que já conheci — o silêncio dos íntimos, que preferem calar diante da verdade que os atravessa. Foram os estranhos os que primeiro estenderam a mão, os que leram sem filtros, os que disseram: “eu vi você.” E, nesse instante, percebi que ser lido por um estranho vale mais do que ser ignorado por quem me conhece. Eu não escrevi para agradar. Escrevi para sobreviver. E, se sobrevivi sem os que deveriam me aplaudir, então já venci.