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Frases de Leila Onofre

9 frases

Palco... Onde nascemos como elenco Corremos de um lado ao outro
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Palco... Onde nascemos como elenco Corremos de um lado ao outro Dançamos e falamos alto Choramos ou rimos às vezes Pretendemos e atuamos Convencemos ou perdemos Acreditamos e prometemos Damos e recebemos Onde amamos Criamos laços e deslaços Construímos nossos sonhos Aprendemos e ensinamos Caímos e levantamos Invejamos e inspiramos Crescemos e aperfeiçoamos Vivenciamos e experimentamos e Onde morremos como expectadores da vida...

O gato que parou na da lua... Sentado no telhado olha a lua e mia baixinho. Olhos brilhantes escuros como quem vai pular.
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O gato que parou na da lua... Sentado no telhado olha a lua e mia baixinho. Olhos brilhantes escuros como quem vai pular. Quantas vezes pula, quantas vezes cai no espaço da lua... Assim acredita, por ser louco de amor pela lua. Parado fica contemplando sua luz e pergunta-se: -“Como posso chegar até minha bela Cíntia”? Solitário e sem resposta se contenta por adorá-la de longe... Astuto e ágil planeja cortejá-la, pois sim, quer mesmo beijá-la. Gato tolo! Apaixonado e vidrado na sua musa que sem dó o desdenha. Iludido pelo seu brilho mia - “Sem você sou cego, sem graça e sem planeta”! Porém cego, sempre, e perdido de amor! Ele mia e implora seu amor. Sua lua se esconde entre nevoeiros e ele mia de solidão" lunar". Ela volta como leve fumaça e mais linda, ainda, cintila à noite cheia. O gato patusco vibra e mia longe a espantá-la com seu uivo gatuno. Irritada ela refulge-se por trás das altas árvores com timidez faiscante. Cansado e desanimado encolhe-se e vai dormir. Esperando que sua amada volte na madrugada seguinte...

Buscando Deus Refletindo minha intemperança sobre a existência de Deus, confrontei-me com minha insensatez e antecipei descrença.
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Buscando Deus Refletindo minha intemperança sobre a existência de Deus, confrontei-me com minha insensatez e antecipei descrença. No entanto num lampejo de sabedoria perguntei: -“Senhor, por favor, não brigue comigo é que caí e quebrei meu coração, dá pro senhor me dar outro; se és que existes ?” A resposta foi imediata: “Sim, eu existo e te conheço pelo seu nome e se queres um novo coração tens que trabalhar por ele.” E num outro lampejo de sabedoria, iniciei meu trabalho em buscar um novo coração. Deixei de viver o passado e parei de contemplar o futuro e encontrei plenitude. Aprendi a viver o dia de hoje como se fosse o melhor dia da minha vida. Aprendi que cada hora, cada momento, cada alegria, cada tristeza e cada segundo devem ser vividos um de cada vez e isso é crescimento. Deixei de forçar situações e desejos que não me pertenciam e abandonei os grandes planos e comecei a simplificar meus interesses e encontrei harmonia. Aprendi que tudo acontece na hora exata e nem todos estão prontos no mesmo momento e isso é respeito Deixei de me importar com a opinião alheia e passei a valorizar meus instintos, minha educação e experiências vividas e passei a refletir sobre minhas atitudes e a aprender com meus erros e a separar a opinião alheia da critica nociva daquela valida à relevância sem me ofender ou punir-me e isso trouxe-me equilíbrio e renovou minha autoestima. E hoje, creio que todos os instantes deste dia como se fossem milagres realizados só para mim, pois com toda certeza sou um dos milagres de Deus aqui na terra e acredito que seja, assim, para todas a criaturas viventes nesse planeta. Buscando Deu é apenas a confirmação da minha existência e não seria natural se não o buscasse e na verdade, nunca necessitei de um novo coração, apenas voltei a amar a vida!

Muna, Xeia... Brilha prata luzida Enquanto o sol dorme
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Muna, Xeia... Brilha prata luzida Enquanto o sol dorme Traga no silencio da noite Sua beleza de mulher insinuante Traga sonhos Sem quizilas Sem medos Entra, surpreenda-me Traga orações e poesias As horas passam O sol ainda dorme... E seu fulgor invade Aliviando meu amor Que espera hiante Noite azul Balancê, achego Volte sempre “xeia” De amor, Muna!

Acorda!!! Reverente e forte no seu berço de luz Nasceu rica, nasceu pobre e se fez mulher
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Acorda!!! Reverente e forte no seu berço de luz Nasceu rica, nasceu pobre e se fez mulher Princesa do quarto rosa e cortinas de cetim Cinderela sem quarto nem cortinas de cetim Sentimentos singelos sufocados sem anel dourado Entregou-se com fôlego e ventre cadencioso solto No jardim das grinaldas se fez senhora e respeitada Nas altas horas da noite pecou no orvalho impudico Reverente e forte no seu berço de luz Escolada e falante, falante e despojada Estremece sem voz no julgo do dia a dia Soberana quando no seu papel permitido Virtudes são grandes, nem todas apreciadas Ave Maria cheia de graças ou mulher largada Grita com alento no mundo, afora dos que lideram Cobiçada por suas curvas não por suas palavras Reverente mulher no seu berço de luz Adormece!

Beco sem saída... Caminhos percorridos e divididos, em círculo busca a fuga afogada num pranto indefinido.
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Beco sem saída... Caminhos percorridos e divididos, em círculo busca a fuga afogada num pranto indefinido. Porém, distante, o poeta, num deserto extingo, papel casso e pena árida, num beco sem saída. Enfadado no desânimo da inspiração varrida. Arreliado num banco de areia, o sangue que flui. Palavra que não escreve amor que não sente. Definhado, canhoto caminha em circulo vadio, suspirando em soluços por ter perdido a poesia; essa que foi seu berço criativo da harmonia. Pobre poeta arredio, enfermo se encontra sozinho. Confinaram-se os amigos do dia e fugiram na noite suas amantes e donas queridas. Onde busco meu estro, aonde vou fenecido? Sem conforto ou resposta, desacreditado, ferido. Sem sopro ou vontade pensa na musa sumida e na busca da aragem só lhe restou boêmias. Pobre poeta arredio, no seu beco sem saída! Perdeu sua poesia por ter-se valido da mesma pra viver na alegria, da noite fria e romântica, dos leitos da fantasia. Oh querido poeta! Na beira da minha cabeceira descansam seus livros de poesia e toda sua alegria deixada no meu beco sem saída, que suas magicas palavras o tornaram na minha travessia. Poeta, você está sempre comigo.

Cantata de Anjo Sublime e encantadora sua melodia me atenua Sozinha no escuro sem medo sem dor, ouço-te
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Cantata de Anjo Sublime e encantadora sua melodia me atenua Sozinha no escuro sem medo sem dor, ouço-te Como um suave sopro angelical no ar, ouço-te Lembrando-me os jardins floridos da alvorada Deitada no meu bucolismo , ouço-te Trigo leve e alvejado mistura-se com seu canto Nuances do seu fino cabelo e seu olhar esverdeado Invadem meu sono, e purificada e sóbria, ouço-te Vênus perfumada, sonata de encantos me alenta Sozinha no escuro sem medo sem dor , ouço-te Como um eco solitário de amor na nuvem, ouço-te Lembrando-me os canteiros regados do entardecer Complacente e calma na minha tristeza , ouço-te Tona sedosa e fulgente mistura-se com seu canto Melódico e apaixonado como seu adorado Bem-Te-Vi Cantata discreta faz-me delicadamente adormecer e Nunca mais te ouvi, Anjo...

Beijo de Mel... Beijo de Mel... Teu beijo de mel meloso, melódico, colado e sedutor
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Beijo de Mel... Beijo de Mel... Teu beijo de mel meloso, melódico, colado e sedutor Por ele me entrego no vício da alma calada no desejo Que é te beijar... Lábios de néctar extraídos da flora secreta que se liberta Da colônia desidratada que o torna em mel melado e molhado Que é te beijar... Lábios atados ignoram a rainha que voa em voltas a ecoar Sôfregos sugados ligeiros e roubados nuances da única arte Que é te beijar... Floridas flores, edulcoradas, alaranjadas de corpo robusto De mel escuro, aromático, sedativo, tange cítrico e cristalino Que é te beijar... Delicado cravo, germe de trigo , gosto de seiva e outros mais Debaixo da árvore cheiro de Tília, cravo teu nome em ornamentos Que é te beijar... Sem me importar com o gosto, textura , cor ou origem Teu beijo de mel é pólen de prazer, sedução e ternura Que não posso viver sem! Que é te beijar...

Ladrão de Estrelas Contido nos seus sonhos e buscas Encontra-se perdido deslumbrado pelas estrelas
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Ladrão de Estrelas Contido nos seus sonhos e buscas Encontra-se perdido deslumbrado pelas estrelas Gato romântico e arisco no fundo do quintal Contempla o céu azul marinho luminoso de estrelas Olhos astutos e sempre curiosos Planeja seu grande pulo Subir na arvore mais alta da terra E chegar ao céu Pegar uma estrela e trazê-la até a terra Onde possa adorá-la todas as horas do dia Assim o faz uma noite Rouba sua pequenina estrela azul Trazendo-a para seu recanto E vive a protegê-la dos outros ladrões! Planejando seu novo pulo Contido nos seus sonhos e buscas...