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Frases de Larissa Marques (original)

9 frases

Antitérmico, analgésico, Anfetamina, antidepressivo, Tudo que é corrosivo
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Antitérmico, analgésico, Anfetamina, antidepressivo, Tudo que é corrosivo Para aliviar nevralgias, Dores de viver... Sedativo paliativo reativo Placebos para matar o tempo, Para curar da vida. siga-me no twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta

antes chorar definhar-me em rosários e hóstias bestiais
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antes chorar definhar-me em rosários e hóstias bestiais de meus pensamentos impuros em ti mas não há lágrima há fúria e desencanto rasgo-me em devassidão torpe e condeno-me à loucura inerte aqui sorrio como Salomé debochada e despudorada enquanto o largo das apnéias teimam em tirar-me o ar respiro-te inspira-me tão distantes tão entregues sós. siga-me no twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta

angústia sem acolhida viagem longa
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angústia sem acolhida viagem longa solitária a herança sinuosa impedia-lhe a nitidez da vista era o abandono em carne meia-noite meio-dia um silêncio em melodia sem cantorias de chegada ou flores de partida. siga-me no Twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta

amado meu se as noites frias apagarem nosso passado
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amado meu se as noites frias apagarem nosso passado saiba que ainda há o que queimar o fogo arde ainda em meus olhos tardios que anseiam os seus tão vencidos não desisto da falta de lirismo na verdade a ausência por vezes me inspira aqui não perduram declarações de amor a insistência vive apenas para buscar o que encontramos quando nos vestimos de nós mesmos. siga-me no Twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta

amor sim palavra que dói
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amor sim palavra que dói utopia das utopias quando me lê deveria gravar te ouço Melamed falando poesia "amor" palavra gasta sem vincos sem orelhas traspassada quase uma piada truncada que poucos riem é a pedra-mor esmaga espatifa o grão mas faz trigo ser farinha pro pão siga-me no Twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta

Anjo, que destoa da podridão da batida da toada lasciva dessa vida que me olha por baixo
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Anjo, que destoa da podridão da batida da toada lasciva dessa vida que me olha por baixo desses longos cabelos que me encara de frente para esconder suas asas toma-me em devoção colorido e fastio que se despe de tudo que te obriga que é livre... não me olhe assim sou descrente duvido de sua existência e se te vejo pode ser alucinação efeito das drogas e dos calmantes seu coração puro, imaculado toca minha essência mas não converte-me apenas rende-me não há diferenças entre nós aqui não me dê suas mãos pois terão o molde perfeito da imperfeição impregnado em cada dedo atrevido tenha-me em prantos por entender que já sei das verdades. siga-me no twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta

Ampulheta cega Grãos na cintura passam cálidos Ah, hora, é fissura no furo da proa
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Ampulheta cega Grãos na cintura passam cálidos Ah, hora, é fissura no furo da proa Idolatra Argos e hinos vãos, entoa Crê, mesmo tendo olhos inválidos Nunca lambeste o tempo em estado, Ah, areia, é volátil, pelo centro escoa Impunemente, a pária lasciva ecoa, Como milhões de pingos sem reinado, À primeira vista se apresenta formosa, Naquela luta do não esvair-se pela greta, Ao fazer-se livre, alforriada, jaz saudosa Cada minuto manco traz uma muleta, A jura presa em promessa duvidosa Que fere, mata nessa imutável roleta. siga-me no Twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta

álbum de fotografias quanta sorte sonhar quando se é verde não gosto de falar de minha infância
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álbum de fotografias quanta sorte sonhar quando se é verde não gosto de falar de minha infância não há atos nobres nessa época o que tenho certeza é que queria crescer logo e me livrar da caolhice do manco de pés tortos da aparência desengonçada e da opressão dos adultos mal sabia eu que a miopia aumentaria que os pés continuariam tortos que a aparência piora com a idade mal sabia que a opressão maior é a da realidade e não dos velhos mal sabia que ser cuidada e oprimida é mais acolhedor que ser ignorada ou ser preterida não me recordo de tempos para sonhar havia um medo velado em meus olhos miúdos e um silêncio imposto naquela casa sempre cheia de visitas importantes era proibido correr dizer palavrões ou se manifestar ali criança não tinha vez pular o muro e viver uma alegria clandestina rendeu-me ora a cinta ora a palmatória quem dera ter tido a glória de saborear da liberdade luxo seria ser uma criança numa casa de velhos burgueses não me recordo de um momento de êxtase livre de culpa ou de uma satisfação não fadada à mentira sou fruto do que fui no fundo ainda sou aquela criança. siga-me no Twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta