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Frase de Larissa Marques (original)

angústia sem acolhida viagem longa solitária a herança sinuosa impedia-lhe a nitidez da vista era o abandono em carne meia-noite meio-dia um silêncio em melodia sem cantorias de chegada ou flores de partida. siga-me no Twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta

Larissa Marques (original)

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Pensador.com

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Outras frases de Larissa Marques (original)

antes chorar definhar-me em rosários e hóstias bestiais
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antes chorar definhar-me em rosários e hóstias bestiais de meus pensamentos impuros em ti mas não há lágrima há fúria e desencanto rasgo-me em devassidão torpe e condeno-me à loucura inerte aqui sorrio como Salomé debochada e despudorada enquanto o largo das apnéias teimam em tirar-me o ar respiro-te inspira-me tão distantes tão entregues sós. siga-me no twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta

álbum de fotografias quanta sorte sonhar quando se é verde não gosto de falar de minha infância
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álbum de fotografias quanta sorte sonhar quando se é verde não gosto de falar de minha infância não há atos nobres nessa época o que tenho certeza é que queria crescer logo e me livrar da caolhice do manco de pés tortos da aparência desengonçada e da opressão dos adultos mal sabia eu que a miopia aumentaria que os pés continuariam tortos que a aparência piora com a idade mal sabia que a opressão maior é a da realidade e não dos velhos mal sabia que ser cuidada e oprimida é mais acolhedor que ser ignorada ou ser preterida não me recordo de tempos para sonhar havia um medo velado em meus olhos miúdos e um silêncio imposto naquela casa sempre cheia de visitas importantes era proibido correr dizer palavrões ou se manifestar ali criança não tinha vez pular o muro e viver uma alegria clandestina rendeu-me ora a cinta ora a palmatória quem dera ter tido a glória de saborear da liberdade luxo seria ser uma criança numa casa de velhos burgueses não me recordo de um momento de êxtase livre de culpa ou de uma satisfação não fadada à mentira sou fruto do que fui no fundo ainda sou aquela criança. siga-me no Twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta

Ampulheta cega Grãos na cintura passam cálidos Ah, hora, é fissura no furo da proa
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Ampulheta cega Grãos na cintura passam cálidos Ah, hora, é fissura no furo da proa Idolatra Argos e hinos vãos, entoa Crê, mesmo tendo olhos inválidos Nunca lambeste o tempo em estado, Ah, areia, é volátil, pelo centro escoa Impunemente, a pária lasciva ecoa, Como milhões de pingos sem reinado, À primeira vista se apresenta formosa, Naquela luta do não esvair-se pela greta, Ao fazer-se livre, alforriada, jaz saudosa Cada minuto manco traz uma muleta, A jura presa em promessa duvidosa Que fere, mata nessa imutável roleta. siga-me no Twitter: http://twitter.com/#!/larissapoeta