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Frases de Laís Almeida Moll

12 frases

⁠Você, me fez sentar e assistir sozinha enquanto brincava com os botões do controle e eu te colocava ali no meu altar onde eu te cultuava
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⁠Você, me fez sentar e assistir sozinha enquanto brincava com os botões do controle e eu te colocava ali no meu altar onde eu te cultuava Parece desespero, e era era tudo, era lindo só não era amor.

⁠Pegue uma mágoa bem passada tempere com choro O coração endurecido deixe marinar em suco gástrico – até que arda o estômago
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⁠Pegue uma mágoa bem passada tempere com choro O coração endurecido deixe marinar em suco gástrico – até que arda o estômago cometa o pecado da gula mastigue a raiva até queimar a língua depois que o amor esfriar engula sapos sirva com o pão que o diabo amassou defume os pulmões com cigarro cozinhe o fígado com vício em álcool brinde com seu amigo imaginário quando se empanturrar de mentiras Enfie o dedo na goela provoque vômito das lembranças boas Jogue os restos no lixo até se sentir vazia evite a próxima indigestão coloque na balança cada ato falho estoque amigos a granel faça jejum intermitente adote um gato e nunca mais leve pra casa amor tóxico

⁠Ainda penso em ti libélula minha, da última vez que assisti seu pouso e continuo
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⁠Ainda penso em ti libélula minha, da última vez que assisti seu pouso e continuo evitando os dias bonitos pois perdi a habilidade de vivê-los. Ao se pôr o sol cai e quebra destrói cada flor de lembrança foi lá que derramei essências de saudade mas a vida continua avançando ironicamente cada minuto parece debochar de mim está quase impraticável o atravessar dos dias agora só faço contar semanas. Ainda vives em mim libélula minha; com suas asas não esmago nenhum jardim de vida sei que um dia criaremos juntas um mosaico com aquele sol quebrado

⁠Meu amor me trocou por um andar qualquer num prédio sem elevador o amor me trocou por meias modernas com estampas de Van Gogh e rosto plácido de Monalisa Trocou meu Grimório por um novo lançamento da Apple
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⁠Meu amor me trocou por um andar qualquer num prédio sem elevador o amor me trocou por meias modernas com estampas de Van Gogh e rosto plácido de Monalisa Trocou meu Grimório por um novo lançamento da Apple O amor me trocou por um filme no cinema com pipoca e manteiga trocou como quem avança uma playlist de musicas inteira trocou o endereço, trocou de par me trocou por algumas rolhas de vinho e toalhas brancas me trocou por afinidades sorrateiras Meu amor me trocou por festivais de Rock e Indie Trocou meus gatos por agaves no quintal trocou minhas ilhas de gelo por dedos de moça vermelhos O amor me trocou por olhos cheios de vida de quem tem em casa flores de plástico empoeiradas

⁠Ignorando o medo e abraçando tudo de expontâneo eu faço isso busco sei lá o que, não sei onde
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⁠Ignorando o medo e abraçando tudo de expontâneo eu faço isso busco sei lá o que, não sei onde abro buracos no caminho daqueles que só o calor do momento é capaz de cavar seja pelo ódio ou pela esperança. Apenas sigo a intuição e sem pensar não sinto medo fossa ou cova, viva ou morta tenho um vazio pra cair e somente assim eu sou capaz de preencher alguns vãos — caindo em buracos que apenas eu sou capaz de preencher alguns vãos

⁠Todo dia alguém fecha os olhos para sempre as vezes acontece antes do último adeus mas sei que houve choro,
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⁠Todo dia alguém fecha os olhos para sempre as vezes acontece antes do último adeus mas sei que houve choro, eu estava lá velando a última lágrima enquanto rezava por um pouco de paz, embarco junto nessa viagem e volto sem companhia não posso colocar tantas estrelas no céu, eu peço ao universo que seja gentil e paciente queria alguém aqui por mim, alguém que me olhasse como eu olho pra esses estranhos, a fragilidade da vida é absurda uma porcelana reparada com fios de ouro, outros apenas seguem quebrados. As vezes minhas pernas cambaleiam, eu sei o que me espera no final do corredor a dor não passa antes do tempo te maltratar, dizem que as coisas boas nunca duram e o amor não é amor, até que tenha passado.

⁠Tinha nove anos quando morri a primeira vez, aquele dia bucólico sagrado cheio de misericórdia e cinzas Quando a vida me deu o primeiro apagão e um berro me trouxe de volta, mas não voltei a mesma, alguns pedaços ficaram lá no meu mundinho inocente Jogaram fora as minhas bonec…
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⁠Tinha nove anos quando morri a primeira vez, aquele dia bucólico sagrado cheio de misericórdia e cinzas Quando a vida me deu o primeiro apagão e um berro me trouxe de volta, mas não voltei a mesma, alguns pedaços ficaram lá no meu mundinho inocente Jogaram fora as minhas bonecas e aquele vestido de bolinhas que eu amava, a correnteza do rio levou muito mais que coisinhas bobas de menina Ainda acordo nas madrugadas morrendo afogada, palato amargo da bile e o nariz entupido corro lá fora procurando meu vestido no varal, e lá encontro as bonecas penduradas com água até o pescoço o gosto de cinzeiro e ressaca, a boca branca de magnésia Ar insalubre com cheiro de morte, rançoso e amoníaco Sigo morrendo sucessivamente, lavando feridas com absinto, na tentação de salvá-las me negligencio Eu nunca mais serei a mesma

⁠⁠Quando me reconstruir quero ter janelas enormes Pra que nenhum canto em mim permaneça tanto tempo no escuro
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⁠⁠Quando me reconstruir quero ter janelas enormes Pra que nenhum canto em mim permaneça tanto tempo no escuro Pra que algo consiga ser maior que minha solidão Mas não cobrirei minhas rachaduras Nem disfarçarei minhas angústias Carrego comigo cada mulher que eu já fui nas minhas frestas Usarei esses vazios como respiro e não como ruínas

⁠Meus cílios são como barras de ferro aprisionando meus olhos eu os sinto pesarem, ando olhando para o chão a loucura é um espelho que liberta meus dragões
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⁠Meus cílios são como barras de ferro aprisionando meus olhos eu os sinto pesarem, ando olhando para o chão a loucura é um espelho que liberta meus dragões enfurecida, incendiosa voo, subo alto e sou puxada de volta não posso ultrapassar muros as sombras nascem junto com o sol antes que a realidade queime minhas retinas vou arranhar paredes, roer as unhas preciso ser mais leve me desfazer de mim comer a boca, me consumir inteira serrar as grades e todo dia engolir um sol, pra fazer parar de chover aqui dentro.