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Frase de Laís Almeida Moll

⁠Tinha nove anos quando morri a primeira vez, aquele dia bucólico sagrado cheio de misericórdia e cinzas Quando a vida me deu o primeiro apagão e um berro me trouxe de volta, mas não voltei a mesma, alguns pedaços ficaram lá no meu mundinho inocente Jogaram fora as minhas bonecas e aquele vestido de bolinhas que eu amava, a correnteza do rio levou muito mais que coisinhas bobas de menina Ainda acordo nas madrugadas morrendo afogada, palato amargo da bile e o nariz entupido corro lá fora procurando meu vestido no varal, e lá encontro as bonecas penduradas com água até o pescoço o gosto de cinzeiro e ressaca, a boca branca de magnésia Ar insalubre com cheiro de morte, rançoso e amoníaco Sigo morrendo sucessivamente, lavando feridas com absinto, na tentação de salvá-las me negligencio Eu nunca mais serei a mesma

Laís Almeida Moll

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Você, me fez sentar e assistir sozinha enquanto brincava com os botões do controle e eu te colocava ali no meu altar onde eu te cultuava Parece desespero, e era era tudo, era lindo só não era amor.

⁠Pegue uma mágoa bem passada tempere com choro O coração endurecido deixe marinar em suco gástrico – até que arda o estômago
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⁠Pegue uma mágoa bem passada tempere com choro O coração endurecido deixe marinar em suco gástrico – até que arda o estômago cometa o pecado da gula mastigue a raiva até queimar a língua depois que o amor esfriar engula sapos sirva com o pão que o diabo amassou defume os pulmões com cigarro cozinhe o fígado com vício em álcool brinde com seu amigo imaginário quando se empanturrar de mentiras Enfie o dedo na goela provoque vômito das lembranças boas Jogue os restos no lixo até se sentir vazia evite a próxima indigestão coloque na balança cada ato falho estoque amigos a granel faça jejum intermitente adote um gato e nunca mais leve pra casa amor tóxico