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Frases de Laguna de Jesus

117 frases

Admiração Se com palavras Eu pudesse dizer o que sinto
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Admiração Se com palavras Eu pudesse dizer o que sinto Ou em prosa ou em verso A tal prosa ou os tais versos Nada mais seriam Senão o mais belo que no mundo há.

Só quem ama Pode entender Os porquês do amor
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Só quem ama Pode entender Os porquês do amor E gritar sem dissabor Que ama por merecer É preciso saber o que é Isso de amor Para sentir prazer neste poema E entender porque as estrofes se apaixonam Se não amas até hoje Então esse poema não te diz respeito Ele é pobre sim, bem que aceito Mas para que ama Esse poema é luz, é paz É sentimento escrito, mas vive É mais que poema é reflexão.

Sentimentos que sinto A tinta vai peando E a folha servindo de chão
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Sentimentos que sinto A tinta vai peando E a folha servindo de chão A mente vai exprimindo Belos sentimentos do coração Floresço-me em cada verso E desconheço-me no mesmo E já não é em terceto disperso Que a quadra me vê com sarcasmo Sou artista de mim próprio Sinto poesia circulando na veia Assim como alguém se embriaga com ópio Poesia e mais poesia, sempre a mesma ideia Alegro me quando me exprimo São sentimentos que eu sinto É por isso que o que sinto é esquisito.

Voar sem voar É dar asas ao pensamento Ir longe, mas sem sair do lugar
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Voar sem voar É dar asas ao pensamento Ir longe, mas sem sair do lugar É ser pássaro por um momento Voar! Sem terra para alcançar Voar sem voar É aceitar que eu posso lá chegar Caminhado pelas ruas do meu querer Ruas sem transito nem polícia a controlar Voar sem voar é o que estou a fazer Há um voo em cada verão ou inverno E quem disser que pode voar para sempre É porque assemelha o paraíso ao inferno Só podemos voar no momento exacto Porque uma vida sem voo é um abstracto Voar sem voar é amar sem amar Porque quem ama sem amar ainda pode sonhar.

Bando de embriagados Tão jovem tão bêbado No sangue mais do que vitaminas
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Bando de embriagados Tão jovem tão bêbado No sangue mais do que vitaminas Circula o álcool Que vergonha! 9 Meses de castigo Para nascer uma cegonha Vale a pena um aborto Do que esses friks de hoje, Vivem o modernismo O que eu chão de perdição e morte El Salvador, Zero, Zed, DoublePaunch, Tentaçao, Boss … Que nomes tão belos Mas com efeitos desastrosos Eu não consumo esse veneno E tu? É claro que consomes pois não passas de um ébrio.

Prostituto Prostituo-me com prostitutas Disdou sentido a minha vida sem sentido
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Prostituto Prostituo-me com prostitutas Disdou sentido a minha vida sem sentido Só para que os de más condutas Olhem para mim e digam “ele é fudido” A minha vida é tão enfadonha Tal e como a de muitos jovens Cheia de vícios, malefícios e vergonha Eu tenho isso em mente não sei se tu tens Embarquei na loucura dos tempos Desviei-me dos bons costumes que aprendi Sonho na área e tudo vai com os ventos Não sei nem se quer dar conselhos a ti Eu que sou o mais antigo na vida Mal sei formular projectos de vitória Vivo como mortos atormentados pela desvida Depois desta, de mim ninguém terá memória.

Mulheres montagem Enquanto umas Preferem trabalhar deitadas
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Mulheres montagem Enquanto umas Preferem trabalhar deitadas E descansar em pé Umas outras Gastam o suor do sangue velho dos pais Na compra de beleza em “Dumbanengues” Compram cabelos Cujos verdadeiros donos Vão apodrecendo em sarcófagos Compram unhas E agem como onças Nas noites em que vendem e não são pagas Vestem-se erudita e artisticamente Mas nem se quer Nas suas próprias línguas Me podem definir “Arte” Elas montam-se de princesas Para ludibriar coitadinhos Que roubam o salário mísero Que a adúltera da vida Vomita em cada final do mês Como ganho dos pobres pretos dos pais.

Ingratidão total Olha só, Como me devolveste o coração!?
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Ingratidão total Olha só, Como me devolveste o coração!? Sujo, húmido e pestilento Nem parece que nos amamos Com emoção Vejo que te esqueceste de tudo, Juras docemente proferidas E hoje? Promessas viraram feridas Me amaste de corpo e boca E culpas a vida por ser como tu; louca! Não soubeste conservar o sentimento Buscaste achar nos outros O que eu não dispunha no momento Fizeste de mim idiota e eu fui Nada mais posso fazer Senão reabilitar o coração Quem sem ínfima piedade me destruíste Buscarei um novo amor Sincero, amável, que ame Porque um amor igual ao seu Tenha certeza; nem você merece.

Até à morte De todas as dores que No inferno da vida contraí
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Até à morte De todas as dores que No inferno da vida contraí Nenhuma pôde ser tão forte Como a que a tua morte me causou Com os olhos vejo nada Pois a minha satisfação Consistia na tua existência Estou morto na vida E muito ansioso para morrer Definitivamente. Eu sei que assiste o meu pranto E não vês a hora da minha chegada Mas eu quero que saibas; Enquanto eu não morrer Sempre rogarei a Deus Que me tire a vida Para na morte contigo viver Continue morta Pois, não tardar A dor da tua perda Também irá me matar.

Basta o coração que me levaste Porque devo sacrificar-me por ti Se tal como as outras
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Basta o coração que me levaste Porque devo sacrificar-me por ti Se tal como as outras Menos tardar te apartarás de mim Como fel amargos serão os meus dias E depois de ti não mais terei Prazer em com prazer vive-los Um famigerado me tornou Perante os deuses do amor Assim como tu eles vivenciaram O mais belo sentimento Que por ninguém ainda posso sentir Basta o coração que me levaste Por eu ter sido tão ingénuo E por teres tu sido Como todas as mulheres Se comigo pretendes continuar Não me peça mais do que lhe tenho dado Porque quando me fores a deixar Eu possa afirmar: já fui amado.

Verbo amar Eu amo Tu amas
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Verbo amar Eu amo Tu amas Eu amo-te Tu amas-me Só amo a ti Porque igualmente amas a mim Foi conjugando o verbo amar Na primeira e segunda pessoa do singular Que descobri o quanto somos um só Você em mim e eu em ti Na carência ou na abundância Enquanto estiveres comigo O meu verbo preferido será te amar.

Afinal! Porque devo amar? Se os que amam Os vejo lameando em lamurias
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Afinal! Porque devo amar? Se os que amam Os vejo lameando em lamurias Prantos e injúrias E que por terem amado Já não querem mais amar Afinal porque me fazes amar? Se o que eu quero é não amar Eu sei que floridas emoções me adornarás Mas quando o prazer se esgotar Mil súplicas farei Mas nem de longe estarás Esse é o meu medo. Amar. Pois, mal se sabe quais são as possíveis vantagens do tal amor se quando bem fazem mal também desejam.

Coitado de mim Sempre fui amado Mas nunca subi retribuir
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Coitado de mim Sempre fui amado Mas nunca subi retribuir Vagabundo incorrigível E causador do sofrimento alheio Eu sou bicho, me assumo sem receio Quantas vezes me quiseram amar E eu fingi que já amava sem razão Magoando inocentes sentimentos Acabando com sonhos do coração Se eu pudesse ser outra pessoa Invento sorrisos para enganar, e consigo Vivo inventado cores sem sentido Um dia irei pagar. Coitado de mim Não estou a saber viver a própria vida Sou ironia de mim mesmo, é! Enquanto eu semear esta semente Ela não vai parar de crescer E quanto menos tardar, irei colher Porém, amargos serão os seus frutos Como mudar?! Coitado de mim.

Não acredito Embora fosse o que sempre quis; Me deitar no seu corpo como morto
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Não acredito Embora fosse o que sempre quis; Me deitar no seu corpo como morto Desfalecendo os meus músculos virís E ressuscita-los no aconchego do seu porto Embarquei na loucura de dissuadi-la Organizei mil dúzias de caprichados versos E os recitei docemente para comove-la E se uniram em mim sentimentos dispersos Para a minha espantosa alegria, me aceitaste Não acreditei! Era um sonho ouvir de ti um “sim” Quase enfartei quando amorosamente me osculaste Na hora esqueci da vida, por conseguinte, de mim Estou infinitamente feliz por tê-la ao meu lado Alegras-me os momentos e viabilizas-me os sonhos Embora não acredite, mesmo por ti sendo desejado A verdade é que os meus dias já não são tristonhos

O Nosso amor já era Ontem foste a preferida Amava-te mais do que a própria vida
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O Nosso amor já era Ontem foste a preferida Amava-te mais do que a própria vida Igualmente me amaste também Só que o tempo foi passando E conheceste outro alguém Desde então vivi corneado Tentei avivar o nosso amor Mas em troca me causavas dissabor Sonhei acordado e desacordei Não soube explicar-me o sucedido Muito menos entender onde errei Vi o amor desgastado e desiludido Hoje sou eu quem não te quer Não por vingança, nem se eu puder Magoaste-me quando te superiorizaste Como quem traz o mundo às costas Sem medir esforços te mostraste Não quero saber se de mim ainda gostas Saia dos caminhos que um dia nos uniram E devolva-me o amor que as flores pariram Para que não mais de mim sintas falta Para que não mais me lembre de ti um dia E com meu novo amor tenha vida grata Pois contigo já era, se é que não sabia.

Este poema Este poema é meu De tão simples que é
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Este poema Este poema é meu De tão simples que é Só podia ser meu Adicionei o La e o Guna É por isso que este poema De ninguém mais pode ser Senão de Laguna Sim! Laguna sou eu Sou eu laguna Tão virgem na poesia Que este poema de ninguém mais seria Senão da minha própria autoria Se não o julgo melhor Também não o tomo por pior Pois, apesar de serem versos simples O fiz por amor.

Minda Minda! Só para dizer o quanto és linda
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Minda Minda! Só para dizer o quanto és linda Sem receio 1000 versos como estes faria Versos iguais ao teu rosto cheio de alegria Embora não penses o mesmo de mim Com versos e rimas te elogio mesmo assim Tu mereces, ainda que consideres pouco Aceite o elogio deste vadio, poeta e louco Até podia te oferecer um vestido de marca Mas não seria mais belo que a sua anca És doce no falar e excitante no desfilar És preta e negra com isso deves te orgulhar Não te ofereci flores porque és uma delas Nem me foi necessário te oferecer estrelas Tu brilhas, alegras os olhos do apreciador Resumindo todo poema; Minda és um amor!

Perdido em mim Sinto-me um fantasma Um rosto sem forma
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Perdido em mim Sinto-me um fantasma Um rosto sem forma Perdido no desaconchego de mim próprio Lutar para me encontrar Seria como ajudar um morto a ressuscitar Em pensamentos me perdi Voei sem voar Dei asas a imaginação e me perdi Perdi-me na ineptidão psicológica Já nem me aquece A inocente poesia metafórica Procuro-me no espelho E ele como se fosse fotocopiadora Me tira a mesma imagem Perdida em si mesma Que tal como eu, precisa se encontrar.

Na estética do seu corpo No atraente bronzear dos lábios Com a língua
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Na estética do seu corpo No atraente bronzear dos lábios Com a língua E dulcificar aromático Do “Smel” de cada contorno do seu corpo Com os meu olhos Conheci o belo O belo em arte O belo que não é sinónimo de bonito Se eu disser és linda Há quem ainda pode me contrariar Tu és bela Como uma obra artística Como uma imaginação nunca imaginada Bela como o belo em si É na filosofia do seu corpo Onde só a estética faz parte Que eu me inspiro E me torno artista.

Poemando Tu que te envolves neste ritmo Sem vida
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Poemando Tu que te envolves neste ritmo Sem vida Seguindo ao pé da letra Esta melodia vencida Sim! Tu, Oiça o verdadeiro canto Que há dentro de ti Oiça a voz do silêncio E sinta o batucar das cordas de som Que levam o sangue ao teu pulso Não, não mexe o corpo avulso Dance a marrabenta do quotidiano Que é da cor da sua raça Converse, desconverse Faça tudo com emoção Mas antes de ouvir um conselho Oiça a voz do coração.

Reflexões da mente Tanto esforcei a mente E na efervescência dos miolos
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Reflexões da mente Tanto esforcei a mente E na efervescência dos miolos Rapidamente conclui, infelizmente; Na minha cabeça mais do que piolhos Tem o que atemoriza muita gente Tenho muito tempo para pensar Acredito esta ser a maior riqueza do pobre Tempo, suficientemente, para lastimar Mas o que eu concluo é simples e nobre Embora tão difícil num poema se revelar Trago nesta meia dúzia de versos Um segredo, a chave para se ser feliz Embora já tenha vários escritos dispersos É neste que revelo o que se sabe e não se diz Eu e todos, infelizes, pela vaidade submersos.