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Frases de Laguna de Jesus

117 frases

Palavras para quê? Toca-me Beija-me
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Palavras para quê? Toca-me Beija-me Abraça-me Sim! Descreva com a palma macia da sua mão Cada contorno do meu corpo quente Esfregue a tua pele na minha… Isso! Agora faça-me vibrar Com o seu alarme sedutor Adivinhe o meu ponto fraco Aí não, Também não, Hai céus! Que prazer, que satisfação! Se fores a massajar-me com a língua Juro que te compro o vestido mais caro da loja das damas Não! Não faças isso Ponha-te na posição inicial Toca-me Beija-me Gostei de te amar!

Convite Vinde a mim todo o solteiro Pois sou o único amável e verdadeiro
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Convite Vinde a mim todo o solteiro Pois sou o único amável e verdadeiro Mergulhai neste poço de água viva Comigo nunca falha a expectativa Peço perdão Pela falta de educação Dirigi-lhe a palavra sem antes me apresentar Eu sou inimigo da solidão, eu sou amar Não é fácil me conhecer A mim só verás com os olhos de ver Dizem que confundo pela maneira de agir Mas o que sou só se pode sentir Eis que te faço um convite Aceite-me e tenha um bom apetite Eu sou amor Aceite amar e esqueça a dor.

Profecia Um dia serei poeta para todos Tenho certeza do que lhes afirmo
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Profecia Um dia serei poeta para todos Tenho certeza do que lhes afirmo Ainda que me desconheçam os povos Um dia saberão os versos que lhes rimo Por enquanto sou um laguna-ninguém Conservador de contos, romances e poemas Mas no dia em que eu for descoberto por alguém Os meus textos substituirão cafés e cinemas Não que me julgue o melhor dentre os piores Mas escrevo o suficiente para um dia o ser Agora não sou, mas inspiro-me nos melhores Com eles muitas coisas me pus a aprender É o dom que sem sementes em mim germinou Não importa o tempo que terei que esperar A verdade é que um dia serei o que sou Poeta do povo com mil rimas para vos adornar.

Meu primeiro amor Com o … Por entre as pétalas das suas “mathangas”
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Meu primeiro amor Com o … Por entre as pétalas das suas “mathangas” Aprendi como é que, Se desenha um filho Sem noção de arquitectura Penetrei-te amorosamente Como o camponês Desvirgina a terra Na esperança de um dia Lhe proporcionar uma bela colheita Quando gritei Nhandayeyoôô… Quando invoquei aos meus antepassados Era o nosso filho estalando-se no seu óvulo, Fecundante. Era o leite que, amanhã, fará com que, Os que hoje te chamam de “Nguavana” Te chamem mulher Contigo aprendi que, Na vida nada mais doce pode existir Senão essa fonte de prazer Que as sexopatas vendem até em “Dumbanegues” .

Amor verdadeiro Tão forte é esse amor Tão forte como o ferro
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Amor verdadeiro Tão forte é esse amor Tão forte como o ferro Que tudo quebra e esmiúça Doce é o que me faz sentir e, Agradável a sua satisfação Quero sempre te amar Porque isto me serve de motivação Crio, interiorizo e materializo Tudo a partir do coração Difícil é assemelhar o que sinto Porque sinonimo nenhum serve para tal Esse amor é especial Não inveja, não trata mal Não se vende Até pode enfraquecer Mas no fim tudo suporta.

Sempre te quis Mesmo quando te chamava Pelos mais pejorativos nomes
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Sempre te quis Mesmo quando te chamava Pelos mais pejorativos nomes Mesmo quando acariciava os seus ouvidos Com os mais abomináveis adjectivos O meu coração sempre te quis Te queria como sempre vou te querer Não consigo dizer não a essa chama Ela me queima como fogo quente Mas mesmo assim te quero Te quero porque assim eu sinto Por mais que eu me esconda de que jeito Esse fogo sempre vai me queimar Me queima porque gosto Me queima porque se não me queimar Posso deixar de te amar Por mais que me doa o coração Eu sempre te quis.

Poema para Mondlane Na terra onde nasci há um só arquitecto E esse poema é prova da sua existência
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Poema para Mondlane Na terra onde nasci há um só arquitecto E esse poema é prova da sua existência Quando escrevo, é com liberdade Com que ele me libertou Quando amo É com amor que ao povo amou Esse arquitecto és tu, ponte da unidade Nacional Tu, imortal Mondlane Fundador da Frente de Libertação de Moçambique Orgulho de Mocuba, Nagande e filho de Moçambique Tu, gigante a sonhar, rua da liberdade Onde os Moçambicanos fazem ninho.

Espírito santo O meu coração jaz No desconforto da sua ausência
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Espírito santo O meu coração jaz No desconforto da sua ausência E desafogadamente sacio os dias No amargo pranto da minha dor Onde posso lhe encontrar? Oh, consolador! Sei que de tudo quanto eu padeça Na é grande que a vossa fortaleza Fortaleça-me, ainda que não mereça O mau cega meus olhos, não vejo beleza A minha direcção é a sua graça Ao me envolver destrói-se cada ameaça Jesus prometeu antes de partir E essa promessa é que me troce até a ti Pois de nada me vale existir Se não é para te ter aqui Espírito, espírito consolador Espírito, espírito fortalecedor Que as sua bondade venha me alcançar Porque amargos tem sido os meus dias Baptiza-me, por favor! Baptiza-me em nome do Senhor.

Primeira reflexão Quando paro e analiso as coisas Concluo que nem tudo tem lógica
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Primeira reflexão Quando paro e analiso as coisas Concluo que nem tudo tem lógica Por exemplo; nem todas as moças Na hora H despregam quem só faz cócegas É complexa a estrada dos que vivem Duma ou doutra forma vamos todos em contramão Enquanto uns bendizem outros maldizem Nota-se em ambos falta de comunhão Há momentos que acredito que existo Mas quando a certeza me enche de dúvidas Duvido da certeza que me torna esquisito Começo a subir para baixo pelas descidas É estranho, o sol me molha e a água me suja Me molha de tanto suar e me suja por molhar Isso alguma vez te aconteceu? É claro que já No sol causticante que aos pássaros faz assar.

Voz silenciada É o grito negro É a pele escura sobre os ossos da minha gente
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Voz silenciada É o grito negro É a pele escura sobre os ossos da minha gente É o querer inapto de um indigente É uma boca mal aberta Para quem não pode se expressar É querer sem poder, aliás Nem é uma nem é outra É voz silenciada Voz silenciada Não é voz das cordas vocais Mas sim voz que não se ouve mais Voz de quem nunca teve voz Voz minha, minha voz Que para ouvi-la basta estar de longe Porque de perto ela não se ouve Voz silenciada ainda pode ser a tua Se junto com a minha Permanecerem trancadas no silêncio.

Meu maior desespero É saber que vives dentro de mim Mas não posso te tocar
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Meu maior desespero É saber que vives dentro de mim Mas não posso te tocar É sentir que te amo imenso Mas sem poder me declarar Meu maior desespero É te querer enquanto ausente Te ver no meu passado fazendo juras Para o futuro Mas sem te ter no presente Tudo me desespera quando fico desesperado Mas o verdadeiro desespero É quando não te tenho do meu lado.

Tapete vermelho Estás num tapete vermelho Como te fica nele caminhares
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Tapete vermelho Estás num tapete vermelho Como te fica nele caminhares És uma imagem reflectida no espelho Que tombo terás quando despertares Num mundo tão real como este Não sei como é que consegues tanto sonecar Esse velho que tão novo coração cedeste É caso e desfruta bela vida familiar O que me admira nesse vosso amor É ouvir de te que se amam sem limites Mas que amor é esse que não dás valor Entregando se a mim sem recreio nem convites Não vou pedir que o deixes agora Pois não tenho o material que ele te dá Mas eu lhe advirto antes mesmo da hora Largue-o, antes que a vida te prove o quanto é má.

Bassopane Vafana Eis que vos advirto rapazes Ainda que não seja do vosso agrado
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Bassopane Vafana Eis que vos advirto rapazes Ainda que não seja do vosso agrado Doravante leveis isto em cartazes Há um mal que nos ameaça Há uma eclosão demográfica Que nos amordaça Só para que tenhais noção da gravidade Na verdade Este mal é tão forte, Quanto o ferro que tudo quebra e esmiúça Ainda podemos personifica-lo em Coelho – o animal e a astúcia Este mal é mão por natureza Ludibria até aos santos Sempre que se monta de beleza. Enquanto eu tiver voz vos advertirei; Bassopane Vafana!

Mais reflexões No farfalhar das folhas dos tempos E no canto dos pássaros aos ventos
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Mais reflexões No farfalhar das folhas dos tempos E no canto dos pássaros aos ventos Sinto a enfadonha música da vida Marrabentando numa melodia dançante Acusticamente mergulho na batida E me desligo desta vida stressante Quem sou eu quando sou eu Morri quando nasci do pai meu Não escolhi ser maluco e poeta Tudo é fruto dos dias bons e maus E da pressão que nem o morto aguenta Pois viver é um autêntico caos Muitos dizem: se eu pudesse escolher Pois não sabem: viver, não viver, tudo é morrer Esse é o lado bom da vida descansar Não ser quando o deveria Ficar inerte no excitante movimento do dançar Desviver tristemente na própria alegria Viver é isto viver é aquilo A questão não é não querer dificuldades Porque sem elas não seriámos o que somos Essas são as adversas realidades Quer queiramos, queiramos não. Tristonhos vamos.

Profecia Um dia serei poeta para todos Tenho certeza do que lhes afirmo
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Profecia Um dia serei poeta para todos Tenho certeza do que lhes afirmo Ainda que me desconheçam os povos Um dia saberão os versos que lhes rimo Por enquanto sou um laguna-ninguém Conservador de contos, romances e poemas Mas no dia em que eu for descoberto por alguém Os meus textos substituirão cafés e cinemas Não que me julgue o melhor dentre os piores Mas escrevo o suficiente para um dia o ser Agora não sou, mas inspiro-me nos melhores Com eles muitas coisas me pus a aprender É o dom que sem sementes em mim germinou Não importa o tempo que terei que esperar A verdade é que um dia serei o que sou Poeta do povo com mil rimas para vos adornar.