Pular para o conteúdo

Frases de Klaas Kleber

60 frases

Libertino Minha elegância de maneiras oculta desejos impuros
Continuar lendo

Libertino Minha elegância de maneiras oculta desejos impuros por prazeres carnais obscenos Tenho um jeito lascivo de amar um jeito devasso de possuir sem pudor e decência libertino

Homem ao mar Homem ao mar é saudável e não sabe nadar
Continuar lendo

Homem ao mar Homem ao mar é saudável e não sabe nadar é forte e não sabe nadar é inteligente e não sabe nadar é sensível e não sabe nadar não submerge desvaneceu-se fundiu-se à própria imagem refletida no espelho do mar amálgama de cânticos as sereias fizeram adormecer a criança embalam-na acalentam-na da seiva luz dos seios nutridos do ocaso

Tejo Me despeço, mas não vou embora essa é minha eterna morada
Continuar lendo

Tejo Me despeço, mas não vou embora essa é minha eterna morada subo as escadas, mas não chego até lá se avanço, fogem de mim se recuo, descem ao meu encontro não me calo meu silêncio grita trago notícias de lá, dos desertos ermos trago notícias de lá, doutros tempos minha incumbência é o adeus, a saudade sou detentor das memórias um cristal em movimento o perigo, a vida e a morte dentro de mim não respiram apagam, morrem, desaparecem na minha beleza habitam almas e monstros devoradores de corpos que não sobrevivem fora de mim vomito aquilo que rejeito e devolvo aos homens a sua podridão, o seu lixo tóxico me engasgo com ossos, mas não digiro o que não vive renasço das alturas da limpidez dos cristais do meu espelho se mira a profundidade de lugares submersos e sem retorno onde vivem os meus titãs acorrentados em caravelas

Concebimento Um touro com crista de galo um galo com penas de pavão
Continuar lendo

Concebimento Um touro com crista de galo um galo com penas de pavão um pavão com pés de homem caminham solitários num só harmoniosos martirizam o pensar ela tem que nascer, gritar, ser gente ouve-se passos, murmúrios olhares capturam a imagem invertida abstenção ninguém se aproxima apercebem-se são três corpos a ponderar

CARÊNCIA A carência é uma correnteza de desafetos
Continuar lendo

CARÊNCIA A carência é uma correnteza de desafetos que serpenteia por entre a vida arrastando os homens para abismos recônditos e obscuros Pudera eu, ser uma ilha abraçada pelo mar e pudesse estreitar nos meus braços o calor do ocaso poente A premência de afeto é algo que fragiliza a natureza do nosso ser!

O JARDIM DOS BADEN Acalentado pelo outono o jardim do Palácio de Karlsruhe
Continuar lendo

O JARDIM DOS BADEN Acalentado pelo outono o jardim do Palácio de Karlsruhe exala o seu último suspiro antes de invernar O outono resguarda-o tece-lhe um manto de folhas em tons vívidos e harmoniosos como as sinfonias de Beethoven Sublime por realeza o jardim do marquês de Baden será abrigado das nevadas até o alvorecer da primavera

⁠Desejar Quanto tempo ainda me resta? Pergunto-me às vezes
Continuar lendo

⁠Desejar Quanto tempo ainda me resta? Pergunto-me às vezes Que a vida é efêmera e findável Isso eu tenho consciência E diante disso não há o que fazer Se não, desejar Desejar que o dia outro não seja monótono e vão Desejar que o amigo outro não seja apático e desleal Desejar que o amor outro não seja tépido e fugaz Desejar que o poeta outro não seja falsídico e indolente Desejar que o desejo outro não seja nefando e ominoso

⁠Não há mais volta Lá se foi mais um dia e com ele tarefas e aspirações minhas
Continuar lendo

⁠Não há mais volta Lá se foi mais um dia e com ele tarefas e aspirações minhas que já não parecem fazer-me sentido o que eu tinha a fazer foi feito Já não há mais volta Lá se foi mais um dia, redigo e com ele alegrias e angústias minhas que mesmo não esquecidas se foram o que eu tinha a sentir foi sentido Já não há mais volta Entrego-me ao sono e descanso Se o alvorecer me suscitar inspiração escrevo um poema ou uma canção exaltando os dias que se foram Pois já não há mais volta

⁠Atenas O sopro lírico de Éolo avança o propileu da Acrópole
Continuar lendo

⁠Atenas O sopro lírico de Éolo avança o propileu da Acrópole e encontra eco entre as colunas dóricas do grandioso Pártenon Ode em honra de Dionísio! Exclamou o guardião dos ventos Ao pé da colina rochosa sustentáculo do Templo de Atena abanquei-me para ouvir os poetas do Odeão de Herodes Ático Ode em honra de Dionísio! Entoou alto e bom som o Corifeu E ao som suave da Lira o coro grego, em uníssono compôs a récita poética em louvor a Dionísio Minh’alma, embriagada encheu-se de júbilo

⁠Bracara Augusta Tuas ruas e vielas retém estórias remotas
Continuar lendo

⁠Bracara Augusta Tuas ruas e vielas retém estórias remotas que a pobre posteridade jamais conhecerá Estórias desprezadas porém, resguardadas de glórias e maldizes da gente desse lugar Bracara Augusta coração do Minho se teus espectros sibilassem as estórias que tem pra contar Teus Sacro-Montes rogariam aos poetas para que grafassem em versos as estórias desse lugar

⁠Subsistir Uma parte de mim abriga sonhos desfeitos
Continuar lendo

⁠Subsistir Uma parte de mim abriga sonhos desfeitos esperanças vazias e incertezas Sentimentos nefastos de insatisfação de descrença e temor Não obstante subsisto resistindo ao tempo ao sofrimento e à morte Pois a paixão pelo viver é a seiva que me nutre que me faz forte e audaz

⁠Minhas mãos Ao contemplar minhas mãos de súbito, senti um ardor de sentimentos
Continuar lendo

⁠Minhas mãos Ao contemplar minhas mãos de súbito, senti um ardor de sentimentos Meu Deus! Exclamei em voz branda Estas mãos são a condição de tudo são elas que afagam, que cuidam que abençoam, que semeiam que criam e que lutam Instantaneamente uma emoção contundente e imprevista preencheu-me por inteiro fiquei atônito, estacado com o olhar pensante e sensível Meu único desejo era captar a essência daquele momento

⁠Chagas Seja cauteloso, advertiu a minha intuição
Continuar lendo

⁠Chagas Seja cauteloso, advertiu a minha intuição E vencido pelo desejo, num ímpeto irrefreável, afundei-me no lodaçal da perversão Resguarde-se, advertiu a minha consciência E fazendo-me surdo a ela, num êxtase irreprimível, lancei-me no abismo das sensações O agravo de um ato bestial são as chagas que uma ação incontida pode nos causar

⁠Alvorecer Conceição... que esta se transforme em bem maior!
Continuar lendo

⁠Alvorecer Conceição... que esta se transforme em bem maior! Exclamou o homem A senhora do sol talhou uma fenda Nas sombras habitam almas em expiação na luz os homens de fé e razão Conceição… pela sacratíssima paixão! Exclamou o homem A senhora do sol entalhou um anjo Nas trevas habitam demônios na luz os arcanjos e serafins Ouve-se revoadas de pássaros os pardais entoam cânticos para o primeiro alvor do dia Conceição sorri, o homem sorri junto