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Frases de Klaas Kleber

60 frases

Retirar-se na solidão Retirar-se na solidão é estar consigo mesmo
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Retirar-se na solidão Retirar-se na solidão é estar consigo mesmo é colonizar seu pensamento é desencarcerar seu sentimento é desoprimir sua emoção Retirar-se na solidão é conectar-se com o fora é ouvir o seu entorno é estender o seu universo é transcender a sua imaginação Retirar-se na solidão não é renunciar a si próprio não é retirar-se do mundo não é morrer para a vida não é perder a razão A solidão também tem seus encantos!

NADA MAIS A noite dissipou-me o dia dispersou-me os amigos
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NADA MAIS A noite dissipou-me o dia dispersou-me os amigos nada mais me apetece senão, o acalentar do silêncio A noite dissipou-me o dia fragmentou-me os pensamentos nada mais me ambiciona senão, o cenário do vazio Já não quero pensar já não quero falar nada mais me aspira senão, velejar nos meus sonhos

Rúbido Viking Orvalhada de suor a rubra e alva pele
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Rúbido Viking Orvalhada de suor a rubra e alva pele de penugem carmesim exalava pelos poros o odor afrodisíaco de um óleo de jasmim Banhado pelo suor da rubra e alva pele de penugem carmesim os meus poros inalaram o odor afrodisíaco de um óleo de jasmim Meu libido foi fecundado sua virilidade me possuiu!

Esbórnia noturna Oscuridad de la noche o pequeno príncipe perde sua realeza
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Esbórnia noturna Oscuridad de la noche o pequeno príncipe perde sua realeza não existe guarnição homens vorazes invadem seus jardins à procura de corpos ávidos excitados pelo desejo de possuir caminham solitários, atentos, silenciosos resguardados pelo véu da obscuridade homens sem rosto, sem identidade, sem memória se olham, se reconhecem, se aproximam são herdeiros da mesma natureza descendentes de Afrodite Oscuridad de la noche ouve-se um gemido monótono todos os homens correm na mesma direção reclinado sobre as raízes do velho cedro um jovem rapaz, de ares ingênuos esmoreceu-se, está dormindo sobre a pele alva do seu rosto o néctar opalino de Eros

Domingo de inverno A chama do candeeiro guarda silêncio enquanto os ponteiros do relógio
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Domingo de inverno A chama do candeeiro guarda silêncio enquanto os ponteiros do relógio musicam as horas tardias As noites dominicais são sempre monótonas O cortinado encandeia o clarão da lua e matiza de cores sombrias as velhas paredes do quarto As noites invernosas são sempre enfadonhas Apanho um bloco de rascunhos preenchido de frases mortas e rabiscos sem sentido A poesia nem sempre surge na forma de versos Confortado num velho cobertor de lã versejo em pensamentos sentimentos de tristeza Os domingos de inverno sempre inspiram melancolia

Quitério A noite fria tirou-me o sono aprisionou-me no quarto
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Quitério A noite fria tirou-me o sono aprisionou-me no quarto estou às escuras e o silêncio me causa enfado Sussurro o nome de Quitério Quitério! Quitério! Ouço um ronronar indolente a passos manhosos ele se abeira silencioso, desperto, matreiro sua noite também é monótona Sussurro o nome de Quitério Quitério! Quitério! Quitério salta para os meus abraços parece um tufo de algodão trocamos carícias fadigados e nos aquecemos de amor Meu gato Quitério tem o olhar de um fadista

Contemplação Me pinto em cores invisíveis o anonimato é minha defesa
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Contemplação Me pinto em cores invisíveis o anonimato é minha defesa não é preciso proferir nada e naufrago nos meus pensamentos Me oculto em cântaros de cristais o silêncio é minha fortaleza não é preciso dizer nada e naufrago nos meus sentimentos Me embriago das belezas do mundo o seu bálsamo me vem pelos poros Não é preciso falar nada e naufrago na minha existência

Fênix negra Alargam-se as narinas os olhos vítreos reluzentes
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Fênix negra Alargam-se as narinas os olhos vítreos reluzentes tomaram a forma de um escudo a luz não penetra as pupilas contraídas de morte fez-se escuridão o homem vai ser possuído em defesa da vida da sua própria vida néctar para os covardes infelizes Tem o rosto empalidecido, cadavérico seus pulmões empedrados assassinaram sua alma humanizada o homem vai ser possuído em defesa da vida da sua própria vida néctar para os covardes infelizes A criatura renasce ressurge das próprias entranhas trás a força de mil demônios Vejam as minhas asas! ameaça o possuído Tem a negritude das trevas! o homem foi possuído em defesa da vida da sua própria vida para dar fim aos covardes infelizes

Preciosas joias de Jann Á[gatas] negras preciosas joias de Jann
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Preciosas joias de Jann Á[gatas] negras preciosas joias de Jann belos vorazes felinos de pelame cor de ébano habitam sem rivalizar o coração de uma mesma mulher Á[gatas] negras preciosas joias de Jann belos sentinelas felinos de íris cor do mar partilham sem disputar o amor de uma mesma mulher Negros felinos Á[gatas] de Jann joias negras de uma preciosa mulher

O deserdado Um homem velho pede abrigo à sombra trás consigo o resto do que foi
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O deserdado Um homem velho pede abrigo à sombra trás consigo o resto do que foi um mísero nada tem o tronco empedrado não se move parece atado suas pálpebras caídas resguardam as trevas da luz mantem o olhar fixo tremeluzente seus lábios não salivam murmuram palavras cavernosas que de súbito vem alarmar: vou chorar, vou chorar, vou chorar! ouve-se gargalhadas tudo silencia inspira fundo abraça os dedos enquanto pensa suas memórias transpiram sobre a pele do rosto ósseo maculado pela desonra do ser homem sente saudades? sente medo? sente aversão? liberdade imperativa puro lirismo olha para um lado, para o outro reclama o prometido: eu vou chorar, eu vou chorar! ouve-se gargalhadas o nada acontece e o velho bufão de barba cinzenta é feito invisível aos olhares daqueles que o espiam

Alvorecer Conceição, que esta se transforme em bem maior!
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Alvorecer Conceição, que esta se transforme em bem maior! exclamou o homem a senhora do sol talhou uma fenda a noite perdeu sua escuridade ouve-se revoadas de pássaros os pardais entoam cânticos para o primeiro alvor do dia Conceição sorri o homem sorri junto já se avista o esplendor do sol fez-se dia seus raios invadem violentamente tremeluzindo iluminando as coisas visíveis desterrando as criaturas da noite Nas trevas habitam almas em expiação na luz os homens de razão e juízo! Conceição, pela sacratíssima paixão! exclamou o homem a senhora do sol entalhou um anjo encarnou-se humano uma criatura de extraordinária beleza Nas trevas habitam demônios na luz os Serafins! Conceição sorri o homem sorri junto

Vidas transitórias Chegará o dia em que meus olhos ofuscados pelo nevoeiro da morte
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Vidas transitórias Chegará o dia em que meus olhos ofuscados pelo nevoeiro da morte já não perceberão pela vista o lacrimar dos ausentes aguardando o exalar do meu último suspiro Chegará o dia em que meu rosto regelado pelo sopro da morte já não perceberá pela tez as mãos cálidas dos ausentes aguardando a despedida da minha última existência Chegará o dia em que minha memória viverá nas lembranças fugazes na efemeridade dos sonhos dos ausentes mortais aguardando o seu tempo que também há de cessar E quando esse momento chegar eu terei desvanecido para a eternidade

Momento fugaz Espelho d´alma de suave transparência
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Momento fugaz Espelho d´alma de suave transparência reflete a pele escamada no oco vazio do tempo invólucro sensível meus lábios não magoam silenciam a surdez não é preciso cegar a luz navalha numa velocidade finita tudo é fugaz o tempo o momento o agora o nada

Destino Um guerreiro de pés alados galga as paredes mucosas da cripta
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Destino Um guerreiro de pés alados galga as paredes mucosas da cripta efêmero casulo de morte trás na tez do seu rosto a palidez dos homens aflitos e na face do seu escudo as cicatrizes dos discursos travados seu carma foi seu triunfo ouve-se o ressoar das trombetas as moiras tecem a passagem sensatas senhoras do destino a luz invade a cavidade cavernosa e vem banhar os seus lábios profanos sente o rosto ruborescer muito em breve sua cabeça será coroada pelo mérito de sua vitória

Estação Outono nórdico o sopro gélido de Éolo
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Estação Outono nórdico o sopro gélido de Éolo vem tocar as faces alvas sutil carícia de morte a força do seu fôlego lançará espadas de vento sinal de mau presságio os carvalhos se pintam se camuflam de musgo e oliva não querem ser percebidos Elfos, Duendes e Gnomos se ocultam no oco da floresta o titã do gelo se abeira vem do além norte salivando nevascas se banhar nos grandes lagos cemitério dos vikings

Quem sabe a sorte Desprovido de ânimo meu coração enlanguesceu
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Quem sabe a sorte Desprovido de ânimo meu coração enlanguesceu Fatigado pelo tempo meu coração esmoreceu Desiludido com os homens meu coração enrijeceu Meu coração cansou-se de ser súdito da vontade de outrem Sinto o seu ardor arrefecer o seu rúbido empalidecer Nem mesmo a poesia pode salvá-lo da morte Quem sabe a sorte?

Desejo Quero debruçar-me na janela e colher pérolas de orvalho
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Desejo Quero debruçar-me na janela e colher pérolas de orvalho nas manhãs frias de inverno quero montar um lindo colar de contas gélidas, cristalinas para presentear minha mãe Quero abraçar-me a um cipreste e sentir o cheiro da minha infância numa manhã de natal quero pintar um lindo desenho de giz cera e aquarela para presentear minha avó Quero um desejo de criança: nunca ser gente grande!

Entardecer em Aveiro Crepúsculo na ria triste beleza
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Entardecer em Aveiro Crepúsculo na ria triste beleza o dia agoniza, esmorece em tão breve perecerá a paisagem guarda silêncio os moliceiros se aportam uma garça solitária plaina no horizonte é o seu último voo o seu último adeus uma gradação de cores aquarela as águas salinas tintura cambiante a ria se emoldura em túmulo logo sepultará o dia

Volver Saudosista, o poeta galga a teia rugosa do tempo,
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Volver Saudosista, o poeta galga a teia rugosa do tempo, enredada por fios de seda. Sua memória retém felizes lembranças! Nostálgico, o poeta aviva velhas recordações, vincadas num passado remoto. Sua saudade resguarda a inocência! Silencioso, o poeta apalpa o rosto de tez morena, facetado de amabilidade e afeto. Seu sorriso se converte em versos!