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Frases de Kátia Sandrin

3 frases

Porque este meu ser é de faca, mas também é de flor... Nasci em Abril. Primavera da vida. No hemisfério sul de Drummond a primeira flor não é Rosa ou Violeta. Não se abre na frágil delicadeza da Cereja.
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Porque este meu ser é de faca, mas também é de flor... Nasci em Abril. Primavera da vida. No hemisfério sul de Drummond a primeira flor não é Rosa ou Violeta. Não se abre na frágil delicadeza da Cereja. Tem cor e cheiro de Laranja. Ácida e desbotada como a estação que é mais da alma que da natureza. Cores sujas. Folhas secas. Frutas cítricas. No hemisfério sul de Cecília há flor de laranjeira em decomposição. Branca, imaculada como a parte estragada de alguma coisa que sabe que é preciso se deixar cortar pra nascer de novo. Inteira. Todas as Camélias de Abril já nascem no divã sazonal. Florescem entre safras. Neuróticas e complexas como Woody, o Allen, que insiste em picar a alma até abrir um buraco nela. Análise duas vezes por semana. Dois psiquiatras diferentes. (É preciso uma segunda opinião) Duas estações. Todas as camélias de Abril são guirlandas sobre o poço. Seu ser é de faca, mas também é de flor.

Você se sente perdido(a)? Confuso(a)? Tem a impressão que está vivendo um pesadelo? Que o tempo parou e você está preso(a) num mundo surreal?
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Você se sente perdido(a)? Confuso(a)? Tem a impressão que está vivendo um pesadelo? Que o tempo parou e você está preso(a) num mundo surreal? Não sabe onde está? Como chegou? E o que precisa fazer para sair daí? Suas certezas tornaram-se dúvidas? As pessoas vivem te condenando por você não ser como os(as) outros(as)? Seus amigos(as) são a personificação de algo que você não sabe explicar? Vive sonhando com uma vida repleta de maravilhas e aventuras? Não sabe como chegar lá? Onde fica lá? Quanto tempo se leva para chegar lá? Se a maior parte de suas respostas foi SIM, você é mais um portador da Síndrome de Alice. Bem-vindo à dura realidade de se adaptar a um mundo tão complicado, cheio de gente cada vez mais louca. Portanto, junte-se a nós e fique à vontade! Mais chá?

Coisas que terminam, mas não acabam Eu sempre tive um talento muito especial: ajudar pessoas. E, acredite, sou muito boa nisso.
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Coisas que terminam, mas não acabam Eu sempre tive um talento muito especial: ajudar pessoas. E, acredite, sou muito boa nisso. Tão boa que psicólogos, psiquiatras e farmacêuticos responsáveis por remédios para controlar mudanças de humor, morreriam de inveja de mim... ou não!? É algo que descobri há muito tempo e que não posso evitar. Gosto deste trabalho quase em tempo integral. Frases de filmes do Cameron Crowe à parte, conversando com uma amiga me dei conta de como a nossa vida é repleta de coisas que terminam, mas não acabam. Eu que sempre gostei das divagações e reticências, garrei um ódio desses malditos três pontinhos que deixam nossas histórias em aberto; presentificando o passado e servindo de muleta sentimental. Como se o amor fosse uma perna saudável que fizesse questão da ferramenta pelo simples medo de caminhar sem a segurança do apoio incômodo. APOIO INCÔMODO. Contraditório, não? Quando foi que passamos a andar com o que nos impede de correr? Talvez no dia que amores cinza, quem diria, se tornaram o tom da estação... Foi conversando com essa amiga cinza chumbo que percebi como a vida me fez gostar de pontos finais. Como é bom ver um mesmo filme várias vezes pela certeza de saber como as histórias terminam. Que prazer ler The End em letras garrafais na tela. Fim. Para vocês entenderem a falta de cores vivas no amor dessa amiga, vou contar a história dela como se fosse um filme, com uma breve sinopse dessa comédia romântica: Garota conhece garoto. Garota e garoto se apaixonam. Garoto tem ex- mulher e filho. Garota passa a ter problemas com o garoto porque o garoto da liberdade demais a ex- mulher que tem chave do seu apartamento, no qual tem livre acesso até mesmo para entrar durante a madrugada e destruir eletroeletrônicos de última geração. Garota da um fim à relação porque garoto é banana e além de tudo dorme na casa da ex- esposa quando vai visitar o filho. Moral da história: mulher perdoa muita coisa, menos um homem banana. Bananas de pijamas à parte, que tipo de cara tem o apartamento destruído pela ex- mulher e ainda dorme na casa dela quando vai visitar o filho? Menino bom, do interior, inocente e juvenil, criado a leite com pêra e ovomaltino, que não gosta disso de hotel, não. Pede pouso na casa da ex. Sim, menino bom, do interior não dorme; pousa na casa da ex. Cômodo, né mesmo? Né, não. Tanto a minha amiga, ele, quanto a ex psicopata; deixaram de viver novas histórias por medo, que é muleta do comodismo, que não passa de muleta da coragem, que é muleta do medo... Quantas pessoas já perderam a chance de ter um relacionamento legal com alguém novo porque um ex insiste em continuar nesse círculo manco e vicioso, topando pra cá, tropeçando pra lá... Se escorando nas nossas vidas como se ainda fossem parte diária delas. Damos chances e mais chances para o que não ter a menor possibilidade de dar certo. Não tem perspectiva de prosseguir na caminhada. Se muleta fosse bom, Capitão América combateria o crime com ela e não participaria de experimento científico pra se tornar super soldado, não. Pode parecer difícil, muitas vezes até impossível no momento, mas dar um ponto final nesse tipo de relação é fundamental pra não perdermos uma coisa: a direção. Se o cara não tem atitude, bora dar fim ao que te prende e não te deixa andar. Cada final é também um recomeço e o que vale são as surpresas da jornada!