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Frases de Juliana Umbelino Uma Mineira

43 frases

⁠Refúgio de palavras sutis, E asperezas proferidas Por quem poeta se diz
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⁠Refúgio de palavras sutis, E asperezas proferidas Por quem poeta se diz La na frente cor e belo Cidade de gente feliz Por mais que seja belo Surpreendente horizonte Abriga rima e duelo E as frases confortáveis, De quem ontem escreveu. Com típico lirismo cínico, De quem já viveu no breu. Poesias tão urbanas, Forjadas na solidão, Desviam, mas sem sucesso Das ladeiras de desilusão. Cafezinho misturado Com aroma de cachaça aqui. Passa gente, passa vida, De tudo em BH vi. É forte o cheiro de café, Com história, clube e esquina Mineirice contém fé. Mineira é gente minha

⁠é que ela nunca foi uma dessas pessoas que buscam ativamente o sentido da vida e nem acha que encontrará esse sentido lá fora; para ela, o propósito devia encontrar a pessoa, e não o contrário. talvez por isso, creio eu, a sua existência seguia em linha reta, monótona, sem cur…
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⁠é que ela nunca foi uma dessas pessoas que buscam ativamente o sentido da vida e nem acha que encontrará esse sentido lá fora; para ela, o propósito devia encontrar a pessoa, e não o contrário. talvez por isso, creio eu, a sua existência seguia em linha reta, monótona, sem curvas abruptas ou subidas vertiginosas. até aquele dia. sempre tem o dia que muda toda previsão de trajeto até de quem nação se perdeu.

⁠gosto da luz do fim de maio. ela entra pelas brechas, quebra tudo que não pulsa e traz beleza além do olhar. amor aqui na terra das Minas Gerais é mistério que escorre por calçadas e dança nos encontros tão poéticos, tão abertos por entre mercados - novos ou centrais - por entre…
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⁠gosto da luz do fim de maio. ela entra pelas brechas, quebra tudo que não pulsa e traz beleza além do olhar. amor aqui na terra das Minas Gerais é mistério que escorre por calçadas e dança nos encontros tão poéticos, tão abertos por entre mercados - novos ou centrais - por entre clubes e esquinas. gosto dos segredos guardados, das praças - talvez sete. aqui liberdade mora entre histórias erguidas tijolinho por tijolinho enquanto árvores imensas acolhem quem passa. minha gente é feliz debaixo de árvores que abraçam o céu. por entre clubes, por entre esquinas, por entre falas e despedidas. por cheiro de café, correria e gente… marcas deixamos no mundo - e sem a pretensão de ser poema. há lirismo na expressão da gratidão do povo daqui. não falo de mim, não falo de ti. falo de tudo e nada, falo de Belo Horizonte.

⁠ nessas novas auroras admitindo “sim, sou única”,
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⁠ nessas novas auroras admitindo “sim, sou única”, desde que me lembro e me entendo por humana, sou, afortunadamente, mais sensível que o resto. amar com uma fúria que morde a carne, e uma dor que é de roer o osso. amo as palavras não amo ninguém não amo homens nem quem beijo minha carne é singular meu amor é raro e caro o mundo necessitava - obviamente - de mais almas vibrantes que amam tão profundamente que não encontram a paz, representando tudo, todos e o que o mundo sente. agora, entendo que ninguém nasce em vão há motivo de existência, e vai além desse refrão agradeça por ser poeta, agradeça por sentir até o que não se sente agradeça sua poesia que atravessa tanta gente agradeça o que não sente agradeça esse amor, mesmo que dolorosamente. ser um ponto de partida, de alma rica e sofrida, que a palavra acolha até quem é da nossa laia as poetisas sem escolha se a gente nasce poeta sem ao menos escolher a sina é marcar a todos com intensidade que há de ser. esquecer o que não foi e recordar o que não vi. revolve estado fictício de aflição que nem vivi. maldito estado de ser tudo, maldito estado de todas ser. recomeça o ciclo resiliente mais palavras para recolher toda mente é solo vasto, e nossa rima talvez seja reflexo de tudo e nada ou apenas devaneio gasto.

casa que já foi refúgio paredes tem o que era resto de segredo guardado
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casa que já foi refúgio paredes tem o que era resto de segredo guardado ainda sorrio tímida fé de quem ainda espera apesar de tudo da vida e do coração arrebentado há dor que hoje é suave há você em todo canto, saudade quebra o silêncio das sobras em desencanto timidamente meu sorriso, resistente, a tentar teimosia arde em chamas forças para caminhar vai sorriso, vem comigo não some mais, por favor tira tudo que não finda e as sombras ilumina

⁠e então, percebo que sou única, desde que me entendo por humana,
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⁠e então, percebo que sou única, desde que me entendo por humana, sou, afortunadamente, mais sensível que o resto incluindo mar de gente hoje sei que amo com uma fúria que morde a carne, e uma dor que queima e arde. agora, entendendo o motivo de minha existência, agradeço, escrevendo por amar, mesmo na incoerência. sou um ponto de partida, minha alma rica e sofrida, não tenho escolha senão marcar a todos com a intensidade de quem sou eu. para esquecer o que nunca foi e recordar o que jamais vi. revolver um estado fictício de aflição que não vem de ti reconheço minha singularidade desde os primórdios da minha humanidade compreendo que, quiçá, sou afortunadamente mais sensível do que qualquer entidade. hoje, consciente de que amo com mais intensidade

a falta que você me faz me trouxe dias de febre e poesia. nada, nem a ausência é em vão, se parar para observar bem. acho que você não entenderia pois sempre se deu bem com excessos. do exagero, de tanto ocupar espaço a sua ausência deixou um buraco imenso nos meus dias. e mesm…
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a falta que você me faz me trouxe dias de febre e poesia. nada, nem a ausência é em vão, se parar para observar bem. acho que você não entenderia pois sempre se deu bem com excessos. do exagero, de tanto ocupar espaço a sua ausência deixou um buraco imenso nos meus dias. e mesmo assim consigo ver beleza, por mais irônica ou colérica que seja. sua falta faz verso e saudade, é verdade. pego caneta e registro notas sobre sua ausência. notas sobre o tanto de mim que há pra explorar. eu sou gigante também. eu sou quem ocupa minha vida.

⁠ruas, palcos de coincidências, ladeiras cheias de acaso dançando e flertando
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⁠ruas, palcos de coincidências, ladeiras cheias de acaso dançando e flertando criando as consequências. ecoa nosso “não é não”, eco que sempre afirma Moça! vaga sem rumo apenas nessa noite e tome muito cuidado, ainda há perigo na esquina Menina! descansa a alma por hoje, só hoje, silencia quietude é o que te falta pois pausa também inspira