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Frases de José Henrique Boia dos Santos

108 frases

⁠Quero sim...meu silêncio grita por você! Quero este amor dono mim, Tocar o céu com tuas mãos,
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⁠Quero sim...meu silêncio grita por você! Quero este amor dono mim, Tocar o céu com tuas mãos, O que só está em nosso olhar. Ter teu beijo e teu corpo quente, Sem defeitos e sem perdão, Eu sinto o teu querer. Vamos falar de nós: Do amor que juntos aprendemos, De quando tinha teu sorriso E sorrindo nos beijavamos, De quando nos entregamos A força maior do nosso amor. Eu cicatrizei as feridas, Mas você está dentro delas Vives dentro de mim, Corre no sangue de minhas veias. Eu vivi com teu amor e com ele sem você aprendi: Que não se pode fechar as portas, Do amor que está no coração . Amores passaram por mim ... Sim é verdade. Todos passaram sem a magia de descansar em nossa cama... nada ficou. E sou sobra de todos eles, Um resto de dor aqui e outro ali. Escondi você em mim, Nunca soube retirar do meu sempre... Do sonho de ser feliz. Existe um homem em mim que chora o teu amor, O outro é apenas a invenção frágil de um poeta solitário . Quero sim, este nosso amor, Meu sorriso verdadeiro que contigo continua, O beijo das nossas madrugadas, Teu olhar feliz pelas manhãs, A felicidade de nossas noites, onde adormecia a poesia. Acariciar e assumir contigo toda minha saudade Em teu colo deitar minha solidão. Te amo na igualdade do que juntos somos. A paixão que feriu e fiz de conta ter partido. Mas nunca te deixei e comigo te levei. Sabe! Hoje é dor e saudade. Mas você vive em mim. Como rosa onde a saudade de ti são espinhos a me sangrar. Meus dias são contados na tua falta. Quero sim! Te tocar e sentir, entregar e me desarmar, te amar. Meus sonhos ainda são teus. O amor ainda está aqui. De cabelos grisalhos e um coração cansado da solidão. Onde a poesia não mais me sustenta. Quero tuas mãos cansadas junto as minhas. Meu sorriso é teu. Meu beijo ainda é teu. Sou eu teu amor ... Em segredo guardei amor sentido. Foi destinado à nos o lado à lado. Eu quero sim. Sempre te quis no meu eu. Ainda tenho teu amor. Ele ainda está aqui, Simplesmente porquê... Te quero sempre, Te quero sim...meu silêncio, Grita por você! José Henrique

⁠Meu silêncio. E quando eu não souber ou não quiser falar, Abrace o meu silêncio...
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⁠Meu silêncio. E quando eu não souber ou não quiser falar, Abrace o meu silêncio... Nele está o sentimento puro, A verdade do quanto amo, Tudo que preciso sem saber me expressar Tudo que palavras não podem traduzir. Escoste e fique dentro de mim, Em silêncio me abrace e fique, Apenas se deixe aqui, Não saberia pedir você, Não sei como me dar, Mas silenciosamente preciso... Que você sem palavras, Entenda que eu apenas te quero... Em meu silêncio. Que possas tocar o amor E o carinho que sem palavras Só o coração pode transmitir... Mas, Em silêncio... . . . José Henrique .

⁠Você! Você, das flores, a mais bela, Das estrelas, a que mais brilha,
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⁠Você! Você, das flores, a mais bela, Das estrelas, a que mais brilha, Dos mares, o mais profundo. Dos ventos, o mais livre Você, do mel, o mais doce, Das matas, a mais virgem, Das flores, a minha rosa, Dos verões, o mais quente. Você, das canções, a mais lírica, Do ar, o que eu respiro, Dos sonhos, o que não quero acordar, Da paixão, a que me entrego, Do amor, o que sou amante, Você, Você,Você..... Chego a esquecer de mim. José Henrique 🌹 1986

⁠ E no caminhar... Uma parte em que me sinto tão bem,
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⁠ E no caminhar... Uma parte em que me sinto tão bem, Escrevo enquanto caminho. Tudo guardo em um lugar que talvez, o coração. Vou a lugares que nunca pisei, Sei que não, mas muito vejo e muito sinto, enquanto lá estou... Sinto cada momento, cada ler, Cada lugar é meu olhar a ver, Um outro olhar sentindo ... E porquê escrevo? Nem sempre leio, mas escrevo. Sinto no olhar, o amor que tem em cada passo dado, No vento que passeia, No casal que se olha, sem saber que já se conhecem, No desejado beijo da mulher de olhos tristes. " Amo tanto as rosas " É tanto o amor, que expressam no silêncio de sua beleza. Rosas, sempre são rosas. E no caminhar... Paro a admirar, o tanto que o tempo me aguarda. E a ouvir as flores do caminho, E escrevo sim, Para ti e para mim. Tanto preciso e desejo: Teu olhar , teu sorrir, teu chorar...Teu vinho [suave]... "E das rosas, tenho o amor" E não importa que chova, Não há pressa no caminhar, Tenho tempo, todo tempo. Chego até onde queiram as palavras, É nas palavras que dou passos, Sem que queira ou tenha onde chegar, [afinal]... Não há (espera) no fim. É lugar sem vista sem escrita, Podia ficar e ver tudo, Mas é no caminhar, Que te lembro e escrevo. Podes ler aqui o que sinto, E tanto de tudo já senti... E tanto de tudo escrevi. " Do amor, das rosas " Amor que vivo e sinto. Não é um amor ali ou longe... É dentro, é meu e em mim. Dele sofro, dele é o meu sorriso e minha dor. A saudade de quem não sei... Que não percebi ou não passou em meu caminhar, Um amor sem nome e endereço, Solitário e de intenso desejo, Amor que te escreve. E caminhei ... Escrevi e te guardei Te vi rosa, te senti [amor...] Pude ver o quanto estais bem agora, Eu precisava te encantar, É desse jeito; sem querer, sem prever ou saber. Mas me tenhas nas linhas e entrelinhas... Todos os pontos são teus e na falta deles, eu suspirei... Teu sorriso estará nas reticências do escrever [...] Eu...! Ainda , muito caminharei, muito! Escreverei e guardarei, " Amo as rosas " Em meu caminhar me falam, " É das rosas meu amor " Um amor sem nome e endereço. Mas me tenhas nas linhas e entrelinhas... Que sempre, Por ti e por mim escrevo . José Henrique 🌹

⁠Da tua janela... Não pude ver a lua. O céu se cobriu de nuvens.
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⁠Da tua janela... Não pude ver a lua. O céu se cobriu de nuvens. Não tenho o luar. Só um cinza para olhar. Mas ainda assim sei onde estais. Pois deste lugar nunca sais-tes . Me acolhes sei, no quente colo do teu desejo. Da tua janela me procuras. Como se não estivesse eu tão distante de ti. Quase podes me tocar ao sorrir. E consigo mesma, conversas comigo. E no quase juntos estamos sempre. Queria agora te beijar. Mas é com palavras que teus lábios beijo. E é com a saudade que te sinto. Preenches o meu viver como palavras em um livro. Tua voz sussurra em meus ouvidos. Teus carinhos estão sempre a me despir. Estais sempre à me cobrir com teu corpo sobre o meu. Já estivestes longe. Hoje não mais, nunca e jamais estarás. Pois deito à teu lado todas as noites. Me acordar todas as manhãs. Queres meu amor todos os dias. Estou nos teus olhos, no abrir e no fechar. Fui sozinho te encontrar. Desde então só, nunca mais fiquei. Era meu o que contigo tinhas, Era teu o que comigo tinha. Ficamos bem. Estamos bem. Enquanto eu aí. Você aqui. Sempre em nós, De janelas abertas. José Henrique

⁠Da paixão... Certo sei que nada sei... E passam os dias, como caem folhas em minha vida.
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⁠Da paixão... Certo sei que nada sei... E passam os dias, como caem folhas em minha vida. Aprendo a entender e não entendo, E muito menos posso eu explicar. Pois em tantas línguas faladas, É no silêncio pleno e escrito que sacio do saber que nada sei. No abraço de meu sofá que as palavras caem sobre meus dedos. Na companhia de paredes amistosas estou guardado de mim mesmo, Pois quando delas saio, encontro o assédio da carência, E me entrego sem saber muito bem onde estou , E no sem sabor de meus inocentes atos tudo parece amor. E é nessa doce dose suave de ilusão, Que volto cada vez mais sábio, entendendo que nada mesmo sei, Não eu digo ao sentimento disfarçado em uma rosa sem perfume, Não ao que não posso explicar. Pois confusa é a vida em um corpo vazio Assim como no abraço de quem precisa de um abraço... Simples amor que da raridade é nascido, Volto então ao silêncio de minha escrita, E na humildade de não entender, Não tenho como explicar A fragilidade de meu ser. E silênciosamente deito um corpo cansado de tentar buscar... Explicações para tantos rostos de línguas que não entendo: De toques que não sinto, Da beleza que não vejo, De vinhos sem sabor, De tantas rosas sem a essência De ferir com a paixão, sim... Queria sentir seus espinhos Sangrar meu coração. Mas me nega o destino E assim as folhas caem Nesse outono de meu viver. José Henrique

⁠Seja amor... Quanto ao que posso ver, Olhos de quem não vê,
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⁠Seja amor... Quanto ao que posso ver, Olhos de quem não vê, Cego a um tempo de grandes asas Que acolhe as dores das rosas, Cortadas sem motivo. Quando olho para ti onde tudo vejo, Apenas olho não a corto, Posso eu fazer parte de sua arte, Quem sabe em um quadro antigo. Da lembranca guardada em um porta jóias, Assim fica uma rosa ao chão da floricultura, Caida, imóvel amor sólido como gelo, A espera de calor intenso, interno De um sentimento esquecido. Um seguimento interrompido, Perdido, ou não mais sentido, Que venha em tudo, muito ainda vestido, Vestido da pele mais quente e ardente, Do que chamam de amor ou quem sabe amar... Algo do qual raro e sem entendimento racional, Ainda que seja amor, sugerindo prazer, Que muitas vezes a dor é de maior conhecimento, Ilusão ao se dar como verdadeiro, Sempre sorrateiro, envolvente, Surdo ao som de meu silêncio. Meus lábios se calam, ainda penso, Coração que nunca se cala, a mim aborrece, Voz atenta e tenuante que se desprende Da alma que flutua no escritor, Que vagueia nas palavras sem sentido, Na despretenciosa poesia solidão... Do amor que excede em seu todo Deixando apenas o perfume da paixão Sórdido cultivo de suas rosas, Que logo perdem suas pétalas, Que das pétalas o tempo cuide, O perfume, as lembrancas guardem. O silêncio que ainda persiste Do pensamento que não se cala, Que o gelo se derreta ao calor da saudade, E do caule uma nova rosa. Quanto ao amor... Que seja amor! José Henrique

⁠O amor nas letras. Palavras são o que tenho. Escrevo aos ventos.
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⁠O amor nas letras. Palavras são o que tenho. Escrevo aos ventos. Elas passeiam pela noite, Vagueiam pelas madrugadas. Cruzam os oceanos levadas pelo sentimento. Visitam as janelas de olhos brilhantes, Beijam bocas apaixonadas. Só as palavras podem levar um grande amor. Letra a letra o meu sentir, toca com suavidade teu coração. Teus lábios lêem o sentimento de um amor inabitável. Não gosto das vírgulas e espaços, E a distância é apenas a ponte que caminha a saudade. Não existe um ponto final na poesia do amante. Escrevo com a tinta do desejo e do querer. Palavra são tuas fruto do pensar em ti. Que cheguem nos teus lábios como batom, Vermelho sabor tuti-frut. É o que tenho. Que chegue até você. Que possas sorrir, que teu olhar brilhe. Se tiver lágrimas eu as quero. Eu as sentirei , é com elas que escrevo. Onde está você? Onde está você? Que tanto sinto. Que tanto quero. Me devolva este amor que com palavras dou-te. Devolva-me o eu te amo. Juntarei tuas lágrimas as minhas. Assim os ventos me trarão, Viajarão no curso do luar sobre o mar, Eu te sentirei com palavras apenas. E chegarão até mim com teu perfume no orvalho da manhã . O teu sentir com uma frase. O teu abraço em uma frase. O teu olhar em uma frase. O teu perfume nas letras. A tua emoção trêmula nas palavras do teu amor. "Eu te amo!" José Henrique

⁠Olhos vendados. Farei-me desviar-te de mim, Das ilusões por mim plantadas,
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⁠Olhos vendados. Farei-me desviar-te de mim, Das ilusões por mim plantadas, De como a desenhei, Dos pedaços que de ti juntei, Não mais terei as lembranças, De uma esperança somente minha, Não há dor no amor, Nem amor que resista a dor. O que for saudade... Lágrimas até que sequem, Amor que se apague, que se ausente, Embriague-se ao vinho de uma saudade qualquer Perca-se de mim por razão de não ser. E que a vontade padeça ao colo de meu desejo, Abrirei os olhos dantes vendados, Da ironia de amar de mim para mim, Da vontade de lutar sem motivo real, Detonarte-ei de forma atômica, Retirando o véu de sua mentira, Implodindo pilares de sentimentos por ti. Dormirei todas as noites perdidas, Apagarei os caminhos e rastros de seu alcançe, Da vilã e parceira solidão, ao lado deitarei, Darei de mim aos que a mim vem, Por motivo ou não importa, De amor , nas rosas encontrarei, Darei teu nome aos ventos, Mas como prometi jamais te esquecerei, Serás exemplo de qualquer dor posterior, Ainda a terei como causa e causador, Se o amor ainda me procurar, servis-tes bem, De um propósito encouraçado e resistente. A carência...um verdadeiro amor, A dor... meus pêsames, Ao tempo perdido...um lamento, A esperança... descanse em paz, Aos sonhos... um bom dia, A verdade... muito prazer, A você... um adeus, A mim... Farei-me desviar-me de ti... José Henrique

⁠Rosa de meu eu. Um sim para aceitar Aceitar para viver
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⁠Rosa de meu eu. Um sim para aceitar Aceitar para viver Sofrer para mais ainda amar Entender não é possivel Ainda distante sensível Toque de algo imperdível Fotografias permanentes Em sons e vídeos mentais Sempre em meu sempre No que se continua vivendo Parte de um grande espaço Tamanho é o abraço sentido Aqui estou ainda lá No procurar de mim, Ainda não em meu eu, Solto ao vento o perfume Um leve sabor do colo mais doce Saudoso o olhar que não mais se tem Guardado seguro No coracão da lembrança As mais doces recordações De uma História de vida Que sem ti continuo a viver Sendo tu uma rosa em minha vida Vermelha como os lábios da paixão Encantada sob o luar do amor Em mim a flecha de um cupido O feitiço em te olhar foi para sempre Onde de ti não saí mais, De mim não mais sairás. José Henrique

⁠Eu e minhas rosas Em meus dias. Mais uma noite sem ti.
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⁠Eu e minhas rosas Em meus dias. Mais uma noite sem ti. Tem sido tantas. E a conversar com meu silêncio. É sua voz que tento buscar. E é assim que consigo te ouvir. No fechar de meus olhos te ver. No cativo silêncio da solidão. Que te amo. À noite fico com as rosas. Contemplo sua companhia. Nos aceitamos sem palavras. Eu é minhas rosas. Sem medo algum. Te amo! Estou rosa ao chão. Sem solo fértil. Vivo plantado em mim. Regado pelo amor. É muitas vezes no orvalho de minhas lágrimas. Que alimento o desejo de enxugar as tuas. De sorrir no teu sorriso. De amar no teu amor. Sentir o teu sentir. E viver em teu viver. Em meu olhar triste. Meu sorriso é esperança. Minha felicidade está na vida. Na poesia das rosas. É no amor o meu viver. No que amo e no que sinto. É na lua minha noite, nas estrelas os beijos teus. Só deixo o dia me acordar, no calor de tua saudade. Vivo eu sempre contigo. Eu e minhas rosas. Sempre! Eu e minhas rosas. José Henrique

⁠Em teu viver. Estou indo amor, Para juntar-me a ti
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⁠Em teu viver. Estou indo amor, Para juntar-me a ti Não tenhas medo da noite Juntar-me-ei a ti Logo estarei em teus braços Mesmo antes que a noite termine Pois aqui não estou feliz A mim vem o teu querer E o meu desejo contigo está Não quero hoje sonhar Pois estou indo amor Logo em meus braços estarás Estarei em teus beijos No calor de teu doce corpo A saudade, o tempo foi criador Mas cessará ao te tocar E toda a dor sentida e sofrida A sorrisos dará lugar Brindaremos o vinho doce do nosso amor As lágrimas cairão intensas Como pétalas de rosas caem tranquilas Pois é na alma que te sinto E escrevo a ti com a tinta do coração Que não se apaga com o tempo E não morre com a vida Estou partindo amor Não para longe de ti Mas para de onde nunca sai Pois ouço no pulsar de teu peito apertado, Pedir-me a todo momento, "Fiques dentro de mim, Pois de ti nunca saí." José Henrique

⁠Pedaços. Tenho pedaços em mim Que não se conformam em juntar-se
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⁠Pedaços. Tenho pedaços em mim Que não se conformam em juntar-se Sigo em pedaços sem mim Quanto aos que deixo perdidos O velho e incansável tempo Cuida de reciclar . Sinto-me levado pelos amanheceres desta vida Onde o anoitecer não me traz o confortável sono Minhas pálpebras se recusam a abrir as janelas de min'alma Um náufrago de meu atlântico leito, Sem a certeza de que haverá um chão para pisar Pedaços de mim vão ficando pelos caminhos Ainda falsamente consigo sorrir Meu caminhar é leve Árduo de um completo vazio De um coração amante. Mas ainda lembro, lembro sim Do sorriso que á muito perdi Está na distância de meu olhar No impossível de minhas mãos Nas águas de meus olhos No silêncio de minha dor. Não serei pedra sem mover, Água de um lago Mas um rio de fortes águas Renovando meus dias E de novo encontrar Pedaços... Que faltam em mim. José Henrique

⁠Encontrar-te-... Sonhando sempre, sonhando Assim um viajante de mim
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⁠Encontrar-te-... Sonhando sempre, sonhando Assim um viajante de mim Onde conheço pouco demais Na aventura de encontrar-me Desbravando-me no tempo Um tempo de certo não meu Entre pessoas de muitas tribos Linguas e pensamentos diversos Sigo como um autoimovel sem direção Combustiveis de uma vida sem sentido Onde páginas bíblicas desfolham-se Versículos a cada dia mais atuais Muitos Césares em jardins de pedra Vivo eu no teu sentido, Dores escondidas na psicologia dos nadas Culturas plantadas, sementes que morrem Em corações de terra infértil Apenas canteiros de moedas Dantes morreria de amor por amor Sensivelmente morremos nem ele. Nas aventuras de encontrar-me Ainda levo na bagagem Sementes de uma alegria perdida Onde neste ou em qualquer mundo Que um simples e de vocabulário humilde De um codinome poeta Possa tão simplesmente viver Olhar em teus doces olhos Plantar um jardim de rosas Perfumado em esperança Na maravilhosa cultura do amor Escrevo à ti. . . . . José Henrique

⁠Casaco azul. Ainda sem palavras , E que meus pés toquem os teus,
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⁠Casaco azul. Ainda sem palavras , E que meus pés toquem os teus, Não vejo ainda suas pegadas, Vem de longe o teu sabor, O teu olhar está no meu... ao céu, Fico aqui a me olhar o tempo todo, E me vendo sem ti, o nada é muito, É tão pesado que ao deitar não durmo, Pensar que o amor é um prazer, E que o prazer é te amar, Se faz em dor por tua ausência, Um leva e traz de sentimentos. Vou vestir-me da ilusão de sair por ai, Descer as escadas com um casaco azul, Um tênis qualquer ou o de sempre, Sentar de frente ao mar, Soletrar teu nome na areia, Caminhar um pouco, De maos dadas com o tempo, Beijar o vento que por ti passou, Olhar o sol que teve teu olhar primeiro, Assim te sinto, assim te vivo, Passar por rostos que me dizem olá, Ficar assim por todo dia, junto a todos, E com todos pensando em ti, amando a ti, Ir a todo lugar e em todo lugar te levar, Estar em tudo e em tudo você está, Olhar as horas e já é noite, Olhar a lua que você olhou, Te levar por toda noite, tentar você, Soltar-me de tuas mãos, se estivesse nelas, Desligar a dor que me liga a você, Caminhar sozinho, sem um coração marcado, Não há lembranças, apenas sonhos, Não tenho nada, é o desejo a me iludir, É a paixão que me abraça dia e noite, O amor sem um corpo a me adotar, Com os açoites de tua voz, Entregou-me a ti sem sentido, E deixou-me no sentido de te amar, Nem uma rosa posso eu te dar, Que meus pés toquem os teus, Mas ainda não vejo suas pegadas, E me vendo sem ti, ainda é nada, O amor que dói, Dentro de um casaco azul... José Henrique

⁠Aos Pronomes... Não sei...estou aqui, um eu, Mas lido com amor,
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⁠Aos Pronomes... Não sei...estou aqui, um eu, Mas lido com amor, Não conheço ou sei da minha alma, Sinto dor de uma saudade que nunca senti, Desejo um calor que nunca tive, Talvez na vida, ilusão,do segredo,do não saber, Na dor que a mim fere, na leitura um prazer, No lindo de meu sofrer, nas lágrimas eu descanso, Escondem um sorriso triste, encantador, Sempre em fulga de si mesmo, Conto as horas de um relógio sem ponteiros, Sempre volto para mim, não vou eu ferir, Respiro saudade da espera, Para o amor sou um desejo, Amo o simples que dificil tanto é, Amando sempre na atenção do coração, Razão de um viver é o simples querer ter, Está nas rosas que ao dia admiro, No perfume de diversos e eloquentes aromas, Na sedução e ardor de seus espinhos, Não sou eu sincero quando falo, Nem sei falar com sinceridade, Mas o olhar é verdadeiro e meu calar me leva longe, Escrevo assim sem ter porque, ou todos. Quanto a mim o tempo sabe, Que tenho o tempo de meu tempo, Escrevo sempre com amor, Sem saber onde se lê, Não sei o seu valor, mas sinto é com amor, Que fala do sentimento, para todos os pronomes, Sendo eu sincero, silencio a minha dor, Mas jamais o meu amor. José Henrique

⁠Olha pra mim... Fica séria, sorrir não, Você sorriu, olha pra mim sorri,
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⁠Olha pra mim... Fica séria, sorrir não, Você sorriu, olha pra mim sorri, Fica séria e olha pra mim, Tenta não sorrir, Se sorrir de novo, eu te beijo, Sorriu, um beijo, Sorriu, mais um beijo, Sorriu de novo, outro beijo, Tenta amor, sério, vai, sério, Aí você sorri, outro beijo, Então tá, vamos mudar, Sorri pra mim, Séria não amor, sorrindo, Não amor agora é séria, não é pra sorrir, Se ficar séria de novo ganha um beijo, Séria, um beijo, Séria de novo , mais um beijo, Amor é sério, sorri pra mim, Séria de novo, Tudo bem vai, me beija, Mais um beijo, outro, Mais um, outro, Me beija sempre amor, Você quer mesmo é beijar, Então me beija, Eu te dou um sorriso, Amo teu sorriso. É sério!!! José Henrique

⁠Sentindo frio. Tenho o frio de meu inverno a suportar, Quando em teu abraço, nega-me a vida estar,
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⁠Sentindo frio. Tenho o frio de meu inverno a suportar, Quando em teu abraço, nega-me a vida estar, Quando em teu viver quero habitar, Ventos sopram dentro de mim, Onde no imenso vazio não vejo fim, É da falta de ti, de onde ainda não parti, Deixei-me aos pés do sabor de teus beijos, E quanto mais livre para amar-te, Mais me prendo aos anseios de min'alma, A esperança cai como folhas de outono, E o amor guardado é em meu peito abandono, Estou no tempo, nas rosas, nas palavras, No perfume e na dor de quem me quer, E na solidão de não estar, Em beijos em jardins a procurar-te, Recebendo rosas sem nenhuma poder plantar, É no verão de teu calor e no olhar de teu sol, Onde haverá vida para viver, Haverá teu abraço a me aquecer, Salientando a provocar o teu querer, Precisando do abraço, não de um, mas o teu, O teu que tem as quatro estações, O teu que me faz sorrir e a felicidade derramar, E neste desejo que não conhece o fim, A esperança flerta com a saudade, Tendo o frio do meu inverno, Amor, sem o verão do teu calor, No desejado abraço, Onde tudo em ti está. José Henrique

⁠Você é saudade... Penso em você que o tempo não me trás, É com dor que o amor me consome,
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⁠Você é saudade... Penso em você que o tempo não me trás, É com dor que o amor me consome, E ainda assim o amor não é capaz, Meu pensar e meu silêncio apenas dizem a mim, somente a mim. Gosto de estar comigo quando estou contigo, Pois é esta a única forma de me encontrar em mim mesmo, Onde longe de ti sou apenas uma rosa que se perde sem admiração, Que seja o tempo responsável de toda minha solidão, Seja o amor o culpado deste aperto em meu coração, Mas não seja você a causa de minhas lágrimas, Pois quando estou contigo não sei chorar, E se caem lágrimas quando a teu lado estou é porque te amo, Hoje desejo negociar com meu sono solitário, Trocarei todos os meus sonhos pela realidade de a teu lado estar, Apenas pelo tempo de um longo e doce beijo. Não quero mais sonhar ou desejar, não quero mais querer sem ter, Minha vida me cobra ao tempo e ele não quer parar e me ouvir, Ele apenas passa velozmente e só a tenho na distância deste amor, É como água em minhas mãos. O que desejo ainda está em meus desejos, O que mais sonho ainda continua em meus sonhos, Desata-me da poesia de minhas palavras, Destinando-me a ser um aventureiro da razão, Que a emoção e meu coração sejam imunes a esta dor, Que a dor o tempo leve, que a brisa de um vento livre venha me bastar, Que me deixem os sonhos e desejos, onde a dor é recompensa, Que a saudade seja presença, Que seja aqui e agora, neste exato momento, Que eu não acorde pensando no amanhã e sua possibilidade, Mas acorde no hoje, Que eu abra meus olhos e não esteja sonhando, Que eu abraçe o meu lado esquerdo e encontre o que desejo, Que você! Meu sonho ,meu desejo, minha sede, Não sendo mais a saudade! Mas o amor de verdade. José Henrique

⁠Onde quero... Ainda aqui, ai ou por ai, Sabe-se lá meu momento,onde está,
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⁠Onde quero... Ainda aqui, ai ou por ai, Sabe-se lá meu momento,onde está, Ainda passeando sobre a terra que piso, Arrastando desejos e sonhos em um vazio ditador, Vago e ilusório é o chão que piso, De promessas e conteúdo sem assinaturas, A procura já me desistiu, desatamos de nós, Deixou-me assim sem uma única nota musical, Entre as canções não há mais nenhuma dança, Um enorme não sei de tudo ou de nada, Criando universos de opções, numerando estrelas, Procurando sábios em loucos, Plageando meu sorriso para os espelhos que me cercam, Meus olhos estão distantes do qe vejo, E não vejo o que quero ver, Meus lábios não sabem o que dizem de mim, Discordo de minhas palavras quando as ouço, Silêncio eu entendo bem, é um diálogo mais sincero, Apaixonado e verdadeiro é o sentimento, Minto a mim mesmo e na verdade me calo, Ouça-me por dentro, leia-me em seu coração, O que amo está em mim, no eu guardado em ti, Em um enorme não sei de tudo que sem ti é nada, Não vejo o que quero ver, Mas posso tocar no que sinto, Quando caem minhas lágrimas, Ainda que por aqui ou por ai ao sabe-se lá onde, Estou sempre contigo, Onde quero... José Henrique

⁠Longe... Pensando... tanto estar longe Muito distante de onde estou,
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⁠Longe... Pensando... tanto estar longe Muito distante de onde estou, Mais perto de onde desejo estar, A cada pensar mais longe de mim estou, Fosse eu um desses que voam, Os que sabem voar, os que não pensam, Não carregam sonhos como pesos, Sem desejos acorrentados aos pés, Tendo dito e pelo não dito ou qualquer paradigma, No eu, leve peso, como pedra sobre a relva livre, A cada acordar o mesmo pedido, A cada adormecer o mesmo fechar de olhos, A mesma visão de um quadrado vazio de cores pálidas, Domindo a domingo é só um dia após outro, Dias que se perdem no tempo dessa eloqüente inèrcia, Que seja um dia o dia do dia de se encontar, Este barco, sem vela e motor, sem o vento ou a maré, Entregue ao belo sol e a formosa lua, Areia de um deserto que se move em si mesmo, Um oasis sem visitas, na miragem do esquecido, Rosa jogada ao chão, esquecida a cada chuva, mais um córrego, Este que é o tempo, marca com suas garras intolerantes, Então seguir adiante, no escuro incerto de ações sem sentido, Sendo assim, estando sempre em mim e para mim, Tocando sentimentos com as luvas da paixão, De um coração impenetrável, Envolvido no vinho do amor, Amor que não se move, amor que não se tem, Deita e dorme com a saudade, Abraçado a esperança, aquecido no desejo, Muito distante de onde estou Longe...sem onde. José Henrique

⁠Mais um nó... Está nas entrelinhas... O desejo, o sonho, a vida,
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⁠Mais um nó... Está nas entrelinhas... O desejo, o sonho, a vida, O desconhecido amor... Sinto que sentes ao ler... Lágrimas molham minha escrita. Por uma factível, porém... Dolorosa e sentida saudade. Sou eu a única realidade, Deste amor sem face. Psicocriado no calor do abraço jamais dado... No beijo de lábios que nem sei. Desato o nó de minha fala, Do amor vivo em vaso sem rosa, Aqui... tão somente aqui, Nas entrelinhas, Apenas nas entrelinhas... José Henrique