Frase de José Henrique Boia dos Santos
Olhos vendados. Farei-me desviar-te de mim, Das ilusões por mim plantadas, De como a desenhei, Dos pedaços que de ti juntei, Não mais terei as lembranças, De uma esperança somente minha, Não há dor no amor, Nem amor que resista a dor. O que for saudade... Lágrimas até que sequem, Amor que se apague, que se ausente, Embriague-se ao vinho de uma saudade qualquer Perca-se de mim por razão de não ser. E que a vontade padeça ao colo de meu desejo, Abrirei os olhos dantes vendados, Da ironia de amar de mim para mim, Da vontade de lutar sem motivo real, Detonarte-ei de forma atômica, Retirando o véu de sua mentira, Implodindo pilares de sentimentos por ti. Dormirei todas as noites perdidas, Apagarei os caminhos e rastros de seu alcançe, Da vilã e parceira solidão, ao lado deitarei, Darei de mim aos que a mim vem, Por motivo ou não importa, De amor , nas rosas encontrarei, Darei teu nome aos ventos, Mas como prometi jamais te esquecerei, Serás exemplo de qualquer dor posterior, Ainda a terei como causa e causador, Se o amor ainda me procurar, servis-tes bem, De um propósito encouraçado e resistente. A carência...um verdadeiro amor, A dor... meus pêsames, Ao tempo perdido...um lamento, A esperança... descanse em paz, Aos sonhos... um bom dia, A verdade... muito prazer, A você... um adeus, A mim... Farei-me desviar-me de ti... José Henrique
No pensador.ai desde