Frase de Jose Gomes Paes
E. E. RAMALHO JUNIOR A minha casa e o rio O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo, é ser um realista esperançoso. Ariano Suassuna. A MINHA CASA E O RIO A minha casa A casa que eu nasci Era linda De uma beleza Sem fim Eu sonho com ela O Rio passava Eu via o rio Da porta E da janela Sentia o vento frio Eu descia O caminho do porto Na carreira Para tomar banho no rio Todo o dia A cena se repetia Do cedro Pulava na água Fria do rio De brincadeira Da porta de casa Eu corria E saltava Da ribanceira Eu passava Ele me convidava E lá estava eu Como uma magia Ele me arrastava Era um desafio Minha mãe me ralhava Mais eu gostava Eu sentia tanto amor Pelo rio. O rio, uma imensidão Escondido Pegava o casco E o remo E ia passear no meião Anoitecia E dormia Eu acordava Com o rio Eu vivia e sonhava A minha casa Ficava de frente Para o rio. Ela ouvia Quando o rio se agitava E roncava No rio eu pescava Todos os dias Carregava água Enchia os potes E o tanque de casa Belo e caudaloso O rio está lá A minha casa não existe mais Ficou no tempo Passado saudoso Doces recordações Que não me sai Da memória Dos momentos vividos De eterna glória Jamais esquecidos. Esse poema, um dos mais lindos que fiz, abraça minha alma de saudade e faz-me lágrimar de emoção. José Gomes Paes Poeta amazonense de Urucará Direitos reservados ao autor.
No pensador.ai desde